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Verão é época de calor e sol, muito sol. Saiba o que é UVA, UVB e UVC e como se proteger

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Verão é época de calor (se bem que aqui sempre é) e sol, muito sol. Mas é preciso muita atenção e cuidados porque os raios solares fazem muito bem para a saúde, se absorvidos pela pele nos horários adequados – antes das 10h e após as 16h. Fora desses períodos pode provocar queimaduras e envelhecimento precoce da pele, problemas de visão, acne, alergias, manchas e feridas na pele e até câncer.

Mesmo para nós, mato-grossenses acostumados a temperaturas mais altas o ano todo e a um sol abrasador, é preciso atenção e cuidados durante o verão, por conta da maior incidência de radiação ultravioleta UVA e UVB que causam queimaduras e manchas na pele.

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UVA e UVB – Os raios solares são ondas eletromagnéticas emitidas pelo Sol, que apresentam uma velocidade de deslocamento próxima da luz.

Eles se dividem, basicamente, em três tipos: infravermelha, luz visível e ultravioleta (UV). A diferença está, basicamente, no comprimento de onda. Além disso, nós humanos somos incapazes de ver a luz Ultravioleta (UV) e a infravermelha a olho nu. Tudo o que vemos no dia a dia faz parte apenas da chamada luz visível.

Dentre essas ondas eletromagnéticas apenas o ultravioleta é capaz de penetrar na pele e influenciar na saúde cutânea. E ele é subdividido em três classes: ultravioleta A, B e C ou UVA, UVB e UVC.

O raio ultravioleta A, ou UVA, é o que apresenta um comprimento de onda mais longo (de 400 nm a 315 nm). É intenso durante o ano todo e é o raio menos energético da subdivisão. Porém, é o mais nocivo e o que penetra mais profundo nas camadas cutâneas, atingindo até a derme que é a camada mais profunda da pele. O UVA pode modificar o DNA e causar câncer de pele, envelhecimento precoce, rugas e manchas cutâneas.

Em locais onde a exposição ao sol é maior, e fora dos horários recomendados (antes das 10h e após as 16h) os cuidados devem ser redobrados. Os dermatologistas sugerem a escolha do fator de 30 a 50. Deve-se reaplicar o produto a cada duas horas, após o contato com a água ou suor excessivo. Chapéu, óculos, chapéu, sombrinha e guarda-sol tudo vale e ajuda, mas não são suficientes se não tiverem um foro anti UV. E outro detalhe, às vezes ta nublado e você sai sem proteção, achando que tá tudo bem, mas é importante lembrar que as nuvens não bloqueiam os raios nocivos e, se estiver na praia pior ainda porque os raios são refletidos pela areia e pela água.

O raio ultravioleta B, ou UVB, tem um grau de energia intermediário e penetra até a epiderme da pele — camada que antecede à derme — e é mais incidente no verão. O seu pico de radiação é entre as 10 horas e as 16. Os raios UVB também podem causar câncer e envelhecimento da pele, mas as consequências imediatas do contato são queimaduras superficiais, vermelhidão e bronzeamento.

O bacana desse raio é que além de não fazer “muito” mal é ele quem fornece energia para a produção de vitamina D, substância indispensável para diversas funções no organismo.

Já o raio ultravioleta C, ou UVC, é o mais energético dentre os três tipos, mas não causa nenhum prejuízo à pele: elas são totalmente absorvidas pelo ozônio e oxigênio presentes na atmosfera terrestre.

Lembre-se: Não existe essa de “estar acostumado ao sol”. Os raios ultravioletas queimam e seus efeitos são acumulativos. O que acontece com quem “está acostumado” é que a pele já perdeu a sensibilidade o que é um passo para um câncer. Isso quer dizer que quem está acostumado ao sol deve se proteger ainda mais.

Pra fixar: Evite a exposição solar entre 10h e 15h e capriche na hidratação corporal, principalmente após a exposição solar mais intensa. A proteção solar deve ser uma preocupação o ano todo, mesmo no inverno. Por isso, adote essa rotina como um cuidado de beleza, mas também com a saúde.

Não importa onde você está, em qualquer região do mundo, os períodos do dia mais adequados para a exposição solar são antes das 10 horas da manhã e após as 4 horas da tarde. Isso porque, nesses horários, os raios solares são mais saudáveis e tem menor incidência da luz UVB.

Fique atento à composição dos protetores – Além de usar diariamente o protetor solar, atente-se a sua composição química. Prefira produtos com FPS maior ou igual a 30, e que tenham proteção UVA e UVB. Opte pelos protetores com óxido de zinco e dióxido de titânio — protetores físicos — pois eles evitam a absorção da luz pela pele por refletir a radiação.

Consulte regularmente um dermatologista – Ele vai te orientar sobre qual o produto ideal para o seu tipo de pele.

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Qualidade do sono: fatores que podem influenciar o descanso

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Dormir não depende apenas de fechar os olhos e esperar o corpo desacelerar. A qualidade do sono resulta de uma combinação de fatores biológicos, comportamentais e ambientais que moldam tanto a facilidade para adormecer quanto a capacidade de manter um sono contínuo e reparador. Quando esse equilíbrio falha, o impacto costuma aparecer no humor, na concentração, no apetite, na disposição física e até na recuperação do organismo.

Por isso, observar o sono apenas pela quantidade de horas pode ser insuficiente. Uma noite longa, mas fragmentada, pode ser menos restauradora do que um período adequado com rotina consistente e ambiente favorável. Entender o que interfere no descanso ajuda a identificar ajustes práticos e também a reconhecer quando há sinais de que a avaliação profissional se torna necessária.

Ritmo circadiano e regularidade do horário

O organismo funciona com um relógio biológico interno que regula períodos de vigília e sonolência ao longo do dia. Esse sistema, conhecido como ritmo circadiano, responde principalmente à alternância entre luz e escuridão. Quando os horários de dormir e acordar variam demais, o corpo perde previsibilidade e a transição para o sono tende a ficar mais difícil.

Na prática, isso explica por que mudanças frequentes de rotina, trabalho em turnos ou fins de semana com horários muito diferentes podem comprometer o descanso. Manter constância não significa rigidez absoluta, mas sim reduzir oscilações intensas. Em muitos casos, esse é um dos ajustes com maior impacto sobre a percepção de sono restaurador.

Exposição à luz e uso de telas à noite

A luz noturna, especialmente a emitida por telas, pode atrasar a sinalização biológica de que a noite começou. Isso não significa que toda exposição digital cause insônia, mas o uso prolongado de celular, computador ou televisão perto da hora de dormir tende a manter o cérebro em estado de alerta por mais tempo.

Além da luminosidade, o próprio conteúdo consumido interfere no relaxamento. Atividades estimulantes, conversas tensas, trabalho tardio e excesso de informação dificultam o desacelerar mental. Em rotinas com dificuldade para iniciar o sono, estratégias associadas à higiene do sono e ao uso criterioso de nutrientes, como o magnésio para auxiliar no sono, costumam ser discutidas como apoio complementar, sempre sem substituir investigação clínica quando o problema persiste.

Cafeína, álcool e outras substâncias estimulantes

A cafeína pode permanecer ativa por várias horas no organismo. Por isso, mesmo quando consumida no meio da tarde, ela ainda pode influenciar o tempo para adormecer, a profundidade do sono e o número de despertares noturnos em pessoas mais sensíveis. O efeito varia de acordo com a dose, horário, metabolismo e padrão habitual de consumo.

O álcool, por sua vez, costuma gerar falsa impressão de benefício imediato, já que pode induzir sonolência inicial. No entanto, o padrão observado com frequência é de maior fragmentação do sono na segunda metade da noite. Também é importante considerar nicotina, pré-treinos e alguns medicamentos, que podem alterar vigília, frequência cardíaca e relaxamento. Em casos de dúvida, a orientação médica ou farmacêutica é a conduta mais segura.

Estresse, ansiedade e hiperativação mental

O sono e o estado emocional mantêm relação bidirecional. Períodos de estresse prolongado, preocupação excessiva e ansiedade favorecem um estado de hiperalerta, no qual o corpo está cansado, mas a mente continua ativa. Nessa condição, é comum haver dificuldade para pegar no sono, despertares frequentes ou sensação de descanso insuficiente ao amanhecer.

Esse mecanismo não deve ser interpretado como fraqueza individual, mas como resposta fisiológica. Pensamentos repetitivos, antecipação de problemas e hábito de levar tarefas pendentes para a cama podem reforçar esse ciclo. Técnicas de relaxamento, rotina de desaceleração e psicoterapia podem ajudar, especialmente quando o sono ruim acompanha sofrimento emocional persistente.

Ambiente do quarto e conforto térmico

O local onde se dorme influencia mais do que parece. Temperatura excessiva, ruído constante, colchão inadequado, luminosidade invasiva e excesso de estímulos visuais podem reduzir a profundidade do sono ou provocar microdespertares que passam despercebidos, mas prejudicam a recuperação.

Em geral, quartos mais escuros, silenciosos e termicamente confortáveis favorecem o descanso. Também tende a ser útil associar a cama ao ato de dormir, evitando transformar esse espaço em extensão do trabalho, das refeições ou do entretenimento contínuo. Quando há ronco intenso, pausas respiratórias observadas ou sonolência diurna importante, o problema pode ir além do ambiente e exigir investigação especializada.

Alimentação noturna e desconfortos digestivos

O horário, o volume e a composição da última refeição podem interferir no descanso. Refeições muito pesadas perto de deitar, excesso de gordura, alimentos muito condimentados ou grande ingestão de líquidos à noite podem favorecer refluxo, distensão abdominal ou idas frequentes ao banheiro. Em vez de relaxar, o organismo permanece lidando com desconfortos.

Isso não significa que dormir com fome seja recomendável. O ideal costuma ser um padrão alimentar compatível com a rotina, sem excessos na reta final do dia. Pessoas com sintomas digestivos recorrentes, azia noturna ou sensação de que a alimentação piora o sono podem se beneficiar de avaliação individual com nutricionista ou médico.

Atividade física e horário do exercício

Exercícios regulares tendem a favorecer a saúde do sono, sobretudo quando contribuem para gasto energético, regulação do humor e organização da rotina. No entanto, intensidade e horário importam. Em algumas pessoas, treinos muito intensos no período noturno aumentam ativação fisiológica e atrasam o início do sono.

O efeito não é universal. Há quem tolere bem atividade física à noite, especialmente se já estiver adaptado ao horário. Ainda assim, quando o descanso piora, vale observar a relação entre tipo de treino, horário e recuperação. Ajustes simples no planejamento semanal podem melhorar tanto o desempenho quanto a qualidade das noites.

Deficiências nutricionais e papel do magnésio

A nutrição participa de múltiplos processos ligados ao sistema nervoso, ao relaxamento muscular e à regulação metabólica. Entre os micronutrientes estudados, o magnésio desperta interesse por atuar em funções neuromusculares e por sua possível associação com a qualidade do sono, principalmente em pessoas com ingestão insuficiente ou maior vulnerabilidade a sintomas de tensão e fadiga.

Ainda assim, é importante evitar simplificações. Magnésio não deve ser tratado como solução universal para insônia, e a resposta pode variar conforme contexto clínico, alimentação, medicações em uso e presença de deficiência. A suplementação deve ser pensada como medida complementar, preferencialmente com orientação profissional, sobretudo em gestantes, idosos, pessoas com doença renal e indivíduos em uso de medicamentos com potencial de interação.

Quando o sono ruim merece avaliação profissional

Alterações ocasionais fazem parte da vida, mas alguns sinais indicam a necessidade de atenção clínica. Dificuldade frequente para dormir, despertares persistentes, ronco alto, pausas respiratórias, sono não reparador, irritabilidade constante e sonolência durante o dia não devem ser normalizados por longos períodos.

O sono pode ser afetado por insônia, apneia obstrutiva, transtornos do humor, dor crônica, refluxo, alterações hormonais e outros quadros que exigem abordagem específica. Quanto mais cedo a causa é investigada, maiores as chances de um manejo efetivo e seguro. Melhorar o descanso raramente depende de uma única medida, mas de um conjunto coerente de hábitos, contexto clínico e acompanhamento adequado.

Dormir bem é menos um evento isolado e mais o resultado de escolhas consistentes, ambiente favorável e atenção aos sinais do corpo. Quando o descanso deixa de cumprir sua função restauradora, entender os fatores envolvidos é o primeiro passo para recuperar equilíbrio e qualidade de vida.

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