Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

AGRO & NEGÓCIO

Projeto de desenvolvimento territorial do Alto Camaquã terá recursos de emenda parlamentar

Publicados

em

Há mais de uma década a Embrapa Pecuária Saul desenvolve trabalho para o fortalecimento da agropecuária da região do Alto Camaquã, especialmente na organização da cadeia de produção da ovinocultura e na organização em rede dos produtores. Para 2023, novas ações serão desenvolvidas com recursos provenientes de uma emenda parlamentar proposta pelo deputado federal Bohn Gass, no valor de R$ 100 mil.

Os recursos serão empregados com o objetivo promover estratégias de desenvolvimento com perspectiva territorial de uma das regiões que, apesar de ser uma das mais deprimidas economicamente do Rio Grande do Sul, é também uma das mais conservadas em termos de paisagem e biodiversidade. Nesse sentido, a Embrapa vem realizando parcerias com organizações do território, como a Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Alto Camaquã e a CooperAlto Camaquã, visando a construção de um modelo alternativo de desenvolvimento suportado pela valorização dos recursos e diferenciação dos produtos. Para isso foi criada uma marca coletiva que tem cinco linhas de produtos: carnes, artesanato, turismo, produtos da agroindústria familiar e produtos primários (mel, lã, etc).

Leia mais:  Brasil inicia safra de laranja 2026/27 sob incerteza de preços

O projeto contemplado pela emenda parlamentar vai visa prioritariamente a fortalecer a linha Carnes e envolve algumas ações: fortalecimento da organização social em rede; construção de conhecimento apropriado ao uso conservacionista dos recursos; qualificação da estrutura das unidades de produção; qualificação do processamento industrial da carne visando agregação de valor e; consolidação das estratégias mercadológicas. Os recursos desta emenda serão direcionados para as duas primeiras ações linhas do projeto que visam fortalecer o associativismo e garantir a construção e disseminação de conhecimentos que possam ao mesmo tempo garantir o incremento da eficiência produtiva e a conservação dos recursos naturais, que estão na base da “proposta de valor” da marca coletiva Alto Camaquã.

A estratégia está baseada na organização de Unidades de Aprendizagem Coletiva (UAC) junto as Associações Comunitárias do território, que são espaços para a capacitação continuada dos pecuaristas familiares e técnicos. A capacitação se dará a partir da experimentação participativa e do intercâmbio de experiências entre técnicos e produtores.

Fonte: Embrapa

Comentários Facebook
Propaganda

AGRO & NEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

Publicados

em

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

Leia mais:  Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

Leia mais:  Brasil inicia safra de laranja 2026/27 sob incerteza de preços

“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana