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Conselheiro Antonio Joaquim relembra luta contra acusações infundadas e celebra a justiça
Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso
O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Antonio Joaquim, viveu momentos emocionantes neste final de semana ao voltar à delegacia da Polícia Federal para recuperar seus bens pessoais que estavam apreendidos desde setembro de 2017. Esse foi o último capítulo de uma história que teve início no dia 14 de setembro de 2017 e foi marcada por acusações injustas e uma batalha incansável pela verdade.
Naquele dia, Antonio Joaquim foi um dos alvos da Operação Malebolge, em que ele e outros conselheiros foram acusados de receber propina para favorecer o ex-governador Silval Barbosa e não atrapalhar o andamento de obras. Desde o início, Joaquim e os demais conselheiros alegaram inocência, mas a sombra das acusações injustas pairou sobre sua reputação e sua vida.
Durante três longos anos e meio, Antonio Joaquim ficou afastado de suas funções como conselheiro. Enquanto isso, a busca por justiça continuava, e sua inocência foi finalmente comprovada quando o ministro Raul Araújo, do Superior Tribunal de Justiça, acatou o pedido da Procuradoria Geral da República e determinou o arquivamento das investigações.
Em dezembro do ano passado, a Procuradoria concluiu que não havia provas suficientes para oferecer denúncias contra os conselheiros, incluindo Antonio Joaquim. Essa decisão marcou o início da restauração da justiça e permitiu que Joaquim retornasse ao serviço público em fevereiro de 2021.
No momento em que finalmente pôde recuperar seus bens pessoais, Antonio Joaquim decidiu registrar esse momento em vídeo e compartilhá-lo em suas redes sociais. Para ele, essa era uma maneira de garantir que as pessoas não se esquecessem da violência que foi cometida há quase seis anos.
“O sequestro da minha reputação teve início no dia 14 de setembro de 2017, quando a Polícia Federal cumpriu uma ordem de busca e apreensão na minha residência, em meio a uma suspeita absurda e flagrante uso político da situação”, relembrou Joaquim.
“Fiquei três anos e meio afastado das minhas funções de conselheiro e, ao final, nenhuma denúncia sequer foi apresentada. A justiça começou a ser restaurada ao ser inocentado das acusações, com o fim das investigações, e retornado ao serviço público em fevereiro de 2021. Anos se passaram e esse vídeo conta capítulo derradeiro dessa história”.
“Fiz questão de registrar o momento da devolução dos meus bens pessoais no mês de maio de 2023, para que as pessoas não se esqueçam que uma violência foi cometida há quase seis anos. Porque, posso até não sentir ódio ou mágoa, mas eu e minha família não vamos esquecer: não há injustiça que dure para sempre!”
Veja o vídeo
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Cuiabá sedia Seminário Nacional sobre Educação Especial Inclusiva com foco em políticas públicas
O “Seminário Nacional: Educação Especial Inclusiva” terá início às 17h desta quarta-feira (17), no Centro de Eventos do UniSenai, em Cuiabá (MT). Promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), em parceria com o Gaepe-Brasil, o Gaepe-MT, a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o Instituto Rui Barbosa (IRB) e o Instituto Articule, o encontro reúne representantes do sistema de justiça, gestores públicos, órgãos de controle, conselhos de educação, pesquisadores e especialistas para debater, até a quinta-feira (18), a promoção de políticas públicas voltadas ao acesso à educação de qualidade para pessoas com deficiência.
“Temos levantado dados importantes para a elaboração de políticas públicas de educação, principalmente por meio da Comissão Permanente de Educação e Cultura. Sediar esse evento em nosso município é o reconhecimento desse trabalho e uma honra para a nossa instituição, que tem atuado para assegurar que nenhuma criança fique sem acesso a uma educação digna, acolhedora e de qualidade”, declarou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.
Já para o coordenador do evento pelo TCE-MT e presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), conselheiro Antonio Joaquim, o levantamento inédito sobre a oferta da educação especial inclusiva na rede estadual de ensino irá subsidiar os encaminhamentos do seminário. “Teremos o prazer de apresentar esses indicadores durante o Seminário Nacional Sobre Educação Inclusiva do Gaepe-Brasil para que sejam tomadas providências pelos gestores”, declarou Antonio Joaquim.
A programação técnica terá início com a Palestra Magna “Educação especial inclusiva: Desafios do nosso tempo”, apresentada por Rodrigo Mendes, superintendente do Instituto Rodrigo Mendes (IRM). Em seguida, a mesa “Importância do diagnóstico territorial para mapear desafios e definir metas para a educação especial inclusiva” contará com representantes do Ministério da Educação (MEC), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime Nacional) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef Brasil).
Abrindo a agenda do segundo dia do encontro, o conselheiro Antonio Joaquim apresenta os resultados do levantamento sobre educação especial inclusiva em Mato Grosso a fim de estimular seu uso como base para o desenho de políticas públicas no estado, com mediação da secretária-executiva da Copec, Cassyra Vuolo.
Em seguida, a segunda mesa aborda o tema “Experiências e desafios nos fluxos intersetoriais para garantir os direitos do público-alvo da educação especial inclusiva”, com a presença do presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, conselheiro Guilherme Maluf. Também participam do dispositivo representantes da Secretaria de Articulação Intersetorial e com Sistemas de Ensino (Sase/MEC) e do IRM.
Já no período vespertino, autoridades do Judiciário se unem a membros do MEC e do Conselho Nacional de Educação para tratar sobre “A perspectiva pedagógica da educação especial inclusiva diante da centralidade do laudo e da judicialização”, sob a mediação da presidente-executiva do Instituto Articule, Alessandra Gotti.
Concluindo as discussões, o diretor Institucional do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Educação das Capitais (Consec), Henrique Pimentel, divide a mesa “Desafios relacionados à alfabetização e à educação infantil no âmbito da educação especial inclusiva” com a professora da Universidade Federal de Alagoas Elisângela Mercado e a auditora-chefe da Unidade de Auditoria Especializada em Educação, Cultura, Esporte e Direitos Humanos do Tribunal de Contas da União (AudEducação/TCU), Renata Silveira Carvalho, com mediação da gerente-geral do Instituto Articule, Tatiana Bello.
Ao final do evento, será lançada a Carta de Cuiabá pela Educação Especial Inclusiva, com compromissos interfederativos e interinstitucionais articulados no âmbito do Gaepe-Brasil.
Clique aqui para acessar todas as informações sobre o evento.
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