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Cuiabá

Casos de influenza quase dobram em Cuiabá e prefeitura reforça apelo à vacinação

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Cuiabá registrou uma forte mudança no cenário das doenças respiratórias ao longo de 2026. Enquanto as notificações de Covid-19 despencaram 88,13% na comparação com o mesmo período do ano passado, os casos de influenza A e B saltaram 94,89%, segundo o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, produzido pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DIVISA) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Os números abrangem as semanas epidemiológicas 1 a 37 — de 4 de janeiro a 19 de setembro — e confrontam o acumulado de 2026 com o registrado no mesmo intervalo de 2025.

Na Covid-19, o recuo é expressivo. Foram 148 notificações no período, sendo 116 de pacientes residentes em Cuiabá e 32 de não residentes. Em 2025, o mesmo período havia somado 1.247 ocorrências. Os óbitos somaram cinco: três de não residentes e dois de moradores da capital, apurados por meio de investigação individual da Vigilância Epidemiológica. A taxa de mortalidade foi classificada como muito baixa — 0,72 óbito por 100 mil habitantes considerando as ocorrências no município e 0,29 entre os residentes.

Com a influenza, o quadro se inverteu. Entre as semanas 1 e 37 de 2026, o município contabilizou 2.820 casos de influenza A e B, dos quais 2.214 entre residentes e 606 entre não residentes. No ano anterior, as notificações entre moradores de Cuiabá haviam somado 1.136. Foram ainda 16 óbitos de residentes e sete de não residentes.

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Segundo a Vigilância Epidemiológica, o crescimento pode estar associado a três fatores: maior circulação dos vírus, baixa cobertura vacinal e ampliação da oferta de exames ao longo do ano. O boletim faz uma ressalva importante: boa parte das notificações vem de serviços privados de saúde, o que limita a representatividade dos dados para o conjunto da população cuiabana.

A faixa etária mais atingida foi a das crianças de 0 a 6 anos, com 1.164 registros. Em seguida aparecem os adultos de 15 a 59 anos, com 774 casos, o grupo de 7 a 14 anos, com 691, e a população com 60 anos ou mais, com 191.

Os quadros graves também chamam atenção. No período, 1.729 pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estiveram hospitalizados: 1.134 se recuperaram, 139 morreram e 456 seguiam em investigação. Considerando apenas os residentes de Cuiabá, foram 1.214 casos de SRAG, com 819 curas, 82 óbitos e 313 casos ainda sendo apurados.

Dentro desse total, a Covid-19 respondeu por 32 internações, 20 delas de residentes, e cinco mortes — duas de moradores da capital e três de não residentes. A influenza A e B foi responsável por 378 internações, sendo 287 de residentes. Entre esses pacientes, 270 se curaram, 16 morreram e um caso permanecia em investigação.

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O perfil das vítimas fatais reforça o alerta para os mais velhos: dos 16 óbitos por influenza entre residentes, 14 eram de pessoas com mais de 60 anos e dois tinham entre 14 e 59 anos.

Diante do aumento, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a vacinação como uma das principais ferramentas de prevenção contra as formas graves da doença, as internações e as complicações. O imunizante contra a influenza está disponível para o público geral nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital.

A orientação da pasta é que a população procure a unidade mais próxima de casa para atualizar a proteção contra os vírus respiratórios — movimento que, segundo a SMS, ajuda a reduzir o risco de agravamento e de internações em um ano em que a influenza já deixou 16 mortos entre os moradores de Cuiabá.

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Cuiabá

Fiscalização de Maysa Leão resulta em investigação do MP sobre escola municipal

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Vereadora Maysa Leão

A atuação da vereadora Maysa Leão (Republicanos) na fiscalização da rede municipal de ensino resultou em uma investigação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sobre as condições da EMEB Silvino Leite de Arruda, no bairro Planalto, em Cuiabá. Após encontrar irregularidades durante uma vistoria do projeto SOS Escolas, a parlamentar encaminhou uma representação ao MP, que realizou nova inspeção e confirmou os problemas apontados.

A fiscalização de Maysa ocorreu em maio e identificou situações que exigiam providências na unidade. Na vistoria realizada posteriormente pelo Ministério Público, foram constatadas rachaduras e inclinação no muro dos fundos, oscilações na rede elétrica e quedas frequentes de disjuntores, problemas nos banheiros e na tubulação de esgoto, além de equipamentos danificados no parque infantil, que precisou ser interditado. Também foi constatada a ausência de Alvará Sanitário e de Alvará de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

“Quando eu entro em uma escola para fiscalizar, eu estou olhando para a segurança das nossas crianças e dos profissionais que estão ali todos os dias. Nós encontramos problemas, registramos e levamos ao Ministério Público. E agora o próprio MP confirmou essas irregularidades. Isso mostra que fiscalizar é necessário e que não podemos fechar os olhos para situações que colocam a comunidade escolar em risco”, afirmou Maysa.

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A vereadora destacou que o SOS Escolas foi criado justamente para acompanhar de perto a realidade das unidades e cobrar providências. “Não basta apontar o problema. É preciso cobrar solução. Eu vou continuar fiscalizando, encaminhando as denúncias e acompanhando as respostas. Escola precisa ser um lugar seguro, com estrutura adequada e condições dignas para nossas crianças estudarem”, reforçou.

Diante das irregularidades, o Ministério Público recomendou que o município adote medidas para corrigir os problemas e regularizar os alvarás. “Agora existe uma cobrança formal para que essas situações sejam resolvidas. O que eu quero é que os alunos tenham uma escola segura e que as famílias possam deixar seus filhos ali sabendo que o poder público está cumprindo a sua obrigação”, finalizou Maysa.

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