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Maquiador cuiabano é encontrado morto em São Paulo

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Nesta segunda-feira (22.07), o maquiador e cabeleireiro cuiabano Vinicius Walister Guaragni foi encontrado morto em São Paulo. Vinicius, que até cerca de dois anos atrás atuava em Cuiabá, havia se mudado para a capital paulista, onde continuava a exercer sua profissão.

Em Cuiabá, Vinicius trabalhou no renomado salão Belviso Face & Hair, onde conquistou uma clientela fiel. Entre suas clientes estava a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, que confiava em seu talento e profissionalismo.

Após sua mudança para São Paulo, Vinicius ampliou seu portfólio e passou a maquiar diversas celebridades. Há poucos dias, ele compartilhou em seu Instagram uma foto em que aparece maquiando a atriz Aline Morais. Além dela, Vinicius também atendeu outras personalidades conhecidas, como as ex-BBBs Juliette e Vanessa Lopes, a atriz Mariana Ximenes e a apresentadora Ticiane Pinheiro.

As circunstâncias da morte de Vinicius ainda não foram divulgadas pela Polícia, deixando amigos e familiares em estado de choque e luto. Seu ex-companheiro de trabalho, Cadu Colla, confirmou a triste notícia e expressou seu pesar nas redes sociais. “Sua partida deixa um vazio irreparável entre aqueles que o amavam. Vinicius sempre será lembrado com carinho e amor por todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”, escreveu Cadu em seu Instagram.

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O corpo de Vinicius será encaminhado para Mato Grosso, mas ainda não há informações sobre os detalhes do velório e enterro.

 

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Morre Gregório Viruez, lenda da Marinha que formou gerações de marinheiros

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Suboficial da Marinha, Gregório Viruez

Por João Arruda | Cáceres

A Marinha do Brasil, em especial o 6º Distrito Naval, com sede em Ladário (MS), que possui jurisdição em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, está novamente enlutada. Morreu em Corumbá, por causas naturais, o suboficial Gregório Viruez, 74 anos.

O fuzileiro naval Viruez foi, durante quase uma década, o principal instrutor de ordem unida e de defesa pessoal dos marinheiros recrutas da secular Escola de Formação de Reservistas Navais (EFRN). Firme na disciplina, contribuiu na formação de oficiais e praças que fizeram carreira na Marinha, país afora, e de inúmeros reservistas.

A EFRN formava duas turmas anuais, tendo o militar Viruez como uma referência de extrema dedicação. Fora da rotina diária, Viruez, durante o período noturno, ministrava voluntariamente aulas de defesa pessoal aos marinheiros. Detalhe: Viruez era faixa preta de judô e caratê.

Ao fechar seu ciclo na Marinha, seguiu desenvolvendo projetos sociais com centenas de jovens, meninos e meninas, de Corumbá e de Ladário, doando gratuitamente seus conhecimentos e suas aptidões nas artes marciais para os jovens brasileiros.

As redes sociais dos grupos que reúnem militares de carreira em todo o país foram inundadas de mensagens lamentando a perda de Viruez, considerado em toda a Armada Brasileira como uma verdadeira lenda.

O reservista José Valério Sobrinho, morador do bairro Dr. Fábio, em Cuiabá, e funcionário dos Correios, chamado popularmente de Soró — apelido herdado exatamente do militar Viruez —, postou mensagem de pêsames à família. Soró tinha outro apelido na vida civil, Cachorro Magro, devido à sua aparência com o ator de novelas José Rodrix. Viruez resolveu lhe repaginar.

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A Turma Aroeira, Bravo 2/1983, instruída por Gregório Viruez, deu à Marinha o renomado capitão de corveta, que hoje reside em Niterói (RJ), Ramão Salvador Rodrigues, o Cara de Caveira Zero 1.

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O diamantinense Mirley Sebastião Barros, também da classe 1983, atingiu o oficialato, chegando ao posto de capitão de corveta, comandou a Agência Fluvial de Cáceres e hoje reside em Portugal.

O servidor dos Correios em Campo Grande, Paulo Bezerra, a exemplo dos outros ex-alunos de Gregório Viruez, lamentou o falecimento do notável fuzileiro naval Viruez.

Viruez, que ora desencarna, recebeu inúmeras homenagens de seus alunos marinheiros e de alunos fuzileiros navais. Aqui nesta foto, em 27 de dezembro de 2017, em Corumbá, os egressos da Turma Aroeira lhe prestaram uma homenagem, com direito a trovas e rimas do Marinheiro 26, João Arruda. Bastante emocionado à época, destacou a turma como uma das melhores que a MB formou.

Viruez será sepultado com honras militares no seu berço natal, a Cidade Branca, Corumbá.

Detalhe: os apelidos eram recebidos com bom humor, e muitos — como Afeminado, Apaisanado, Batatinha, Bebe Johnson, Bionicão, Bola Sete, Boca de Ferro, Boca de Véia, Brucutu, Bunda de Urso, Cabeça de Mapa (muitas cicatrizes na cabeça), Cachorrão, Caga Sangue, Canguru, Cara de Borracha, Cara de Cavalo, Cara de Lua, Cara de Pedra, Cara de Pneu Amassado, Cara de Ralo, Cara de Vaca, Carioca, Caroço, Caveira, Cesário Três Peitos, Coco Roxo, Corujinha, Dezenove Acerta o Passe, Dentinho de Ouro, Delicado, ET, Faca Cega, Florzinha, Frankenstein, Gambá, Gibobão, Hiena, Irmão Gay, Irmão Jegue, Juruna, Lambe Lambe, Lampião, Légue-lé, Mamãe Ganso, Mão de Alface, Morrinha, Morto, Oçê Barão, Orelhinha, Papagaio, Passarinho, Pateta, Pato Louco, Pato Rouco, Pepe Legal, Pescoço Aduchado, Pica-Pau, Pinto Bobo, Porca Branca, Rambo, Smorff, Soró, Sovaco de Cobra, Tia Anastácia, Trator, Vassoura de Bruxa, Yuke, Zorro – dentre outros — até hoje carregam com humor e, agora, com a eterna saudade da figura lendária de Gregório Viruez. Espera-se que ele não queira, no firmamento, cunhar os santos e nem tampouco dar ordem unida. O autor é ex-aluno desse exemplo de brasileiro, de patriota e de civismo.

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