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Projeto ‘Educarte’ deixa estudantes encantados
Dentre as atividades desenvolvidas estão a dança e teatro, com dramatizações, coreografias, que envolvem a expressão oral, corporal, respeito mútuo e autoconhecimento dos envolvidos.
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Os estudantes se empenham cada vez mais nas apresentações do Educarte
A Escola Estadual André Antônio Maggi, no Distrito de Nova União, município de Cotriguaçu (a 950 quilômetros a noroeste da capital) está obtendo ótimos resultados com o projeto Educação e Arte (Educarte) que atende a 110 alunos do ensino fundamental e médio.
Dentre as atividades desenvolvidas estão a dança e teatro, com dramatizações, coreografias, que envolvem a expressão oral, corporal, respeito mútuo e autoconhecimento dos envolvidos. As atividades envolvem também, além da dança e teatro, projeto de rádio escolar, criando um trabalho interativo.
O Educarte foi instituído, a partir deste ano, pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para ser desenvolvido durante todo o ano letivo e de forma interdisciplinar.
Segundo o diretor da escola, Itamar Pereira, os trabalhos de artes cênicas – como dramatização e coreografia – são pontuados por datas comemorativas inseridas no calendário escolar. “Cada apresentação se transforma num desafio para os estudantes”, observa.
Para o aluno Isná Almeida Pereira, do 2º ano do Ensino Médio, o Educarte é um programa motivador para todos os alunos. “Depois que passei a frequentar o projeto, decidi que eu quero seguir essa carreira de dança e teatro. Hoje, esse projeto foi a melhor coisa para mim, porque eu consigo levar a sério tudo o que eu faço”, assegura.
A colega dele Joyce Kelly pensa de forma semelhante. Além de motivar os estudos, ainda ajuda na descoberta de novos talentos. “Ajuda não só no desempenho como acaba com a timidez. Com o projeto eu consigo ser eu mesma”, explica.
A professora do Educarte Nádia Gonçalves Oliveira destaca que os alunos demonstram, a cada dia, avanço no aprendizado. “Conversando com alguns professores tínhamos alunos que tinha muita dificuldade de socialização e que depois de ter participado de alguns projetos estão interagindo bem”, comemora.
Rádio Interativo
O Educarte também desenvolve a parte do rádio como meio de comunicação. Os alunos criaram dentro da rádio escola, intitulada “Radio André Maggi”, um programa para agitar a hora do recreio. Criaram o “play time”, um programa de 15 minutos com vários quadros: momento de reflexão, momento dos recadinhos gravados via whatsapp.
“Ainda não temos a locução. Os alunos ainda estão tímidos para termos alguns apresentadores. Mas o bom é essa interação, esses quadros. Logo teremos alguém na locução”, explica o diretor.
A parte musical também tem destaque especial, que é levar a Música Popular Brasileira (MPB) e música erudita, mudando o foco dos alunos. “Está muito bom essa mudança na execução das músicas. Nossos alunos estão se interessando pelos dois estilos musicais. Para eles, tudo é novidade”, ressalta Itamar Pereira.
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Tecnologia da Empaer chega ao campo e renova a esperança de produtores em Cotriguaçu
Durante a passagem dos pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), pelo município de Cotriguaçu, uma das propriedades visitadas foi a “Cia do Mel”, do produtor de pequena escala Roneilton Oliveira. Ao lado da esposa, Josy Oliveira, ele vive na propriedade há 14 anos e construiu uma trajetória marcada pela diversificação da produção e pelo trabalho familiar. Na propriedade algo que chamou a atenção foi a preservação e o equilíbrio entre produzir e cuidado com a natureza.
Para o produtor, a presença de pesquisadores e o fortalecimento da parceria entre Empaer, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) e agricultores são fundamentais. “É importante estar mais próximo do produtor, mostrar que uma ou duas hectares podem gerar renda. A gente precisa incentivar mais gente a produzir. Cotriguaçu precisa do café”, lembrou Roneilton.
Os investimentos do Governo de Mato Grosso, por meio da Seaf, somam R$ 9,5 milhões em máquinas e implementos agrícolas, ao longo de sete anos e três meses. Além disso, a Empaer destinou dois tratores ao município, totalizando R$ 272 mil, reforçando o suporte aos produtores da região. Juntos Seaf e Empaer somam R$ 9,7 milhões de recursos aplicados na região.
A visita faz parte das ações da Rota do Café, iniciativa que reúne pesquisadores da Empaer e parceiros, e que vem apresentando os resultados de um estudo realizado ao longo de cinco anos. Nesse período, foram avaliados 50 clones de café, com o objetivo de identificar as variedades mais adaptadas, produtivas e a qualidade de bebida para as regiões Noroeste e Norte de Mato Grosso.
Apaixonado inicialmente pela apicultura, Roneilton começou no campo quase por acaso. Ele conta que foi convidado para participar de uma capacitação sobre produção de mel e acabou se encantando pela atividade. “Na quinta eu estava apaixonado pelas abelhas e na sexta-feira já fui fazer minha primeira captura. A gente descobre os objetivos da vida assim, sem planejar”, relembrou.
Com o tempo, uma nova oportunidade surgiu. Ao conhecer o cultivo de café clonal na região, decidiu investir também na cultura. Hoje, em uma área total de quatro hectares, ele destina dois hectares ao café, somando seis safras já produzidas.
Segundo o produtor, as duas atividades se complementam. A proximidade entre o cafezal e o apiário trouxe resultados positivos. “Coloquei as abelhas perto do café e tive aumento na produção de mel. Na época consegui vender cerca de 200 quilos. A florada do café ajuda muito, porque as abelhas fazem a polinização, que é o melhor benefício delas”, explicou.
Atualmente, a produção de mel na propriedade varia entre 600 quilos e uma tonelada por ano. Todo o processo, desde a extração até a decantação e rotulagem, é feito no local, com comercialização dentro do próprio município. “Nosso produto é de excelência. É o mesmo mel que meus netos consomem e que chega à população de Cotriguaçu”, destacou.
No café, a expectativa também é positiva. Roneilton acredita que pode colher entre 70 e 80 sacas de 60 quilos nesta safra, mesmo trabalhando praticamente sozinho. Para ele, o avanço da atividade na região depende de organização e incentivo. “Precisamos nos unir mais, talvez em associações, para agregar valor ao produto e melhorar a renda”, avaliou.
O produtor também destaca a importância do apoio ao pequeno agricultor. “O produtor não quer nada de graça, ele quer condições para produzir. O restante ele faz acontecer”, afirma. Ele observa ainda o interesse crescente de empresas internacionais no setor de máquinas agrícolas voltadas para a agricultura familiar, o que pode facilitar a mecanização e aumentar a produtividade no campo.
Outro ponto destacado por Roneilton é a melhoria da infraestrutura. Ele lembra que a pavimentação e a construção de pontes transformaram a realidade local. “Quando eu era criança já se falava em integração da região Noroeste, mas isso só aconteceu agora. Foram mais de 40 anos de espera. Hoje temos estrada, e isso muda tudo. Já dá para pensar em novas atividades, como a piscicultura”, disse.
Os pesquisadores da Rota do Café já passaram pelos municípios de Colniza, Aripuanã, Cotriguaçu e Juína, levando orientações técnicas e apresentando os resultados diretamente aos produtores rurais. As próximas e últimas etapas de palestras estão programadas para Nova Bandeirantes, no dia 8 de abril (quarta-feira), na Câmara Municipal, das 7h às 11h45; e em Nova Monte Verde, no dia 9 de abril (quinta-feira), na Estância Villa Bella, no mesmo horário.
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