Mato Grosso
Sema capacita servidores em curso de Brigada de Incêndio e Primeiros Socorros
Servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) concluíram, na última quarta-feira (18.6), o Curso de Brigada de Incêndio Tipo I e Primeiros Socorros. Realizado no Auditório Arne Sucksdorff, na sede da Sema, em Cuiabá, o objetivo foi preparar os servidores para atuar na prevenção e no combate inicial a incêndios, além de orientar sobre evacuação de ambientes e primeiros socorros.
A capacitação teve início na segunda-feira (16), e foi ministrada pelos soldados do Corpo de Bombeiros, Enderson Nunes dos Santos, Aygo Resende Rodrigues de Souza, Lucas Assunção Rodrigues, Weslei Lopes da Silva e Jeferson Correa de Almeida.
O treinamento foi destinado a todos os servidores, independentemente do vínculo, e buscou garantir que eles estejam preparados para agir de forma rápida e eficiente em situações de emergência, sendo uma formação essencial para ambientes com risco de incêndio.
Para a residente técnica e participante do curso, Mariana de Oliveira, a capacitação foi uma importante oportunidade de adquirir conhecimento técnico com profissionais experientes, além de ter ajudado a reforçar valores fundamentais como o trabalho em equipe, a disciplina e o preparo físico e emocional.
“Esse tipo de capacitação é fundamental não apenas para quem atua diretamente na linha de frente, mas para toda a sociedade, pois fortalece a cultura da prevenção e o cuidado com as pessoas e o ambiente em que trabalhamos”, destacou Mariana.
Os participantes do curso também poderão ser selecionados para compor a Comissão de Brigadistas da Sema, que tem um papel essencial na adoção de medidas preventivas e de resposta a emergências internas.
Mato Grosso
Oposição questiona empréstimo de R$ 1,5 bilhão pedido pelo governo e diz que deveria usar em habitação popular
O governo de Mato Grosso enfrenta um teste de força na Assembleia Legislativa com o Projeto de Lei nº 795/2026, que autoriza a contratação de um empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal (CEF). O pedido, formalizado na reta final do mandato e em pleno ano eleitoral, gerou questionamentos técnicos sobre a sustentabilidade da dívida e a real necessidade da operação.
A resistência é liderada pelo deputado Lúdio Cabral (PT), que apresentou uma emenda condicionando a autorização do empréstimo a um compromisso paralelo: o Estado deveria aplicar um montante equivalente em casas população para pessoas de baixa renda.
A ideia é utilizar recursos do Fethab — Fundo Estadual de Transporte e Habitação —, que é alimentado por contribuições de produtores rurais e empresas do setor de combustíveis, voltado originalmente a obras de infraestrutura e habitação.
Para o parlamentar, é um contrassenso endividar o Estado enquanto fontes como o Fethab, que poderiam financiar políticas habitacionais, não são plenamente utilizadas para esse fim.
O ponto mais sensível do projeto é a modelagem financeira. A proposta prevê taxas atreladas ao CDI — que operam em patamares elevados — e um prazo de pagamento de 10 anos. Lúdio Cabral classifica a modalidade como ineficiente.
“Estamos buscando um empréstimo a juros de mercado, quando o Estado já contratou, em outras ocasiões, linhas com carência de cinco anos, taxas fixas de 3,6% e prazo de pagamento de 25 anos”, comparou.
O parlamentar também questiona o timing: “Não tem sentido o Estado contrair uma dívida dessa magnitude a seis meses do fim do mandato. O novo governador que assumir em 2027 deveria ser o responsável por decidir sobre a pertinência desse endividamento”.
Em defesa da proposta, o governo argumenta que o crédito é necessário para suprir a lacuna de fontes de receita que serão descontinuadas no próximo ano. O projeto, porém, carece de detalhamento sobre essa estratégia, o que amplia as dúvidas sobre a capacidade de alavancagem em obras de infraestrutura e saúde.
A votação do projeto coloca o governo em uma posição delicada: a necessidade de garantir recursos antes da eleição esbarra na cautela fiscal de parlamentares que temem os impactos de uma dívida atrelada à volatilidade dos juros.
Crise habitacional na capital
Enquanto o debate sobre o financiamento bilionário de infraestrutura domina a Assembleia, a política habitacional também é alvo de disputa em Cuiabá. O PSD recorreu ao Tribunal de Justiça contra um decreto do prefeito Abílio Brunini (PL) que impôs restrições ao tamanho de terrenos destinados a habitação social.
A medida, tomada à revelia da Câmara Municipal, ignora a Lei Complementar nº 389/2015, que permitia metragens menores para viabilizar projetos como o Minha Casa, Minha Vida.
Segundo especialistas e parlamentares, ao fixar o mínimo de 200 m² por decreto, a prefeitura cria um entrave burocrático que inviabiliza novos projetos populares na capital, gerando um novo flanco de desgaste para a gestão municipal.
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