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Professor que fez 10 vítimas em escolinha de futebol é indiciado por estupro

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A Delegacia da Polícia Civil de Comodoro finalizou o inquérito que investigava os abusos sexuais cometidos por um professor de uma escola infantil de futebol na cidade. O acusado, identificado pelas iniciais R.W.C.S., de 31 anos, foi formalmente indiciado pelo crime de estupro de vulnerável, após uma investigação minuciosa que revelou a extensão dos crimes.

Detalhes das investigações

As investigações apontaram que pelo menos 10 crianças, com idades entre 10 e 13 anos, foram vítimas dos abusos sexuais perpetrados pelo professor. As autoridades não descartam a possibilidade de existirem outras vítimas que ainda não foram identificadas. Durante o processo investigativo, escutas especializadas foram realizadas, nas quais as vítimas descreveram os atos libidinosos sofridos.

O professor, que se aproveitava de sua posição de autoridade e do sonho das crianças de se tornarem jogadores de futebol, prometia encaminhá-las para grandes clubes do Brasil como forma de manipulação. Além disso, ele ameaçava as crianças com penalidades nos treinos caso revelassem os abusos aos pais.

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 Origem das denúncias

O caso veio à tona quando um dos pais desconfiou de uma conversa suspeita no aplicativo de mensagens do filho. A partir dessa denúncia inicial, a Polícia Civil conseguiu identificar outras vítimas e aprofundar as investigações. A prisão preventiva do professor foi solicitada e ele foi detido no dia 12 de outubro. Atualmente, ele permanece preso em uma unidade do Sistema Penitenciário estadual.

Impacto e repercussão

Este caso chocou a comunidade local e levantou questões sobre a segurança e a proteção das crianças em ambientes esportivos. As autoridades continuam a investigar para garantir que todas as vítimas recebam o apoio necessário e que a justiça seja feita. A Polícia Civil incentiva qualquer pessoa que tenha informações adicionais ou que suspeite de outros casos a entrar em contato com as autoridades.

 

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre educação prisional

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A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

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Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

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Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

 

 

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