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“Bodas de Cinderela” encanta e une gerações no Teatro Zulmira Canavarros

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O Teatro Zulmira Canavarros foi palco de uma celebração que entrelaçou magia e solidariedade, atraindo um público de aproximadamente 1.350 pessoas para o III Movimento da XVI Mostra de Dança de Mato Grosso. O espetáculo “Bodas de Cinderela” não apenas encheu o teatro, mas também o coração dos espectadores com uma narrativa que ultrapassou as barreiras do tempo.

A Cia das Artes e Associados, com o suporte do Grupo Caroline, viu suas alunas do projeto “Dança, uma oportunidade de aprendizado”, brilhar no palco, contribuindo para o sucesso do evento. A apresentação, mais que um deleite visual, foi uma prova de generosidade, arrecadando mais de dois mil quilos de alimentos através de ingressos solidários, estabelecendo um novo recorde e destacando o espírito de comunidade do povo mato-grossense.

Os donativos coletados serão distribuídos pela Sala da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e pelo projeto Cidarta, beneficiando entidades filantrópicas e o Grupo “Amigos do Pantanal”.

A performance contou com um elenco diversificado, que abrangeu desde crianças de 3 anos a adultos, todos unidos pela paixão à dança. A noite foi marcada por uma explosão de emoções, com risos e lágrimas, em uma experiência compartilhada entre diversas gerações.

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Reconhecida como uma das manifestações mais tradicionais e relevantes da dança no estado, a XVI Mostra de Dança demonstrou que o palco é mais do que um local para performances; é um espaço onde sonhos se tornam realidade, aprendizados são absorvidos e laços comunitários são fortalecidos.

Este ano, o evento serviu como uma plataforma de formação de plateia e exposição da produção artística de Mato Grosso, evidenciando o talento local e a dedicação dos envolvidos. A Mostra, que completará 16 anos, tem uma programação rica que culminará em abril de 2024 com celebrações em honra ao Dia Internacional da Dança.

Kelson Panosso, na Direção Geral e Produção, juntamente com Maria Hercilia Panosso e Ana Carolina Pereira, na Coordenação e Direção Coreográfica, lideraram um time de profissionais e artistas convidados, incluindo professores, bailarinos e atores de renome, para criar uma experiência inesquecível.

O evento foi possível graças ao apoio cultural de instituições como o Goiabeiras Shopping, a Superintendência de Integração, Cidadania e Cultura da ALMT, o próprio Teatro Zulmira Canavarros e a Prefeitura Municipal de Cuiabá, com o patrocínio do Governo do Estado de Mato Grosso através da Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer (Secel-MT).

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A XVI Mostra de Dança de Mato Grosso prova ser mais do que um evento; é um reflexo do espírito artístico e comunitário do estado, que continua a inspirar e a unir pessoas através da arte da dança.



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Projeto Teatreiras em Cena encerra atividades refletindo sobre acesso e acessibilidade cultural

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O Projeto Teatreiras em Cena encerrou suas oficinas no Instituto Federal de Mato Grosso, trazendo para a equipe e também para o público uma reflexão sobre acesso e acessibilidade cultural.

Foram realizadas cinco oficinas, nas quais o teatro se tornou uma ferramenta eficaz para que os participantes desenvolvessem experiências socioemocionais e também obtivessem mais instrumentos para suas práticas profissionais.

Tais instrumentos e ferramentas não foram oportunizados apenas ao público participante, mas também à equipe, que se envolveu em um aprendizado mais aprofundado sobre acesso e acessibilidade cultural — tema presente no âmbito da Aldir Blanc, por meio da Instrução Normativa (IN) MinC nº 10, de 28 de dezembro de 2023 —, explica Naine Terena, uma das “Teatreiras em Cena”.

Terena integrou a equipe do Ministério da Cultura, comandando a diretoria responsável pela coordenação de acesso e acessibilidade cultural, com foco nas diferentes maneiras de atuar junto a pessoas com deficiência. Para ela, a presença dessas medidas nos editais do PNAB é essencial para que equipes de projetos possam se preparar e ampliar a participação de pessoas com deficiência, tanto como público quanto como realizadoras culturais. “Estamos caminhando, ainda que lentamente, para ter essa equipe mais diversa, mas seguiremos firmes neste objetivo”, pondera.

Nesse sentido, Alicce Oliveira, atriz que conduziu as oficinas, aponta que uma das principais reflexões foi a urgência de ampliar projetos que garantam a participação integral das pessoas com deficiência (PCDs). Ela explica que as oficinas de jogos teatrais desenvolvidas no projeto foram cuidadosamente adaptadas para esse público. Entre os desafios, destacou-se a condução de uma mesma oficina para um grupo diverso, com necessidades específicas em cada proposta apresentada.

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Para Alicce, ainda que o processo seja inicial, ficou evidente a troca potente e o aprendizado significativo entre os participantes. “Fica claro que nós, produtores culturais, ainda temos muito a aprender e a aprimorar no atendimento às pessoas com deficiência. Com o fortalecimento de políticas públicas como a Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), esse movimento de inclusão vem sendo ampliado no setor cultural, abrindo caminhos importantes para uma atuação mais democrática e diversa.”

No Teatreiras em Cena, algumas ações foram direcionadas para o campo da formação da equipe e para o apoio ao fortalecimento das políticas de acessibilidade — especialmente a arquitetônica, atitudinal e comunicacional.

Em relação ao preparo da equipe, ocorreram aulas focadas na formação para as políticas de acessibilidade atitudinal e comunicacional, abordando pontos específicos sobre as relações estabelecidas com pessoas com deficiência.

Foram ofertadas 4 horas de atividade, divididas em dois dias de encontros online. O projeto também abriu vagas nas oficinas, recebendo pelo menos uma pessoa com deficiência em suas atividades. Já no campo da acessibilidade arquitetônica e comunicacional, o projeto ofereceu aos locais que receberam as atividades: um par de placas em braile para banheiros feminino e masculino, seis capas de encosto de cadeira (prioritário) e 19 adesivos em vinil de sinalização para cadeirantes e Libras.

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O projeto é financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Mato Grosso/SECEL-MT, via Edital Viver Cultura.

Sobre os desafios, Mazé Oliveira, produtora executiva, avalia que há diversos aspectos a serem considerados — desde questões práticas, como visitas aos espaços para compreender as necessidades de cada um, até desafios logísticos e financeiros, como onde encontrar itens que atendessem às demandas e coubessem no orçamento.

“Tudo isso foi pensado e negociado para que pudéssemos fazer as entregas da melhor forma, tanto aos espaços quanto ao projeto, respeitando a legislação vigente. Penso que iniciamos uma caminhada mais consciente, entregando capacitação à equipe, kits de acessibilidade arquitetônica aos espaços e uma oficina mais inclusiva para o público PcD participante. No entanto, quando o assunto é acessibilidade, temos muito o que melhorar e aprender — e nada como a prática cotidiana para entendermos isso. Projetos bem planejados e executados têm muito a contribuir nesse quesito, mas ainda carecemos de mais conscientização, mais políticas públicas estruturantes e perenes e mais orçamento realista”, finaliza.

 

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