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Mato Grosso

Mauro Mendes atribui morte de motociclista em Cuiabá à impunidade e defende penas mais duras

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Ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes

O candidato ao Senado Mauro Mendes afirmou que o atropelamento que matou o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, na madrugada deste domingo (30/08), em Cuiabá, é resultado da impunidade que assola o país. Ele reforçou sua defesa por leis mais duras para evitar tragédias. O motorista responsável pelo crime é um homem de 22 anos, sem CNH, embriagado, que foi expulso de uma boate, saiu dirigindo uma BMW em alta velocidade, atingiu dois motociclistas e matou um deles na hora.

“Mais um retrato do Brasil da impunidade. As pessoas continuam matando, acreditando que não vai acontecer nada. Isso aconteceu neste fim de semana aqui em Cuiabá”, lamentou. Para Mauro, a sensação de que a punição será branda contribui para que motoristas assumam comportamentos de risco.

Conforme informações da Polícia Militar, o motorista de uma BMW azul atingiu primeiro uma motocicleta na Avenida Isaac Póvoas, no cruzamento com a Avenida Presidente Marques. O condutor da moto sofreu cortes no tornozelo e no braço. Na sequência, o mesmo veículo seguiu pela avenida e, no cruzamento com a Rua Joaquim Murtinho, bateu na motocicleta conduzida por Paulo Messias, que morreu no local.

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Após a colisão, o motorista abandonou a BMW em frente ao Hospital Municipal Santa Casa e fugiu a pé. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar como morte consumada, danos materiais decorrentes de acidente de trânsito, omissão de socorro e lesão corporal. O veículo foi encaminhado ao pátio da Semob por estar com a documentação em atraso.

Para Mauro, a possibilidade de uma punição que resulte em poucos anos de prisão não corresponde à gravidade de uma morte.

“Esse cidadão, esse elemento, esse criminoso fez isso porque acredita na impunidade. Ele acha que pode beber, sair dirigindo em alta velocidade e que nada vai acontecer. Nós precisamos mudar as leis deste país e fazer com que as pessoas tenham medo da pena”, disse.

O candidato defendeu mudanças na legislação para aumentar a responsabilização em casos como o ocorrido em Cuiabá, além do endurecimento das penas como forma de ampliar a percepção de que os delitos terão consequências.

“Não pode ser condenado a 12 ou 15 anos por ter matado alguém, cumprir apenas um sexto da pena, passar três anos na cadeia e estar aí na rua, enquanto aquele cidadão de bem nunca mais vai sair do cemitério. Defendo que as leis sejam mais duras para casos como esse e para qualquer crime neste país.”

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Mato Grosso

Sinfra recorrerá de decisão do TCE que suspendeu rescisão de contratos para asfaltar a MT-170

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informou que irá recorrer da decisão liminar do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) que suspendeu a rescisão dos contratos firmados com o consórcio responsável pelas obras na MT-170/208/418, antiga BR-174.

De acordo com a secretaria, a decisão de romper os contratos foi tomada para preservar o interesse público e garantir a entrega de uma rodovia dentro dos padrões de qualidade estabelecidos durante mesa técnica realizada com o próprio TCE-MT.

Embora os serviços tenham alcançado aproximadamente 83% de execução, a Sinfra afirma que a obra ainda está distante da conclusão. Isso ocorre porque parte significativa dos trabalhos terá de ser refeita devido a problemas identificados na execução.

A pasta avalia que a manutenção dos contratos nas condições atuais pode causar prejuízos ainda maiores à população. Segundo a secretaria, a permanência das empresas responsáveis pelos serviços considerados deficientes não asseguraria uma solução mais rápida ou eficiente para os usuários da rodovia.

“A permanência das mesmas empresas responsáveis pela execução defeituosa não garante uma solução mais rápida ou mais eficiente para a população. O Consórcio esteve no local realizando apenas correções superficiais, sem resolver os problemas estruturais”, declarou a Sinfra.

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A secretaria também rejeitou a avaliação de que a rescisão teria sido adotada de forma precipitada. Conforme a pasta, as obras foram acompanhadas desde o início por equipes técnicas, com fiscalização dos serviços e emissão de notificações às empresas sempre que irregularidades eram constatadas.

Somente em 2023, foram expedidas quatro notificações relacionadas a falhas na execução. No ano seguinte, outras 16 foram emitidas, além de novos documentos encaminhados às empresas em 2025. Paralelamente, a Sinfra instaurou processos administrativos para apurar responsabilidades e aplicar as medidas previstas na legislação.

A secretaria ressaltou que a imposição de penalidades e a rescisão unilateral de contratos dependem do cumprimento de etapas administrativas, da análise técnica das ocorrências e da garantia do contraditório e da ampla defesa às empresas envolvidas.

Segundo a Sinfra, a decisão foi tomada somente após a conclusão dos processos administrativos e a análise das manifestações apresentadas pelas contratadas. Além da rescisão, a secretaria informou que pretende aplicar as sanções cabíveis e buscar o ressarcimento dos prejuízos causados pela execução inadequada dos serviços.

O Estado também informou que pretende realizar uma nova contratação para reconstruir os trechos comprometidos. A expectativa é que os custos relacionados às falhas sejam atribuídos às empresas responsáveis, evitando que a população arque novamente com a correção de serviços executados de maneira irregular.

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As condutas das empresas e dos servidores envolvidos também estão sendo investigadas por órgãos de controle, entre eles o Ministério Público e a Controladoria-Geral do Estado.

Em nota, a Sinfra afirmou que não pretende se afastar de sua responsabilidade institucional e destacou que a fiscalização, as notificações e a abertura dos processos administrativos demonstram a atuação do Estado diante dos problemas identificados nas obras.

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