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Saúde

Ministério da Saúde amplia acesso a medicamentos para pacientes com doença falciforme

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O Ministério da Saúde vai incorporar o medicamento deferiprona para o tratamento da sobrecarga de ferro em pacientes com doença falciforme no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a decisão, pessoas que necessitam de tratamento para o acúmulo excessivo de ferro no organismo, independentemente da causa, terão acesso a todas as alternativas terapêuticas disponíveis na rede pública. O excesso de ferro é comum em pessoas portadoras da doença falciforme devido à necessidade de transfusões sanguíneas frequentes, realizadas para controlar crises de dor e outras complicações.

O acúmulo de ferro no organismo, se não tratado, pode causar danos graves a órgãos vitais como coração, fígado e glândulas endócrinas.

Sobre o medicamento

A deferiprona é um quelante de ferro, ou seja, uma substância que se liga ao ferro em excesso no corpo e facilita sua eliminação pela urina. Além de reduzir os riscos por conta do acúmulo de ferro, o medicamento tem melhor posologia em relação a outras opções, facilitando na adesão ao tratamento.

Até então, o uso da deferiprona no SUS era restrito a pacientes com talassemia maior (tipo de anemia) que não podiam utilizar a desferroxamina devido a contraindicações, intolerância ou dificuldades de administração. A decisão do Ministério da Saúde representa um avanço significativo para esses pacientes, ampliando as possibilidades terapêuticas.

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Doença falciforme

A doença falciforme é uma doença genética e hereditária que afeta a forma dos glóbulos vermelhos, colocando-os em formato de foice. Essa alteração prejudica a circulação sanguínea, causando dor intensa, anemias, infecções e complicações em diversos órgãos.

No Brasil, estima-se que cerca de 60 mil pessoas vivam com a doença, que tem maior prevalência em pessoas negras, segundo o Boletim Epidemiológico Saúde da População Negra. O tratamento inclui o controle de sintomas, prevenção de complicações e, em muitos casos, transfusões sanguíneas regulares.

Amanda Solidade

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Doenças vasculares: Hospital Central oferece atendimento completo, do diagnóstico à cirurgia

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Dor para caminhar, varizes nas pernas e feridas que não cicatrizam nos membros inferiores podem ser sinais de doenças nas artérias e veias. Neste mês, a saúde vascular é alvo da campanha de conscientização da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, chamada de Agosto Azul (veias) Vermelho (artérias). O objetivo é alertar a população para as doenças do sistema circulatório.

A aterosclerose, que pode ser traduzida como gordura nas artérias, é o tipo mais frequente de doença vascular, explica a médica vascular e coordenadora do Núcleo de Regulação Interna do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, Ana Alyra Carvalho. Se não prevenida ou tratada com a mudança de hábitos, pode causar infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Para prevenir a doença, é necessário adotar hábitos saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada, evitando gordura saturada e alimentos processados, realizar atividades físicas regulares, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso, não fumar e realizar acompanhamento médico periódico.

“Os fatores de risco para a aterosclerose são hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, colesterol alto e o próprio envelhecimento. Essas condições podem entupir ou dilatar a artéria. Quando ela entope no coração, por exemplo, acontece um infarto. Se ela entope a carótida, pode ocorrer um AVC”, esclarece Ana Alyra.

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Como o início da doença vascular pode ser assintomático, quando o paciente procura ajuda médica é possível que a situação esteja avançada. Por isso, além da consulta, o diagnóstico é uma etapa fundamental.

No Hospital Central, um dos exames mais usuais é o doppler – uma espécie de ultrassonografia que observa as vias sanguíneas nos percursos de ida e vinda. Quando identificado o entupimento, o paciente recebe acompanhamento especializado: se entupida a artéria do coração, segue para o cardiologista; se nas pernas ou carótida, vai para o cirurgião vascular.

“Quando é necessária alguma intervenção para tratar o entupimento ou o aneurisma, há dois possíveis caminhos: o cateterismo, procedimento menos invasivo, realizado na hemodinâmica; e a cirurgia aberta, como uma ponte de safena. O centro cirúrgico do Hospital Central tem toda a estrutura necessária para atender casos eletivos ou de urgência”, pontuou a diretora do hospital, Alessandra Bokor.

A amputação de membro em função da aterosclerose também é outra cirurgia realizada no Hospital Central. Esse estágio da doença em geral é causado por uma infecção muito grave ou por uma isquemia (falta de sangue) também grave.

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As tromboses e varizes, doenças que acometem as veias, também são lembradas na campanha de conscientização. Nas varizes, fatores como predisposição genética, alterações hormonais, sedentarismo e excesso de peso podem favorecer o problema. Em alguns casos, há indicação de cirurgia, também realizada pelo Hospital Central. Já a trombose está relacionada à formação de coágulos nas veias e pode ocorrer por imobilização prolongada, após cirurgias, uso de hormônios e trombofilias. Dor e inchaço nas pernas são sinais que merecem avaliação médica.

Outro terceiro fator também lembrado na campanha são os gânglios linfáticos, elementos do corpo responsáveis por capturar líquidos excedentes nos tecidos para devolver à circulação sanguínea. Quando eles falham, formam os linfedemas, o que pode ocorrer após cirurgias de câncer de mama, quando são extraídos os linfáticos na axila, causando um inchaço no braço. O tratamento costuma ser com medicamentos e fisioterapia.

O Hospital Central é uma unidade pública que atende pacientes de todo o estado 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No caso de doenças vasculares, o atendimento abrange da consulta ambulatorial à cirurgia, incluindo diagnóstico e atendimento emergencial.

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