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Mato Grosso

Mato-grossenses aceleram doação de imóveis antes de alta do imposto com a Reforma Tributária

Atos em Cartórios de Notas crescem enquanto Reforma Tributária abre caminho para aumento da tributação sobre a transmissão de patrimônio a partir de 2027

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Famílias mato-grossenses que pretendem transferir imóveis para filhos e herdeiros podem estar diante da última oportunidade de realizar a operação pelas regras atuais do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Embora os impactos variem entre os estados, a entrada em vigor da Reforma Tributária deverá tornar mais onerosa a transmissão patrimonial em praticamente todo o país a partir de 2027, seja pelo aumento das alíquotas em estados que ainda utilizam modelos fixos, seja pela adoção do valor de mercado dos bens como referência para cálculo do imposto.

O movimento já aparece nos Cartórios de Notas. Em 2025, foram realizadas 2.139 escrituras públicas de doação de imóveis em todo o Mato Grosso, segundo maior número da série histórica e um crescimento de 121% em relação a 2020, quando foram registrados 964 atos. O avanço reflete uma crescente busca das famílias por planejamento sucessório e pela antecipação da transferência de patrimônio antes da entrada em vigor das novas regras tributárias.

As mudanças, no entanto, não terão o mesmo impacto em todo o território nacional. Nos estados que ainda adotam alíquotas fixas — como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Amazonas, Alagoas, Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima — a principal mudança será a obrigatoriedade da adoção de alíquotas progressivas, permitindo que a tributação aumente conforme o valor do patrimônio transmitido e alcance o teto nacional de 8%.

Já nos estados que já utilizam sistemas progressivos, como Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraíba e Tocantins, o impacto tende a ocorrer principalmente por meio da nova base de cálculo. A regulamentação da Reforma Tributária estabelece diretrizes para que os estados passem a utilizar o valor de mercado dos bens como referência para cobrança do imposto, o que pode elevar significativamente o valor final a ser recolhido mesmo sem alteração das alíquotas.

Há ainda um terceiro grupo de estados — como Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Pará, Maranhão, Rondônia e Piauí — que poderá ser afetado pelos dois fatores simultaneamente: eventual elevação das alíquotas máximas atualmente praticadas e adoção de critérios mais rigorosos para avaliação patrimonial.

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Na prática, isso significa que imóveis, participações societárias e outros bens transmitidos para herdeiros poderão sofrer uma tributação maior nos próximos anos. Desta forma, 2026 representa a última uma janela estratégica para famílias que desejam organizar a sucessão patrimonial antes da entrada em vigor das novas regras.

Embora as alterações dependam da aprovação de leis estaduais específicas, qualquer mudança aprovada em 2026 deverá respeitar os princípios constitucionais da anterioridade anual e da noventena. Por isso, a expectativa é de que os novos modelos de tributação passem a produzir efeitos a partir de janeiro de 2027.

O cenário tem levado cada vez mais pessoas a antecipar a transferência de patrimônio para filhos e herdeiros por meio de escrituras públicas de doação em Cartórios de Notas. Além de permitir a incidência do imposto pelas regras atualmente vigentes, a medida reduz incertezas futuras, evita que a valorização dos bens amplie a carga tributária e proporciona maior previsibilidade para o planejamento familiar.

Uma das modalidades mais utilizadas é a doação com reserva de usufruto. Por meio desse instrumento, os pais transferem a propriedade do imóvel aos filhos, mas mantêm para si o direito de uso, moradia, administração e recebimento de eventuais rendimentos do bem durante toda a vida.

“É natural que as famílias tenham dúvidas diante das mudanças que estão sendo discutidas na legislação tributária. Por isso, buscar orientação antes de tomar qualquer decisão faz toda a diferença. O planejamento sucessório não deve ser visto apenas como uma questão de impostos, mas como uma forma de organizar o patrimônio com responsabilidade, preservar o diálogo entre os familiares e garantir que a transmissão dos bens aconteça com segurança jurídica. Os Cartórios de Notas oferecem instrumentos jurídicos que permitem organizar essa sucessão com transparência, respeitando a realidade de cada família e proporcionando maior previsibilidade para o futuro.” afirma a presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Mato Grosso (Anoreg/MT), Velenice Dias de Almeida.

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Os números indicam que essa tendência vem ganhando força ano após ano no estado. Depois de registrar 1.794 escrituras de doação de imóveis em 2023 e o recorde de 2.382 em 2024, o Mato Grosso alcançou 2.139 atos em 2025, consolidando uma mudança de comportamento que pode se intensificar nos próximos meses diante da perspectiva de alterações tributárias decorrentes da Reforma Tributária.

A combinação entre possível aumento das alíquotas, adoção de modelos progressivos e utilização de critérios mais próximos do valor real de mercado dos bens tende a tornar a transmissão patrimonial mais onerosa nos próximos anos, transformando 2026 em uma oportunidade relevante para famílias que desejam organizar a sucessão de forma planejada e com menor impacto tributário.

Informações complementares

Estados que podem ter aumento de alíquota por adotarem atualmente modelo fixo

São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Amazonas, Alagoas, Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima.

Estados onde o principal impacto tende a ocorrer pela adoção do valor de mercado dos bens

Rio de Janeiro, Bahia, Goiás, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Mato Grosso, Paraíba, Tocantins, Acre, Sergipe e Mato Grosso do Sul.

Estados que podem sofrer os dois impactos simultaneamente

Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Pará, Maranhão, Rondônia e Piauí.

Sobre a Anoreg/MT

A Associação dos Notários e Registradores do Estado do Mato Grosso (Anoreg/MT) é a única entidade representativa institucional dos serviços notariais e de registro no estado. Fundada em setembro de 1998, reúne e representa os cartórios extrajudiciais mato-grossenses, atuando na defesa da atividade, no fortalecimento institucional da categoria e na qualificação permanente dos serviços prestados à população.

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Copa do Brasil: ingressos para Fortaleza e Palmeiras em Cuiabá, já estão à venda

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Os ingressos para o confronto entre Fortaleza e Palmeiras, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, começaram a ser comercializados na tarde desta terça-feira (14). A partida de volta está marcada para o dia 5 de agosto, às 20h30 (horário local), na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Os bilhetes foram divididos entre os setores Norte, Sul, Leste e Oeste, com valores entre R$ 90 e R$ 520. O setor Norte Superior será destinado à torcida do Fortaleza, enquanto o Sul Superior receberá os palmeirenses.

As vendas ocorrem de forma on-line, pelo site Bio Ingressos, e presencialmente na Prime Eventos, localizada no Shopping Três Américas, e na Casa de Festas, no Pantanal Shopping. Além dos setores convencionais, há também a opção do Lounge Alviverde, que oferece open bar, acesso exclusivo e vista privilegiada para o gramado.

Esta será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão na Arena Pantanal. O duelo foi transferido para Cuiabá após o clube cearense negociar o mando de campo. Inicialmente, a partida seria realizada na Arena Castelão, em Fortaleza. A mudança deve render aproximadamente R$ 2,2 milhões aos cofres do clube, que enfrenta dificuldades financeiras desde o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.

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O momento delicado do Fortaleza vai além das finanças. Internamente, o ambiente é de turbulência, agravado pela recente saída do capitão da equipe, o zagueiro argentino Emanuel Brítez, após um desentendimento com a diretoria da SAF.

Antes do duelo em Cuiabá, as equipes farão o jogo de ida no dia 2 de agosto, no Nubank Parque, em São Paulo. A partida na Arena Pantanal definirá quem avança às quartas de final da competição nacional.

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