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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Rondonópolis

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Em 1902, saindo de Palmeiras, localidade do Estado de Goiás, Manuel Conrado dos Santos instalou-se às margens do Rio Vermelho, ou Poguba, com o fito de colonizar terras. A denominação de Poguba dada ao Rio Vermelho tem precisamente o significado – rio de águas avermelhadas. Desta forma, o primeiro nome do lugar foi Rio Vermelho.

Em 1907, mais famílias goianas e também mato-grossenses integraram a comunidade do Rio Vermelho. Mestre João Caetano Ferreira foi o primeiro professor de Rio Vermelho. Com o crescimento de Rio Vermelho, José Rodrigues dos Santos, homem jeitoso na política, conseguiu do governo do Estado de Mato Grosso o professor Durico Leocário Rosa para lecionar em Rio Vermelho. Durico começou as aulas em fevereiro de 1913, para 35 crianças. Em 1915, Moisés Rodrigues dos Santos, Jerônimo Lopes Esteves, José Rodrigues dos Santos e Felisbino Rodrigues dos Santos se reuniram para assentarem os programas de desenvolvimento do lugar.

Rio Vermelho cresceu como uma verdadeira colônia, onde se produzia o necessário e se vendia o excedente, formando-se pela força do próprio povo, acostumado às lidas da roça.  José Rodrigues, que era dono de uma das maiores invernadas da região, abriu a primeira casa de comércio de Rio Vermelho, em 1916.

Em 1916, A Comissão Rondon realizou levantamento topográfico da região, com vistas ao estabelecimento da linha telegráfica. Nesta época, o major Otávio Pitaluga, membro da Comissão Rondon, resolveu fixar residência em Rio Vermelho. Em 1917 formava fazenda ao lado dos goianos, a qual ía do Rio Arareau até o local denominado Porocho. 

O major Pitaluga chegava com idéia de lançar as bases para uma futura cidade. O projeto tinha por conseqüência a necessidade de transferência das fazendas do sítio escolhido para outro lugar. Com o projeto, o nome foi alterado para Rondonópolis e as famílias formadoras de Rio Vermelho se sentiram atingidas sentimentalmente. Não eram bem aceitos o nome de Rondonópolis, depois que as terras e o próprio patrimônio levavam o nome de Rio Vermelho. Mas a vontade do major Otávio Pitaluga se sobrepôs a todos os apegos sentimentais e não havia como contestar sua liderança. 

Em março de 1919, a denominação passou oficialmente a ser Rondonópolis, em homenagem a Cândido Mariano da Silva Rondon, mais tarde, Marechal Rondon, que visitava o pequeno lugar de uma só rua, de vez em quando. Era um dos lugares prediletos dele. Aproveitava a ocasião para visitar os índios do povo boróro que habitavam na região. Consta que o Marechal Rondon não pode estar presente à festa da nova denominação, dada em sua honra, por se encontrar no Rio de Janeiro, chamado a receber oficialmente Sua Majestade o Rei Alberto, da Bélgica.

A Resolução nº 814, de 08 de outubro de 1920, criou o distrito de Rondonópolis. Rondonópolis se beneficiou da sua localização privilegiada no entroncamento das rodovias para Campo Grande e Alto Araguaia.

Em 1923, Rondon entrou em contato com o presidente da República, a fim de propor trazer uma estrada de ferro para Mato Grosso. Rondon previa um desenvolvimento acentuado para seu Estado. Neste período o general Rondon, atendendo a um pedido do Ministro da Guerra, foi combater rebeldes nos Estados do Paraná e Santa Catarina.

A 10 de dezembro de 1924, foi instalada a estação telegráfica e o correio. Os primeiros membros da Estação Telegráfica eram nomeados pelo Estado. Benjamim Rondon foi o primeiro chefe da Estação de Correios e Telégrafo de Rondonópolis. A sede foi instalada na antiga casa de comércio de José Rodrigues. A 11 de novembro de 1929, faleceu Otávio Pitaluga. Com seu falecimento novamente Rondonópolis retrocedeu – faltou um líder.

O Decreto-Lei-Estadual nº 208, de 26 de outubro de 1938, criou o distrito de Rondonópolis, com território jurisdicionado ao município de Poxoréu.

A 1º de janeiro de 1940, chegou de São Lourenço de Fátima, Moisés Curi Mussy, com um pequeno ônibus, então denominado jardineira, que fazia o trajeto Cuiabá-Campo Grande e Santa Rita do Araguaya.

Radicaram-se em Rondonópolis algumas pessoas que se destacaram em Poxoréo. Assim contou Rosalvo F. Farias; “o primeiro fiscal da Colônia de Rondonópolis, Rosalvo Miranda, o português agrimensor Domingos Lima, o libanês José Salmen. Foi Salmen que trouxe mudas de frutas, sementes, suínos e aves, de avião, das fazendas de Itiquira e Guiratinga. Manuel Freire Carrasqueira, conhecido por Manuel Português, transferiu-se de Lins.” Em julho de 1949, Rondon, seguindo o costume de visitar Rondonópolis, hospedou-se na casa também costumeira de Cury. Dessa vez trouxera consigo a neta Maria do Carmo. A seguir, Rondon rumou para Cuiabá, a fim de solicitar providências ao governador, a respeito de terras problematizadas. No final daquele mesmo ano o governador do Estado Arnaldo Estevão de Figueiredo visitou Rondonópolis, distribuindo títulos provisórios em Colônia do Macaco, Vila Paulista, Mata Grande, assim como doou 10.000 hectares de terras ao povo boróro, que mora à margem do Rio Vermelho. A situação de crise de títulos foi sendo superada. 

A Lei nº 666, de 10 de dezembro de 1953, de autoria do deputado João Falcão, criou o município: Artigo nº 1 – Fica criado o município de Rondonópolis, cuja área será desmembrada do município de Poxoréu.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade é homenagem feita a Cândido Mariano da Silva Rondon, por sugestão do Major Octávio Pitaluga, em 1919: Cidade de Rondon.

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS



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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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