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Empaer comercializa alevinos de tambacu e tambatinga no final de janeiro

Mato Grosso tem uma produção de 54 mil toneladas de peixe por ano, cultivados em tanques

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João de Melo/Empaer-MT

A comercialização será realizada todas as sextas-feiras

A comercialização será realizada todas as sextas-feiras

No dia 31 de janeiro (sexta-feira) começa a comercialização de alevinos de tambacu e tambatinga na Estação de Piscicultura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizada no município de Nossa Senhora do Livramento (42 km ao Sul de Cuiabá). O chefe da Estação, Francisco de Souza Filho, informa que a previsão é de comercializar alevinos para recria e engorda em cativeiro uma vez por semana, sempre nas sextas-feiras.

 

Na primeira venda do ano serão comercializados alevinos medindo de três a cinco centímetros por R$ 250 o milheiro, de cinco a oito por R$ 300 e de oito a dez centímetros por R$ 350. Francisco destaca que durante a entrega dos alevinos são repassadas orientações aos piscicultores desde os cuidados com a soltura dos alevinos nos tanques ou represas até o abate. Filho informa que é importante o momento da soltura do peixe na água, verificando a temperatura para aclimatização dos alevinos, ajustando as mudanças com cuidado.

 

Com um plantel de 400 matrizes de qualidade e produzidas na Estação, a previsão é de produzir mais de 500 mil alevinos no período de janeiro a maio deste ano. Francisco explica que os alevinos são transportados em embalagens plásticas com oxigênio e que, para evitar um choque térmico, é necessário colocar as embalagens umas três vezes na água, para soltando os alevinos apenas na quarta vez evitando assim a perda e morte. As espécies podem ser transportadas e permanecer nas embalagens por até 5 horas.

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De acordo com Filho, foram realizadas oito desovas dos peixes e reprodução do tambacu (cruzamento do tambaqui com pacu), e tambatinga (cruzamento do tambaqui com a pirapitinga). Ele explica que em menos de 45 dias, após a reprodução, podem ser retirados alevinos medindo de três a cinco centímetros, considerados prontos para comercialização. A Estação tem capacidade para produzir 1 milhão de alevinos e possui 39 tanques de reprodução, sendo 12 de pesquisa e 27 para recria.

 

Em 2019, a Empaer vendeu 407 mil alevinos para 274 produtores rurais dos municípios de Cuiabá, Santo Antônio de Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste, Diamantino, Barra do Bugres, Jangada, Cáceres e Nova Mutum. Para realizar a compra acima de cinco mil alevinos é necessário fazer reserva e encomendar pelo telefone: (65) 99973 5421. O transporte é por conta do produtor.

 

Viveiro para criação de peixe

 

O engenheiro de pesca da Empaer, Enock Alves dos Santos, fala que Mato Grosso tem uma produção de 54 mil toneladas de peixe por ano, cultivados em tanques. Ele destaca que para o produtor ter rentabilidade e sucesso no cultivo e na produção de peixe são necessários alguns fatores para implantação da piscicultura, como a qualidade da água, solos com teor de argila acima de 25% e topografia com a inclinação de 0,5% de desnível dos tanques, permitindo um abastecimento e escoamento por gravidade.

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Explica também sobre a construção de viveiros, que devem ter uma profundidade de 1.50 metros na parte rasa e 1.80 metros na parte mais funda, podendo chegar a até 2 metros. “Não existe forma ou dimensão ideal para viveiros de cultivo de peixe, a forma depende das condições do terreno, dimensão e o poder aquisitivo do produtor”, enfatiza.

 

Na compra dos alevinos, os produtores recebem informações sobre o manejo, alimentação e nutrição de peixes, qualidade e oxigênio da água, temperatura, densidade por metro quadrado, controle no cultivo de alevinos e outras.

 

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Cuiabá

Defesa Civil mantém área isolada após queda de reboco em prédio no Centro de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil, mantém isolado o trecho da Rua Cândido Mariano, próximo à esquina com a Rua Pedro Celestino, onde parte do reboco da marquise do sétimo andar do Edifício Maria Joaquina se desprendeu. A medida foi adotada para preservar a integridade física de pedestres e motoristas, enquanto o condomínio providencia os reparos e a estrutura permanece sob monitoramento técnico. O incidente ocorreu na tarde de sábado (27).

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, a ocorrência foi registrada por volta das 18h15, após acionamento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Equipes da Defesa Civil foram deslocadas imediatamente ao local e realizaram o isolamento de aproximadamente 25 a 30 metros da área abaixo da fachada para evitar novos acidentes.

Durante o incidente, parte do revestimento e fragmentos do piso atingiram um veículo estacionado, quebrando o para-brisa. Conforme a Defesa Civil, o desprendimento ocorreu em uma faixa de aproximadamente dois a três metros da fachada. Desde então, o local permanece interditado como medida preventiva até a conclusão dos serviços.

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“O objetivo foi garantir a segurança dos pedestres e evitar acidentes. A construtora responsável iniciará os reparos, enquanto a Defesa Civil continuará acompanhando a situação e monitorando a estrutura até que a manutenção seja concluída”, afirmou o secretário Alessandro Borges.

O síndico do condomínio, o arquiteto Júlio César Silva Ribeiro, informou que o isolamento atende às determinações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros e permanecerá até que o risco seja eliminado. Segundo ele, o condomínio está reunindo propostas para contratação da empresa que executará os serviços, com expectativa de iniciar as intervenções ainda nesta semana. Além do reparo no ponto onde ocorreu o desprendimento, será realizada uma avaliação de toda a fachada para prevenir novos problemas.

“Vamos proteger toda a fachada para que não haja risco de novos desprendimentos. A decisão é manter a área isolada até que os órgãos técnicos considerem o local seguro”, explicou o síndico.

A interdição alterou temporariamente a rotina de comerciantes e de quem circula diariamente pela região central. O vendedor Alison Aurélio Rodrigues de Souza acredita que a restrição pode reduzir o movimento das lojas e defende rapidez na execução dos reparos.

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“Espero que seja resolvido o mais rápido possível. O isolamento foi importante para a segurança, mas agora é preciso agilizar a obra”, afirmou.

Entre os pedestres, a principal preocupação é com a segurança. A autônoma Rosemeri Priori considera que a manutenção preventiva é essencial em prédios antigos.

“É uma área de grande circulação. O importante é que as providências sejam tomadas rapidamente para evitar acidentes e garantir o bem-estar de todos”, disse.

A Prefeitura reforça que o isolamento permanecerá enquanto houver risco e orienta pedestres e motoristas a respeitarem a sinalização instalada no local. A Defesa Civil seguirá acompanhando a execução dos reparos para assegurar que a área seja liberada somente após avaliação técnica que comprove a segurança da estrutura.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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