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Saiba usar o ar-condicionado do carro para evitar problemas de saúde

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O verão começa oficialmente nesta quarta-feira (21.12), mas o calorão – nosso amigo de sempre – já está por aqui faz tempo. A solução é abusar do ar-condicionado. Mas você sabia que o ar do carro pode ser prejudicial à saúde (e ao bolso!). Pois é… Problemas alérgicos, dores de cabeça, coriza, tosse, entre outros sintomas podem ser causados pelo ar condicionado do veículo e você provavelmente nunca desconfiará do ar do carro.

E porque o ar do carro é mais prejudicial que o ar de casa? É simples: o ar-condicionado doméstico, quando bem instalado, regulado e dentro dos parâmetros de limpeza, não faz mal para a saúde por distribuir o ar igualmente por todo o ambiente e apenas áreas ou pessoas específicos, como acontece com o ar do veículo. Além disso, você fica mais tempo dentro de casa ou do escritório, enquanto que no carro a tendência (a menos que esteja fazendo uma viagem mais longa) é ficar entrando e saindo. essa mudança brusca de temperatura, ainda mais com uma diferença tão grande, acaba com a imunidade.

Além disso, o ar condicionado do carro tende a deixar o interior do do carro (mangueiras etc) constantemente úmidos por conta da refrigeração e essa umidade não costuma secar totalmente após o uso – principalmente em uso urbano, com o liga desliga constante. Aquele cheiro de mofo, ou outro odor estranho saindo do ar indica que o ar interno tem má qualidade e pode ser prejudicial à saúde.

Se você não costuma limpar ou trocar o filtro da cabine a sujeira acumulada, mais a umidade criam o ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, que acabam sendo jogados no ambiente, cada vez que você liga o ar condicionado. Esse acúmulo de fungos e outros microrganismos vão provocar crises de alergia e problemas respiratórios, portanto, os filtros são fundamentais para manter a qualidade do ar interno (e isso vale também para o ar de casa) e a saúde.

E vale lembrar que, mesmo não interferindo no funcionamento do carro, o filtro vencido (ou danificado pelo uso) impede o correto fluxo de ar. Isso faz com que o sistema seja forçado e acaba reduzindo seu rendimento. às vezes o ar do seu carro não ta gelando como deveria e você acha que o problema é o gás, mas na verdade pode ser só filtro sujo.

Outro detalhe importante a ser observado: ao comprar um carro usado, que tenha ar-condicionado, se ele estiver “gelando muito” verifique se o dono anterior não retirou o filtro. Muita gente faz isso para potencializar o ar e ajudar na venda, mas isso é altamente prejudicial para a saúde.

Como evitar problemas de saúde causados pelo ar – Não fique muito tempo sem usar o ar do carro. Isso contribuir para uma maior duração de certos componentes, como as borrachas de vedação, que podem ressecar e quebrar se não forem utilizados com frequência. Isso porque, sem o uso, será mais fácil acumular umidade e poeira no interior do equipamento, facilitando o surgimento e a proliferação de agente nocivos, que depois serão expelidos no interior do veículo, onde você e sua família respiram.

Além do cuidado de não deixar o ar condicionado parado por muito tempo, é possível também reduzir o acúmulo, principalmente da umidade, no interior do equipamento. Para isso, basta apenas tomar uma precaução ao desligar o ar do veículo. Procure sempre deixar o ar circular na ventilação ou no ar quente por alguns minutos, antes de desligar o ar por completo. Você pode fazer isso quando estiver chegando ao seu destino e pode, inclusive, abrir as janelas durante esse percurso. O importante é deixar que o interior do ar condicionado ventile, secando toda a umidade acumulada.

Limpeza e manutenção do ar condicionado: mesmo tomando essas preocupações, você precisará realizar manutenção e limpeza periódica do seu equipamento de ar condicionado, para manter uma boa qualidade do ar no interior do seu veículo e evitar problemas de saúde.

É importante sempre realizar a troca do filtro do ar condicionado, observando as especificações do manual do veículo ou do equipamento, mas como a limpeza interna é somente realizada por profissionais especializados, você pode programar a troca do filtro junto com manutenção preventiva do ar condicionado. Mantenha o seu ar condicionado em boas condições, para que ele dure mais e não acabe trazendo problemas.

Outro detalhe: o ar-condicionado em si não faz mal à saúde, mas é necessário alguns cuidados, principalmente em trânsito urbano. se você fica entrando e saindo constantemente (para, vai a banco, volta, desce para ir a uma loja etc) evite deixar o ar muito gelado. A dica é ajustar a temperatura adequadamente.

Além disso, evite o ar soprando diretamente sobre você ou outros passageiros. Direcione o fluxo de ar para outro local que não seja sobre os ocupantes; mude o circulador para puxar ar externo, renovando o ar da cabine; realize a limpeza do ar-condicionado e a troca do filtro com a cada 6 meses.

 

 

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8 dicas para evitar rupturas na farmácia hospitalar

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A ruptura de itens na farmácia hospitalar compromete mais do que o fluxo interno de abastecimento. Quando um medicamento ou insumo deixa de estar disponível no momento necessário, toda a cadeia assistencial sofre impacto, desde o atraso em protocolos até a pressão extra sobre equipes que já operam com alta responsabilidade. Em ambientes de saúde, prevenir falhas de estoque é uma medida diretamente ligada à segurança do paciente e à continuidade do cuidado.

Por isso, a rotina de gestão precisa ser organizada com critérios claros, monitoramento frequente e decisões baseadas no consumo real. Em vez de agir apenas quando o problema aparece, instituições mais preparadas estruturam processos que reduzem perdas, antecipam riscos e tornam o abastecimento mais previsível. Algumas práticas simples, quando bem executadas, fazem diferença concreta no dia a dia hospitalar.

1. Mapeie os itens críticos da operação

Nem todo produto tem o mesmo peso dentro da rotina assistencial. A farmácia hospitalar precisa identificar quais itens são indispensáveis para urgência, internação, centro cirúrgico, UTI e atendimento ambulatorial, separando o que é essencial do que pode ter reposição com menor prioridade. Esse mapeamento evita que a atenção da equipe se disperse em produtos de baixo impacto operacional.

Uma classificação por criticidade ajuda a definir níveis mínimos de estoque, frequência de conferência e urgência de compra. Soluções parenterais, antibióticos, sedativos, materiais de suporte e medicamentos de uso contínuo costumam exigir vigilância maior. Quando esse grupo é conhecido com precisão, a chance de ruptura cai, porque o controle deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da instituição.

2. Revise o consumo médio com frequência

Muitos estoques entram em desequilíbrio porque trabalham com médias antigas, sem considerar sazonalidade, mudança de perfil assistencial ou ampliação de leitos. O consumo médio deve ser revisado periodicamente para acompanhar oscilações reais da demanda. Um hospital com aumento de cirurgias eletivas, por exemplo, pode exigir reposição mais agressiva de determinados medicamentos e materiais em poucas semanas.

Essa revisão também ajuda a corrigir distorções causadas por compras emergenciais ou picos temporários. O ideal é observar histórico recente, comportamento por setor e recorrência de uso. Quando a leitura do consumo é atualizada, o pedido deixa de ser estimado no improviso e passa a ser sustentado por evidências da operação.

3. Defina estoque mínimo, máximo e ponto de ressuprimento

Um dos erros mais comuns é manter produtos sem parâmetros objetivos de reposição. O estoque mínimo indica a reserva de segurança, o máximo evita excesso e vencimento, e o ponto de ressuprimento mostra o momento certo de iniciar nova compra. Sem essas referências, a gestão fica dependente de percepção individual, o que aumenta o risco de falhas.

Esse controle precisa considerar tempo de entrega, regularidade do fornecedor, criticidade do item e histórico de consumo. Em categorias sensíveis, como analgésicos, antibióticos, soluções parenterais e materiais de uso contínuo, a definição desses limites contribui para manter a assistência contínua mesmo diante de oscilações de demanda ou atrasos logísticos. Não se trata apenas de armazenar mais, mas de estabelecer uma margem segura e racional para cada produto.

4. Integre a farmácia aos setores assistenciais

A ruptura raramente nasce apenas dentro da farmácia. Mudanças em protocolos, aumento de internações, abertura de novos serviços e alterações de prescrição impactam o consumo de forma direta. Quando a equipe de abastecimento trabalha isolada, parte importante dessas informações chega tarde demais, e o ajuste de estoque acontece somente após a escassez aparecer.

Uma comunicação mais próxima com enfermagem, corpo clínico, centro cirúrgico e compras melhora a previsibilidade. Reuniões curtas de alinhamento, alertas sobre mudanças de rotina e compartilhamento de indicadores já ajudam a antecipar necessidades. Quanto mais integrada estiver a farmácia aos setores assistenciais, menor a dependência de respostas emergenciais.

5. Padronize cadastros e unidades de medida

Falhas cadastrais parecem detalhes administrativos, mas costumam causar erros sérios de planejamento. Um mesmo item registrado com descrições diferentes, apresentações parecidas ou unidades de medida inconsistentes prejudica inventários, distorce relatórios e compromete pedidos. Nessas situações, o sistema pode até indicar saldo, embora o produto correto esteja em falta.

Padronizar nomes, concentrações, formas farmacêuticas, embalagens e unidades de dispensação reduz ruído operacional. Além disso, facilita a rastreabilidade, melhora a conferência e torna os dados mais confiáveis para tomada de decisão. Uma base cadastral limpa é parte da segurança do estoque, não apenas uma formalidade de sistema.

6. Acompanhe validade, giro e itens sem movimentação

Evitar ruptura também envolve combater desperdício. Quando produtos vencem, ficam parados ou são comprados em volume incompatível com o giro, recursos deixam de estar disponíveis para itens realmente prioritários. O resultado costuma ser duplo: sobra em uma ponta e falta na outra.

A análise de giro permite identificar o que sai rapidamente, o que exige reposição frequente e o que precisa ter compra reavaliada. Já o monitoramento de validade ajuda a redistribuir itens entre setores antes da perda. Em vez de olhar apenas para a quantidade em estoque, a gestão passa a considerar a qualidade do estoque, o que melhora o uso do orçamento e reduz vulnerabilidades.

7. Estruture planos para compras emergenciais

Mesmo com controle robusto, situações excepcionais podem ocorrer. Atrasos logísticos, mudanças bruscas no perfil de atendimento, desabastecimento pontual e intercorrências assistenciais exigem respostas rápidas. Por isso, a instituição precisa ter um fluxo bem definido para compras emergenciais, com responsáveis, critérios de aprovação e canais já validados.

Esse plano não deve substituir a prevenção, mas funcionar como camada de proteção. Ter fornecedores homologados, alternativas terapêuticas previamente avaliadas e rotinas claras de comunicação evita decisões precipitadas em momentos críticos. Em ambiente hospitalar, agilidade sem padronização pode gerar novos riscos, inclusive de conformidade e segurança.

8. Monitore indicadores e trate desvios com rapidez

A gestão da farmácia hospitalar se fortalece quando deixa de operar apenas por percepção. Indicadores como taxa de ruptura, cobertura de estoque, itens vencidos, consumo por setor, tempo médio de reposição e volume de compras emergenciais mostram onde estão os gargalos. Com esse acompanhamento, os problemas deixam de ser eventos isolados e passam a ser sinais rastreáveis.

Mais importante do que medir é agir sobre os desvios encontrados. Se um grupo de itens rompe com frequência, pode haver falha de cadastro, erro no parâmetro de ressuprimento, consumo subestimado ou instabilidade no fornecimento. Quando a análise vira rotina, a farmácia ganha consistência, reduz improvisos e sustenta um abastecimento mais seguro para toda a operação.

Evitar rupturas na farmácia hospitalar depende menos de respostas heroicas e mais de método. Processos claros, dados confiáveis e integração entre equipes constroem um estoque capaz de sustentar cuidado contínuo, seguro e previsível.

Referências:

BRASIL. Ministério da Saúde. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf.

CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (CFF). Resolução nº 568, de 6 de dezembro de 2012. Regulamenta o exercício profissional na farmácia hospitalar e outros serviços de saúde. Brasília: CFF, 2012. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/568.pdf.

PESSOA, Débora Luana Ribeiro (org.). Farmácia hospitalar e clínica e prescrição farmacêutica. Ponta Grossa: Atena, 2022. E-book (PDF). Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.655222009.

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