HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de São José do Rio Claro
A tomada de posse da região de São José do Rio Claro, com o fito de colonização e estabelecimento de município se deve a Domingos Briante e à sua família. Os fazendeiros se fecharam em suas fazendas e o serviço de extração de borracha não contribuiu para a fixação de moradores em número suficiente para a formação da colônia e núcleo urbano.
Domingos Briante, filho de imigrantes italianos, nasceu e se criou colono de café, no Estado de São Paulo. O jeito de homem sério granjeou-lhe a fama de homem honesto. Sempre inspirou confiança nas pessoas dadas à colonização, gente simples de poucos recursos. E foi por essa prática que começou também a negociar com terras, sempre na condição de intermediário, de corretor. Domingos Briante desejou, então, ser um notório colonizador entre muitos que, naquele tempo, embora de poucos recursos, não poupavam trabalho nas fainas de colonização.
Em 1966, pela primeira vez Briante conduziu um grupo de compradores de terras para conhecerem Mato Grosso e justamente deu com as terras próximas a Gleba Massapé. A região havia sido quase totalmente adquirida por paulistas no início dos anos 50. Briante gostou da região, pois apresentava algumas características, que a identificavam com as condições apresentadas pelo norte do Paraná. O vigor da floresta e a ocorrência de palmitais pareciam indicar tratar-se de terras férteis. Naquele tempo se reconhecia uma terra boa pela exuberância da mata.
O colonizador Briante se animou com as informações obtidas no lugar e foi procurar os donos da terra em Novo Horizonte, Estado de São Paulo – Anísio Castilho e José Jacinto Borges Neto.
Tendo tocado a terra e avaliado o clima de colonização de Mato Grosso, Briante não duvidou em adquirir as terras, loteá-las e revendê-las com lucro compensatório. Conforme a expressão regional “foi tirar a febre” dos proprietários. Encontrou-os dispostos a negociar. Homem de poucos recursos pecuniários propôs adquirir as terras a prazo, pagando-as em três anos, com os recursos obtidos das próprias vendas. Os proprietários aceitaram benignamente os pagamentos, recebendo parte em dinheiro e parte em veículos usados.
Domingos Briante, então, passou à base dos negócios, fundando a firma IMCOL-Imóveis e Colonização Ltda – com três de seus quatro filhos e mais Pedro Coelho Portilho, em 1966. Na verdade, o pomposo nome mal cabia no modesto escritório de corretagem que Domingos e Pedro já possuíam em Marialva.
Briante via no povo humilde e pobre, mas sedento de terra, o ninho onde assentar seus negócios colonizadores. Punha-se em pé de igualdade e exigia que ninguém se queixasse, pois todos possuíam a mesma condição de vida. Teria que investir no trabalho e não no capital, esperando que a terra e o clima de Massapé lhes rendessem as vantagens. Domingos adquiriu as terras em Mato Grosso em 1966, tomando logo posse das mesmas através de dois homens, que aceitaram residir em Massapé com as famílias. Poucas vendas a família Briante conseguiu durante dois anos. A partir, no entanto, de 1968, a colonização cresceu.
Vários membros da família participaram do empreendimento e Aparecido Briante e sua esposa Olinda Raquel passaram a morar em Massapé, enquanto os demais cuidavam das vendas, dos contatos com o INCRA, das viagens entre Marialva e Massapé. Ponto obrigatório de relacionamento era Diamantino, a base imediata do projeto. Tudo transcorria sob a liderança pessoal de Domingos, que frequentemente visitava Massapé, dando ordens, atendendo os clientes. Sua influência era decisiva na credibilidade que a empresa pretendia alcançar junto aos colonos e compradores de terra. Ao vê-lo à frente dos trabalhos, confiavam mais no futuro da região.
Massapé se distinguia de muitas outras empresas colonizadoras, devido precisamente a este caráter de confiabilidade pessoal. Massapé tornou-se um negócio familiar, onde o patriarca mantinha o controle de tudo, não havendo outro assunto com que se preocupar que não o trabalho produtivo.
Aos poucos, a família foi adquirindo terras, que julgava favorável e também adquirindo fazendas. Foram nascendo os negócios da própria família, com o desenvolvimento do projeto de colonização. Nasceram assim dois setores: o familiar e o da colonização em si.
Domingos Briante venceu inúmeras dificuldades e sua empresa prosperou. A organização de São José do Rio Claro alcançou a feição de certa maturidade social, sendo reconhecido como núcleo de alto nome. A Lei nº 3.734, de 04 de junho de 1976, criou o distrito, jurisdicionado à Diamantino.
Mais três anos, depois da função de distrito, nasce o município, que teria a denominação restrita para Rio Claro. Razões técnicas e anti-religiosas determinaram a mudança da denominação. De qualquer forma, nasceu o município, pela Lei nº 4.161, de 20 de dezembro de 1979:
Artigo 1º – Fica elevado à categoria de município, com o nome de Rio Claro, o distrito de São José do Rio Claro, criado como unidade integrante do município de Diamantino, pela Lei nº 3.734, de 04 de junho de 1976….
A denominação de Rio Claro tinha origem no acidente geográfico do rio homônimo, distante 11 km da sede do município, pelo lado leste, seguida a via de acesso à cidade. Entretanto, o povo não se conformou com os arranjos de um pequeno grupo e exigiu a alteração da denominação, voltando à denominação antiga, mesmo mais extensa, mas de acordo com a forma original de vida do povo. A Lei nº 4.294, de 19 de maio de 1981, processou a alteração de denominação de Rio Claro para São José do Rio Claro. O primeiro prefeito municipal eleito foi o agrônomo José Garcez Munhon, com o apoio decisivo dos Briante. Na política, Aparecido Briante foi vice-prefeito de Diamantino, chegando a responder pela prefeitura no afastamento, por saúde, do prefeito. Mais tarde Aparecido Briante veio prefeito da cidade que ajudou a criar, por duas vezes.
SIGNIFICADO DO NOME: A denominação da localidade é homenagem a São José, orago local e ao Rio Claro, que corta parte do território municipal e tem esse nome por apresentar em seu leito águas cristalinas, desde sua nascente até a foz, no Rio Arinos.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO CLARO
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
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