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Saúde

Cirurgia robótica no SUS: Hospital Central de MT realiza 70 procedimentos com robô

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Com pouco mais de sete meses de operação, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso atingiu a marca de 2 mil cirurgias, sendo mais de 70 delas procedimentos robóticos. O feito foi alcançado no começo do mês, impulsionado também por um mutirão de cirurgias pediátricas com uso do robô.

Responsável por introduzir as cirurgias robóticas no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso, o Hospital Central, administrado pelo Einstein Hospital Israelita, inaugurou a operação do centro cirúrgico já com essa tecnologia. No dia 11 de fevereiro, quando iniciadas as cirurgias na unidade, o primeiro paciente assistido pelo robô passou pelo procedimento para o tratamento de câncer de próstata.

Ao todo, são 12 especialidades cirúrgicas ofertadas pelo Hospital Central: urologia, cirurgia pediátrica, ortopedia (pediátrica e oncológica), cirurgia cardíaca (adulto e pediátrica), cirurgia geral, do aparelho digestivo, de ginecologia, cirurgia vascular, cirurgia torácica, de mastologia (oncológica), cirurgia plástica e neurocirurgia. As cirurgias realizadas com o uso do robô são de urologia, pediátrica, do aparelho digestivo e de ginecologia.

“Em 7 meses, estamos fazendo cirurgia cardíaca, de cardiopatia congênita, neurocirurgia com alta tecnologia empregada, cirurgia vascular, cirurgia robótica. Montamos uma linha cirúrgica com diversas especialidades, com um time de 172 médicos. Agora, a gente entra numa fase de buscar desenvolvimento, de criar e estimular o ensino, a pesquisa e a inovação. É um outro momento da implantação”, pontuou o coordenador da linha cirúrgica do Hospital Central, Iuri Tamasauskas.

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Durante o mutirão do início do mês, foram realizadas doze cirurgias pediátricas com variadas finalidades, acompanhadas pela cirurgiã pediátrica e integrante do Programa de Robótica do Einstein, Maria Lúcia Apezzato. Três delas foram do aparelho digestivo para correção de refluxo e colocação de um dispositivo diretamente ligado ao estômago para que a criança possa se alimentar com mais eficiência e voltar a ganhar peso.

Esse foi o caso de P.S., de 10 anos, que tem uma doença cerebral e, em razão do refluxo com que vinha convivendo, não estava se alimentando adequadamente. Ela é moradora de Várzea Grande e já havia passado por outros dois procedimentos cirúrgicos no Hospital Central, há três meses, quando teve pneumonia.

A mãe de P., Jessika, relatou ter ficado aliviada quando a equipe do hospital entrou em contato para marcar a cirurgia robótica da filha. Segundo ela, quando a menina passou por outros procedimentos na unidade, em junho, a equipe médica já havia sugerido a realização da cirurgia no estômago. Foi iniciado, então, o acompanhamento da criança até a realização da cirurgia robótica.

“Gostei muito, porque, o corte ia ser bem grande. Com a robótica, foram só alguns furinhos, e ela reagiu muito bem à cirurgia”, avaliou a mãe da paciente, que está internada na Unidade de Cuidados Intensivos da Pediatria.

Diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor destacou a importância do resultado das 2 mil cirurgias. “Atingimos a operação plena da unidade em julho e estamos empenhados em ampliar o acesso da população mato-grossense a todos os procedimentos de alta complexidade que fazemos. Nossa meta é tornar o Hospital Central cada vez mais uma referência na assistência segura e de qualidade, focado no cuidado de excelência com a saúde dos pacientes”.

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O Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso entrou em operação em janeiro deste ano para atendimento integralmente pelo SUS. Todos os pacientes atendidos na unidade são encaminhados pela Central Estadual de Regulação.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.  Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social. Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

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Sofrimento masculino nem sempre se parece com tristeza, alerta neuropsicólogo

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O sofrimento emocional entre os homens costuma se manifestar de formas menos óbvias do que o choro ou a tristeza aparente. Irritabilidade, isolamento, silêncio prolongado e mudanças repentinas de comportamento podem ser os primeiros sinais de que algo não vai bem. O alerta é do neuropsicólogo Dr. Nailton Reis, estudioso das masculinidades, que produziu um vídeo para a campanha Setembro Amarelo em suas redes sociais.

No material, o especialista chama atenção para comportamentos que, muitas vezes, são lidos apenas como mau humor, frieza ou falta de interesse. “O sofrimento masculino nem sempre parece tristeza. Quando pensamos em alguém que não está bem, normalmente imaginamos uma pessoa abatida, chorando e transbordando sentimentos. Mas, muitas vezes, o sofrimento masculino aparece de outro jeito”, explicou.

Segundo ele, o homem pode se tornar mais distante, irritado ou calado, afastar-se das pessoas e perder o interesse por atividades que antes lhe davam prazer. O sofrimento também pode aparecer no abuso de substâncias psicoativas, na dedicação excessiva ao trabalho ou até no uso constante do humor como forma de esconder o que sente.

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Para Nailton, quem convive com esses homens pode interpretar as mudanças como simples falta de disposição para conversar e, sem perceber, reforçar o isolamento. “Às vezes, as pessoas olham e pensam: ‘Ele está chato, não quer conversar, está distante. É melhor deixá-lo no canto dele’. Talvez seja importante interromper esse julgamento por um momento e perguntar: o que pode estar acontecendo com esse homem?”, afirmou.

O neuropsicólogo explica que muitos homens aprendem desde cedo a esconder o que sentem, seguir cumprindo obrigações e tocar a vida como se nada estivesse acontecendo. Por isso, nem todos conseguem reconhecer o próprio sofrimento ou dizer, com clareza, que precisam de ajuda. “Nem todo mundo consegue dizer: ‘Eu não estou bem’. Principalmente entre os homens, que aprendem muito cedo a esconder o que sentem, continuar funcionando e seguir a vida como se nada estivesse acontecendo”, destacou.

Nesses casos, a mudança de comportamento pode vir antes de qualquer pedido de socorro. “O comportamento aparece antes do pedido de ajuda. Perceber isso não significa interpretar tudo como um problema, mas prestar atenção. Às vezes, antes de alguém conseguir falar o que sente, o corpo e o comportamento falam primeiro”, concluiu.

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A campanha Setembro Amarelo reforça a importância do acolhimento, da escuta sem julgamentos e do acompanhamento profissional diante de sinais persistentes de sofrimento emocional. Dr. Nailton Reis atende no Instituto Mentes Plurais, em Cuiabá. Quem estiver passando por uma crise ou precisar conversar pode procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188, com atendimento gratuito e sigiloso.

 

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