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Produtores investem em inseminação artificial para viabilizar produção de doce
Para manter a produção são necessários 210 litros de leite por dia. Porém, neste período de estiagem, a produção não chega a 120 litros

Ana Lúcia conta que produz até três tachos de doce por dia, ou seja, para manter a produção são necessários 210 litros de leite por dia. Porém, neste período de estiagem, a produção não chega a 120 litros/leite/dia. Para complementar, o casal compra o que falta de um único produtor, o que garante leite de qualidade. “Comprar é necessário, não podemos parar a produção de doces. Tudo que produzimos, vendemos. Os compradores vêm na porta da nossa casa comprar nossos produtos”, esclarece Ana Lúcia.

A produção mensal é de mais de 1.500 quilos de doce de leite de vários tipos. O tablete de 100 gramas é comercializado por R$ 1,50 a unidade, a barra de um quilo por R$ 10,00 e o pote de quinhentos gramas de doce em pasta pelo preço de R$ 7,00. A produtora trabalha de domingo a domingo e a fornalha, local em que são preparados os doces, virou o local de trabalho e reunião nos finais de semana da família. “Nós estamos nesse local no período da manhã e da tarde. Querem falar com a gente é só ficar perto da produção de doce de leite”, enfatiza.
O doce pronto e ainda quente é encaminhado para a cozinha, que foi preparada para receber toda a produção. O local é limpo e organizado, com mesas de inox e formas apropriadas para montar os diversos tipos e tamanhos de doce. Depois de frio, o doce é embalado e separado para os clientes. Ela explica que leva em média até 3 horas para produzir uma quantidade de 24 quilos de doce, com uma média de produção de até 72 quilos de doce por dia.
Com um plantel de 32 bovinos leiteiros, da raça Holandesa e Jersey, apenas 10 vacas estão produzindo. São realizadas duas ordenhas por dia, nos períodos matutino e vespertino, e a média por vaca é de 12 litros/leite/dia. O produtor Celso, explica que adquiriu um touro há seis meses na expectativa de ampliar o rebanho e percebeu que isto não estava acontecendo.
A médica veterinária da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Priscilla Sinhori, comenta que os produtores pediram ajuda para o escritório da empresa, pois notaram que o touro não havia emprenhado nenhuma vaca.
Para averiguar a situação, foi solicitado do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (Hovet/UFMT), um diagnóstico que confirmou a inaptidão do touro para reprodução.
A partir disso, os técnicos da Empaer programaram a inseminação artificial utilizando sêmen de touros importados com aptidão leiteira. “O problema seria pior se não fosse tomada nenhuma atitude rápida, pois a família depende da produção de leite para seu sustento, e sem vacas prenhes a quantidade de leite cairia drasticamente”, enfatiza.

A inseminação artificial foi realizada em parceria com a UFMT, sob a coordenação do Professor Emílio César Martins Pereira e com participação dos alunos de graduação Guilherme Barros, Jéssica Lemos, Edson Junior Figueiredo e Huerik Moreira de Souza. Segundo Priscilla, a cada 15 dia é feita uma visita à propriedade para verificar as condições dos animais.
Celso comenta que a inseminação foi uma alternativa para garantir novos animais, e que no final de setembro serão realizados exames nas 10 vacas para confirmar a prenhez. Além da inseminação, ele tomou uma medida para que possa ser realizada a monta natural, emprestando um touro de um produtor vizinho. O antigo touro que foi diagnosticado sem capacidade reprodutiva já não está na propriedade.
A bovinocultura representa uma das principais atividades econômicas para a agricultura familiar. De acordo com levantamentos dos técnicos da Empaer, 30% dos agricultores familiares exercem a pecuária de leite como atividade econômica, com uma produção média diária de 70 litros de leite no período das chuvas e de 40 litros na seca.
Reprodução
Cuiabá
Defesa Civil mantém área isolada após queda de reboco em prédio no Centro de Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil, mantém isolado o trecho da Rua Cândido Mariano, próximo à esquina com a Rua Pedro Celestino, onde parte do reboco da marquise do sétimo andar do Edifício Maria Joaquina se desprendeu. A medida foi adotada para preservar a integridade física de pedestres e motoristas, enquanto o condomínio providencia os reparos e a estrutura permanece sob monitoramento técnico. O incidente ocorreu na tarde de sábado (27).
Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, a ocorrência foi registrada por volta das 18h15, após acionamento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Equipes da Defesa Civil foram deslocadas imediatamente ao local e realizaram o isolamento de aproximadamente 25 a 30 metros da área abaixo da fachada para evitar novos acidentes.
Durante o incidente, parte do revestimento e fragmentos do piso atingiram um veículo estacionado, quebrando o para-brisa. Conforme a Defesa Civil, o desprendimento ocorreu em uma faixa de aproximadamente dois a três metros da fachada. Desde então, o local permanece interditado como medida preventiva até a conclusão dos serviços.
“O objetivo foi garantir a segurança dos pedestres e evitar acidentes. A construtora responsável iniciará os reparos, enquanto a Defesa Civil continuará acompanhando a situação e monitorando a estrutura até que a manutenção seja concluída”, afirmou o secretário Alessandro Borges.
O síndico do condomínio, o arquiteto Júlio César Silva Ribeiro, informou que o isolamento atende às determinações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros e permanecerá até que o risco seja eliminado. Segundo ele, o condomínio está reunindo propostas para contratação da empresa que executará os serviços, com expectativa de iniciar as intervenções ainda nesta semana. Além do reparo no ponto onde ocorreu o desprendimento, será realizada uma avaliação de toda a fachada para prevenir novos problemas.
“Vamos proteger toda a fachada para que não haja risco de novos desprendimentos. A decisão é manter a área isolada até que os órgãos técnicos considerem o local seguro”, explicou o síndico.
A interdição alterou temporariamente a rotina de comerciantes e de quem circula diariamente pela região central. O vendedor Alison Aurélio Rodrigues de Souza acredita que a restrição pode reduzir o movimento das lojas e defende rapidez na execução dos reparos.
“Espero que seja resolvido o mais rápido possível. O isolamento foi importante para a segurança, mas agora é preciso agilizar a obra”, afirmou.
Entre os pedestres, a principal preocupação é com a segurança. A autônoma Rosemeri Priori considera que a manutenção preventiva é essencial em prédios antigos.
“É uma área de grande circulação. O importante é que as providências sejam tomadas rapidamente para evitar acidentes e garantir o bem-estar de todos”, disse.
A Prefeitura reforça que o isolamento permanecerá enquanto houver risco e orienta pedestres e motoristas a respeitarem a sinalização instalada no local. A Defesa Civil seguirá acompanhando a execução dos reparos para assegurar que a área seja liberada somente após avaliação técnica que comprove a segurança da estrutura.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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