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O alto padrão acompanha a nova realidade de Mato Grosso
Por Jones Romanzzini
O mercado imobiliário costuma refletir o momento econômico de uma região. Em Mato Grosso, essa relação é ainda mais evidente. O crescimento das cidades, impulsionado principalmente pelo agronegócio, pela geração de empregos e pela atração de novos investimentos, também tem transformado o perfil de quem compra um imóvel.
Hoje, o consumidor procura muito mais do que um endereço. Busca qualidade de vida, segurança, praticidade e um patrimônio capaz de preservar seu valor e manter seu potencial de valorização ao longo do tempo. Não por acaso, o segmento de alto padrão continua entre os mais aquecidos do país. O Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), elaborado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM, Grupo Prospecta e pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), coloca o Centro-Oeste entre as regiões com maior procura por imóveis desse perfil.
Os números de Mato Grosso confirmam essa tendência. Em 2025, o mercado imobiliário movimentou aproximadamente R$ 5,7 bilhões, com cerca de 13,6 mil imóveis comercializados em Cuiabá. O resultado representa crescimento de quase 18% no faturamento e de 25% nas vendas em relação ao ano anterior. Os indicadores reforçam a confiança no setor e mostram que o Estado segue atraindo investimentos.
Esse movimento também chegou ao interior. Municípios como Lucas do Rio Verde e Sorriso deixaram de ser apenas referências do agronegócio para se consolidarem como cidades que oferecem infraestrutura, serviços e oportunidades compatíveis com um novo padrão de desenvolvimento. Naturalmente, o mercado imobiliário acompanha essa transformação.
Na Romancini Empreendimentos, sempre entendemos que construir significa participar do crescimento das cidades. Foi esse pensamento que norteou a entrega do Amália Residencial, do Diecemina Residencial e do Edifício Dom Pedro, em Lucas do Rio Verde, totalizando 188 unidades entregues e integralmente comercializadas. Agora, damos mais um passo com o Maya Residencial, em Sorriso, empreendimento com mais de 18 mil metros quadrados de área total, concebido para reunir conforto, lazer, segurança e valorização patrimonial.
Mais do que ampliar nosso portfólio, a entrega do Maya simboliza uma transformação no próprio mercado imobiliário do interior de Mato Grosso. Cidades em pleno desenvolvimento já demandam projetos comparáveis aos encontrados nos grandes centros, reflexo de um consumidor mais exigente, informado e atento à qualidade dos empreendimentos.
Tenho convicção de que o verdadeiro alto padrão não está apenas na arquitetura, nos acabamentos ou nas áreas de lazer. Está na capacidade de transformar o espaço urbano, impulsionar o desenvolvimento, valorizar bairros e oferecer às famílias um lugar onde possam construir suas histórias.
Mato Grosso continuará crescendo, e o mercado imobiliário seguirá acompanhando essa evolução. O desafio das incorporadoras será entregar empreendimentos que não apenas atendam às expectativas do presente, mas que permaneçam relevantes nas próximas décadas. É esse compromisso que deve orientar quem acredita que construir também é uma forma de contribuir para o futuro das cidades.
Jones Romanzzini é CEO da Romancini Empreendimentos
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Sesc Arsenal: uma história que continua sendo escrita
Por Faysa Duarte Lima
Os 24 anos do Sesc Arsenal representam muito mais do que o aniversário de uma unidade de uma instituição. Representam 24 anos de transformação de um patrimônio histórico em um espaço vivo de cultura, convivência, educação e lazer para Cuiabá. O Sesc Arsenal foi inaugurado oficialmente em 14 de agosto de 2002.
É muito interessante começar a falar da história do Sesc Arsenal pelo prédio. O Arsenal tem uma história que remonta a 1818, quando foi determinada a criação do Real Trem de Guerra. A construção começou em 1819, e o prédio passou por diferentes momentos da história de Mato Grosso.
Antes de ser Sesc, esse espaço já fazia parte da história de Cuiabá. O Sesc teve a responsabilidade de preservar essa memória e, ao mesmo tempo, dar a ela uma nova função social.
O prédio foi adquirido pelo Sesc-MT em 1989 e passou por um cuidadoso processo de restauração, sendo inaugurado oficialmente em 2002.
Apesar do novo uso do prédio, o Sesc não apagou a história do Arsenal, mas deu continuidade a ela.
Aqui, não vale ressaltar apenas os anos passados ou os 24 anos que estamos comemorando, mas o legado do Sesc Arsenal e o que ele representa para a sociedade e para a cultura da nossa cidade.
Vinte e quatro anos significam milhares de pessoas atendidas — somente em 2025, foram mais de 673 mil pessoas —, artistas que passaram pelo espaço, crianças que tiveram suas primeiras experiências culturais, famílias que transformaram o Arsenal em ponto de encontro, trabalhadores e integrantes da comunidade utilizando nossos serviços, além de artesãos e empreendedores que encontraram espaço para divulgar seus trabalhos. Também significam a preservação da cultura e da memória cuiabana.
É um espaço que une preservação histórica, cultura, lazer, educação, convivência e bem-estar.
O Sesc Arsenal não é apenas um prédio bonito ou um equipamento cultural. É um espaço que, efetivamente, faz parte da vida da capital mato-grossense. Aqui, abrimos espaço para a música, a dança, o teatro, a literatura, as artes visuais, o artesanato, a gastronomia regional, o siriri, o rasqueado, a viola de cocho e diversas manifestações culturais.
O Bulixo, por exemplo, tornou-se um importante ponto de encontro para a gastronomia, o artesanato, a música e o empreendedorismo local.
Mas quem é o público do Arsenal? É a criança, o jovem, o idoso, a família, o artista, o artesão, o turista, o trabalhador, o estudante, o cuiabano e quem simplesmente procura um lugar para conviver.
Se eu fosse olhar para o Arsenal em seu passado, presente e futuro, resumiria assim: passado: preservação da história; presente: oferta de cultura, lazer, gastronomia, convivência e oportunidades; futuro: depois de 24 anos, qual é o futuro que o Sesc Arsenal deseja construir?
O futuro é seguir caminhando, valorizando a cultura em suas diferentes manifestações, fortalecendo o acesso à arte e mantendo o Arsenal como um espaço de encontro, acolhimento e conexão com a comunidade. Um lugar que acompanha as transformações do tempo sem perder sua essência e sua vocação para estar sempre perto das pessoas.
Não somos apenas uma vitrine da cultura cuiabana e mato-grossense, mas também um espaço aberto para novas manifestações culturais. Celebrar 24 anos não é olhar somente para o que já fizemos, mas pensar no que ainda podemos construir para Cuiabá.
São 24 anos de uma história que começou há mais de dois séculos, mas que continua sendo escrita todos os dias pelas pessoas que fazem e vivem o Sesc Arsenal.
Faysa Duarte Lima é gerente do Sesc Arsenal
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