artigos
Quando a empresa muda, a marca precisa acompanhar
Por Giovanna Tonhá
Crescer no ambiente dos leilões me deu uma visão prática do setor e suas nuances, mas foi a formação em Publicidade e Propaganda que me fez enxergar um gargalo estratégico recorrente: quando uma empresa do agro cresce em complexidade e soluções, mas continua comunicando apenas o que fazia no passado. Diante disso, é preciso avaliar o investimento em comunicação como um imperativo de negócio, não mais uma decisão opcional.
Ao olhar para uma marca, o processo de rebranding encontra terreno fértil quando o cenário atual começa a limitar o portfólio de serviços e o ecossistema de soluções existentes na companhia, mas que não são comunicados – muitas vezes, nem ao público interno. O branding é um desafio no meio do agro. Uma pesquisa realizada pela Brand Finance ranqueou as 500 marcas mais valiosas do mundo. As representantes brasileiras eram todas do setor financeiro, embora o agro seja responsável por 25% do PIB do Brasil, segundo dados da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA).
Sem a cultura de olhar para a empresa como uma marca, dificulta a forma com que ela é vista pelo público, mas também para os próprios empresários. Tivemos esse diagnóstico ao olhar para a Estância Bahia. Há tempos nossa atuação não comportava apenas os leilões, mas operávamos outras atividades, como a compra e venda direta de gado e na consultoria comercial de imóveis rurais. A entrega real e a percepção no mercado já não acompanhavam a nossa assinatura “Estância Bahia Leilões”.
O início de um processo de branding pode ter muitas expectativas, principalmente pela reforma do aspecto visual – o logotipo, a paleta de cores e o enxoval visual -, no entanto esses resultados só vêm depois de uma avaliação madura e estrutural da realidade da empresa. Existem elementos essenciais que garantem o sucesso dessa transição, os quais são: um diagnóstico interior profundo, o alinhamento claro de propósito, o mapeamento dos serviços subaproveitados e a capacidade de traduzir a reputação já construída em um novo posicionamento estratégico. O rebranding não altera a essência do negócio; ele formaliza, organiza e dá voz ao que a empresa já vive na prática.
Seguindo o exemplo da Estância Bahia, a condução desse processo exigiu sensibilidade e governança. Tivemos o apoio fundamental do meu pai, Maurício Tonhá, e o envolvimento direto dos meus irmãos, Guilherme e Gabriela, que atuam como diretores. O engajamento deles fortaleceu e impulsionou nosso processo de sucessão familiar. Historicamente, a imagem da marca esteve fortemente centralizada na figura do fundador. Com a nova arquitetura de marca, descentralizamos essa presença, projetando a nova geração de executivos e valorizando o time de colaboradores.
Mais do que isso, os nossos negócios passaram por uma transformação que acompanhou a sucessão familiar dos nossos clientes. Hoje, atendemos a segunda e terceira geração e isso nos fez incorporar modelos de negócio que o substantivo “Leilões” deixava limitante. Além de traduzir a nossa credibilidade de 35 anos, a renovação da marca nos permitiu alinhar o tom de voz com os novos decisores do campo.
Após todo o processo, pudemos contemplar que apenas traduzimos o que a Estância Bahia já era para os nossos clientes. Além disso, com a elevação dos outros produtos, mais pessoas chegaram até nós procurando soluções com a credibilidade e confiança construídas a partir dos leilões, mas em novos produtos. O investimento na marca colaborou para a comunicação de um propósito e ampliou o nosso escopo dentro do mercado. É possível ver que o caso da Estância Bahia não é único, já que o branding é uma ferramenta de consolidação de marcas e o agro tem dado passos para a maturidade na comunicação.
O reposicionamento de marcas, principalmente dentro do agro, comprova que o setor também possui know how para a disruptividade, sofisticação e dinamicidade. O investimento em comunicação estratégica é o caminho mais seguro para perpetuação do legado, sem a perda da essência construída pelos anos de credibilidade.
Giovanna Tonhá é publicitária e gerente de Marketing da Estância Bahia – EB Leilões, EB Fazendas e EB Agro.
artigos
Outubro Rosa: quando o câncer é pequeno, as chances são grandes
Outubro chega trazendo o rosa como símbolo, mas, acima de tudo, trazendo uma mensagem que precisa ser lembrada durante todo o ano: o diagnóstico precoce do câncer de mama pode mudar uma história.
O câncer de mama continua sendo o câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, excluindo-se os tumores de pele não melanoma. Para o triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos por ano no Brasil.
Nas últimas décadas, temos observado um aumento da incidência da doença em diferentes regiões do mundo. Embora o risco aumente com a idade, o câncer de mama também pode ocorrer em mulheres jovens. Nos países de baixa e média renda, o desafio é ainda maior, especialmente porque muitas mulheres chegam ao diagnóstico em estágios mais avançados, o que contribui para resultados menos favoráveis.
É justamente por isso que precisamos falar sobre detectar lesões pequenas, antes que possam ser percebidas pelo toque ou provoquem sintomas.
A mamografia tem papel fundamental nesse cenário, pois pode identificar alterações ainda muito pequenas, muitas vezes não palpáveis. Dependendo da idade, da densidade mamária, dos antecedentes pessoais e familiares e de outros fatores de risco, exames complementares, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, podem ser indicados pelo médico.
Quanto mais cedo o câncer de mama é diagnosticado, maiores são as possibilidades de tratamento e melhores são os resultados. Quando descoberto em estágios iniciais, apresenta elevadas taxas de sobrevida, próximas ou superiores a 90% em determinados grupos, além de frequentemente permitir tratamentos menos agressivos, com melhores resultados funcionais e estéticos.
Por isso, o objetivo dos exames de rastreamento não é simplesmente “procurar um câncer”. É possível encontrá-lo, caso exista, quando ainda é pequeno e as possibilidades de tratamento são maiores.
Também é importante lembrar que nenhuma mulher deve esperar pelo próximo exame de rotina se perceber alguma alteração nas mamas. Nódulo, retração da pele ou do mamilo, secreção sanguinolenta, alteração persistente da pele ou aumento de linfonodos na axila merecem avaliação médica.
Neste Outubro Rosa, mais do que vestir uma cor, precisamos fortalecer uma cultura de cuidado. Conhecer as próprias mamas, realizar acompanhamento médico e fazer os exames indicados para cada idade e perfil de risco são atitudes que podem fazer toda a diferença.
Porque, no câncer de mama, descobrir cedo significa ampliar as possibilidades de cura, preservar vidas e escrever novos capítulos para muitas mulheres.
-
esportes6 dias atrásCuiabá tem R$ 43 milhões a receber; Dresch critica Corinthians, Santos e Vasco e pede sanções mais duras
-
esportes6 dias atrásSeleção faz treino com time completo antes do duelo contra a Austrália
-
esportes4 dias atrásFavoritos estreiam nesta sexta-feira no Campeonato Pan-Americano de Beach Tennis em Cuiabá
-
esportes4 dias atrásRayan salva Brasil no fim e Seleção empata com a Austrália em estreia após a Copa
-
tce mt6 dias atrásSérgio Ricardo aceita convite para acompanhar eleição ao lado do TRE-MT e elogia condução do processo
-
AGRO & NEGÓCIO5 dias atrásFórum coloca crédito rural e recuperação judicial no centro do debate
-
BRASIL E MUNDO7 dias atrásLula na ONU: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásAssistência técnica recupera pastagens e fortalece pequena pecuária



