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POLÍCIA

Polícia mira dentista suspeito divulgar imagens íntimas de mulher em grupos de WhatsApp

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (3.9), a Operação Inviolável, que investiga um dentista de 41 anos suspeito de registrar e compartilhar imagens íntimas de uma mulher de 46 anos sem o consentimento dela. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado, em Sinop.

As ordens judiciais foram executadas pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde, em uma residência e em um consultório odontológico relacionados ao suspeito.

Segundo a delegada Paula Moreira, a investigação começou depois que a vítima descobriu que imagens em que aparecia nua haviam sido feitas sem autorização e divulgadas em grupos de WhatsApp. Pessoas que tiveram acesso ao conteúdo comunicaram o caso à mulher, que procurou a delegacia e formalizou a denúncia.

A vítima relatou que manteve um breve relacionamento com o dentista no ano passado. Conforme a investigação, durante o período de convivência, ele teria aproveitado momentos de intimidade para fazer os registros sem que ela soubesse.

Durante as buscas, os policiais apreenderam o telefone celular do investigado. O aparelho será submetido a perícia para verificar a existência das imagens e identificar eventuais compartilhamentos do material.

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Armas regularizadas

Na residência do dentista, foram encontradas duas pistolas e uma arma calibre 12. O armamento não foi apreendido porque o investigado possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e, segundo a Polícia Civil, as armas estavam regularizadas. Por esse motivo, também não houve prisão em flagrante.

Após a conclusão das diligências e eventual indiciamento, a Polícia Federal deverá ser comunicada para avaliar o recolhimento das armas e a situação do registro do investigado como CAC.

A Polícia Civil aguarda o resultado das perícias e dará continuidade às diligências antes de concluir o inquérito. O caso é investigado como registro e divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento.

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POLÍCIA

Líder de facção investigado na Operação Raspa Brasil é preso no Paraguai com documento falso

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Um homem apontado como uma das lideranças de uma facção criminosa investigada na Operação Raspa Brasil foi preso nesta quinta-feira (3.9), em Assunção, no Paraguai. Ele era considerado foragido da Justiça e foi localizado utilizando documentação falsa.

A prisão ocorreu durante uma ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência de Polinter e Capturas (Gepol), com apoio da Polícia Nacional do Paraguai e da Drug Enforcement Administration (DEA), dos Estados Unidos. Contra o investigado havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

O uso de documentos falsos já havia sido identificado em fevereiro de 2023, quando o homem foi localizado em Pontes e Lacerda, em Mato Grosso, portando um documento público falsificado.

As investigações apontam que, em outubro de 2025, equipes da GCCO/Draco apreenderam quase duas toneladas de maconha em uma chácara ligada ao investigado. Na ocasião, quatro pessoas foram presas.

Suspeita de participação em ataques e tentativa de resgate

O homem também é investigado por possível envolvimento em um roubo a instituição financeira na modalidade conhecida como “Novo Cangaço”. Em 2022, o nome dele apareceu em uma apuração sobre a construção de um túnel de aproximadamente 257 metros, escavado a partir de uma residência em Cuiabá em direção à Penitenciária Central do Estado (PCE).

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Segundo as investigações, a estrutura seria utilizada para possibilitar o resgate de integrantes da facção que estavam presos na unidade.

Atuação no esquema de raspadinhas ilegais

A apuração também identificou a suposta participação do investigado na administração de recursos da facção, principalmente no esquema conhecido como “Raspa Brasil Nacional”. De acordo com a GCCO/Draco, ele exerceria a função de coordenador estadual, ajudando a estabelecer diretrizes financeiras e a ampliar a atividade em Mato Grosso.

Monitoramentos teriam registrado o homem transportando banners e materiais de divulgação das raspadinhas. Análises realizadas em aparelhos celulares também apontaram videochamadas e comunicações com outros integrantes ligados ao esquema.

Conforme os levantamentos, ele exigia planilhas com dados sobre estabelecimentos comerciais, quantidade de bilhetes distribuídos, valores arrecadados e percentuais repassados. Em situações de descumprimento, a orientação seria acionar o setor de “disciplina” da facção.

Localização no Paraguai

Após deixar Mato Grosso, o investigado teria permanecido durante um período no Rio de Janeiro, onde, segundo a Polícia Civil, manteve contato com outros integrantes da organização criminosa. Posteriormente, informações obtidas durante as diligências indicaram que ele havia deixado o Brasil, direcionando as buscas para o Paraguai.

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Mesmo na condição de foragido, o homem teria continuado ativo nas redes sociais, utilizando identidades falsas. Em fevereiro de 2026, publicou imagens feitas no Rio de Janeiro ao lado de uma mulher que possuía cinco mandados de prisão em aberto. Em outra postagem, apareceu segurando uma arma de fogo com características semelhantes às de um fuzil.

Também foram identificadas publicações relacionadas a atividades físicas, bares e outros momentos da rotina mantida durante o período em que permaneceu escondido.

Questionamentos sobre laudos de incapacidade

O investigado já apresentou laudos e alegações de incapacidade mental em processos judiciais. De acordo com a GCCO/Draco, entretanto, os levantamentos feitos durante as investigações registraram comportamentos que, em tese, seriam incompatíveis com uma incapacidade total.

Durante o período em que esteve foragido, ele teria participado de videochamadas, transmitido orientações e cobrado outros integrantes, mantendo, conforme a investigação, atuação na facção criminosa. Diante dessas informações, a GCCO/Draco encaminhou os dados às autoridades competentes para subsidiar um pedido de revisão dos laudos apresentados nos processos.

Com a prisão em Assunção, deverão ser adotadas as medidas de cooperação internacional necessárias para o cumprimento das ordens judiciais existentes contra o investigado.

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