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Cervejaria anuncia demissões em massa e ameaça fechar fábrica em Mato Grosso
Além da fábrica em Rondonópolis, o Grupo Petrópolis possui no estado outros 17 centros de distribuição próprios. Desde a inauguração, a empresa já investiu mais de R$ 600 milhões no Mato Grosso, tendo folha de pagamento superior a R$ 104 milhões anuais (salários, encargos e benefícios).
A anulação dos incentivos fiscais concedidos de cerca de R$ 400 milhões pelo governo do estado de Mato Grosso ao Grupo Petrópolis, em meio à crise provocada pelo novo coronavírus (Covid-19), pode levar à demissão imediata de pelo menos 179 funcionários em diversas cidades do estado, como Cuiabá, Alta Floresta, Água Boa, Juína, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra, além de Rondonópolis, cidade onde a empresa mantém uma cervejaria e é uma das principais geradoras de empregos e renda do município. O número inicial de cortes representa 11% do quadro total de colaboradores diretos do Grupo no estado, que é de 1.516 pessoas, além da estimativa de seis mil empregos indiretos.
A unidade de Rondonópolis, inaugurada em 2008, é uma das mais modernas cervejarias do país e emprega quase 750 pessoas, produzindo marcas como Itaipava, Crystal, Petra, entre outras. Atraída ao Mato Grosso graças ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) e pelas políticas públicas que visavam o desenvolvimento regional, em abril deste ano, por decisão judicial, a empresa teve seu incentivo anulado.
Fato que causou surpresa, visto que, após 10 anos de fruição do incentivo, sem nenhum apontamento em contrário, a companhia sempre cumpriu com todas as obrigações. No entanto, no início de 2018, com a posse do atual secretário de Fazenda, Rogério Gallo, começaram uma série de ações direcionadas do estado que resultaram na decisão do juiz João Thiago de França Guerra, da vara de Fazenda Pública de Cuiabá.
Essa mudança, além de gerar insegurança jurídica, faz com que o Mato Grosso se torne pouco competitivo frente a outros estados. Aliada à queda na atividade econômica do país, como consequência da Covid-19, a empresa brasileira passou a analisar a necessidade de readequação de suas operações. “O Grupo Petrópolis reduziu a carga horária e deu férias aos funcionários como forma de evitar as demissões, mas agora chegamos no limite. Não há o que fazer a não ser demitir”, diz o diretor de Controladoria do Grupo, Marcelo de Sá. “Sabemos de nosso papel social na geração de emprego e renda, além de ser um importante fomentador das economias locais, mas, infelizmente, o número de desempregados tende a aumentar caso essa decisão se mantenha”, comenta.
Colocado erroneamente como prejuízo aos cofres públicos ou perda de arrecadação, a política de incentivos fiscais é, na verdade, uma forma de potencializar o desenvolvimento local, gerando empregos e renda para milhares de famílias. E os dados mostram que o Prodeic obteve sucesso: em estudo de 2018 da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), endossado pelo governo estadual, apontou que o programa teve impacto direto na economia e, para cada real investido, gerou R$ 1,25 ou mais de retorno para os cofres públicos.
Além da fábrica em Rondonópolis, o Grupo Petrópolis possui no estado outros 17 centros de distribuição próprios. Desde a inauguração, a empresa já investiu mais de R$ 600 milhões no Mato Grosso, tendo folha de pagamento superior a R$ 104 milhões anuais (salários, encargos e benefícios).
No ano passado, foram quase R$ 125 milhões em impostos (ICMS, ST, IPI, etc), R$ 36 milhões investidos em instalações, ativos e maquinário, R$ 10 milhões gastos somente com combustível e mais de R$ 72 milhões na contratação de frete terceirizado no Mato Grosso. O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Crystal, Lokal, Black Princess, Petra, Weltenburger e Ampolis; as vodkas Nordka e Blue Spirit Ice, os energéticos TNT Energy Drink e Magneto, o refrigerante It!, o isotônico Ironage, e a água Petra. Com sete fábricas em operação e mais uma em construção, o Grupo é responsável pela geração de mais de 27 mil empregos diretos em todo país e mais de 100 mil empregos indiretos.
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Metais preciosos, commodities e criptomoedas: o mundo dos investimentos alternativos
Os investimentos alternativos são instrumentos financeiros que permitem diversificar o portfólio além dos tradicionais mercados de ações e imobiliário. Embora ações e imóveis estejam entre as escolhas mais comuns, investir em ativos alternativos pode oferecer maior estabilidade em períodos de volatilidade. Esses instrumentos incluem, entre outros, metais preciosos, criptomoedas e commodities, setores que apresentam dinâmicas diferentes dos investimentos convencionais. A diversificação em ativos alternativos atende à necessidade de equilibrar o portfólio e mitigar os riscos associados a um mercado que, em certos momentos, pode se tornar extremamente instável.
Metais preciosos: um exemplo de estabilidade
Os metais preciosos, como ouro e prata, representam uma das categorias mais populares entre os investimentos alternativos. O ouro, em particular, é considerado um ativo de refúgio: em situações de incerteza econômica ou alta inflação, tende a manter ou aumentar seu valor. O desempenho do ouro é frequentemente indicado no Forex com o símbolo xauusd e, conforme ilustrado nesta página informativa online, pode oferecer aos investidores uma proteção contra a instabilidade dos mercados tradicionais. Esse símbolo reflete a taxa de câmbio entre o ouro e o dólar americano, um parâmetro acompanhado por quem deseja investir em um ativo seguro durante períodos de crise.
Commodities e agricultura: um mundo de recursos
Além dos metais preciosos, outras categorias de investimentos alternativos incluem commodities como petróleo, gás natural e produtos agrícolas. Investir em commodities significa participar de um mercado onde os preços são determinados não apenas pela oferta e demanda, mas também por fatores geopolíticos, climáticos e tecnológicos. Esses ativos têm uma função estratégica na gestão do portfólio, pois oferecem um potencial de crescimento independente das flutuações dos mercados de ações. As commodities agrícolas, em particular, são influenciadas pelas condições climáticas e inovações no setor alimentar, representando assim uma oportunidade para investidores com interesse em sustentabilidade e agroalimentação.
Criptomoedas: entre inovação e volatilidade
As criptomoedas são um dos investimentos alternativos mais recentes e representam um setor em constante crescimento. Essas moedas digitais, baseadas em tecnologias descentralizadas como o blockchain, são consideradas investimentos de alto risco, mas também de alto potencial de retorno. Sua natureza digital e a ausência de regulamentação central as tornam particularmente voláteis, mas, ao mesmo tempo, capazes de oferecer novas oportunidades financeiras. As criptomoedas oferecem uma visão inovadora do mundo econômico, desvinculada das lógicas dos bancos centrais e das autoridades governamentais, atraindo investidores que desejam diversificar o portfólio com ativos de perfil não convencional.
Arte e bens colecionáveis: um patrimônio tangível
Outra forma de investimento alternativo está nos bens colecionáveis e nas obras de arte. Esses investimentos, muitas vezes menos líquidos e vinculados a um crescimento de longo prazo, são escolhidos por quem deseja diversificar com um patrimônio tangível. A arte pode representar não apenas um investimento, mas também um valor cultural e estético, e seu valor tende a se manter independente dos mercados financeiros tradicionais. Desde pinturas clássicas até modernas obras digitais, o colecionismo pode oferecer uma proteção ao portfólio e enriquecer o patrimônio pessoal com um toque de exclusividade.
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