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POLÍTICA NACIONAL

Senadores destacam importância da Rede Matogrossense de Comunicação para a região

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O Senado promoveu nesta segunda-feira (6) uma sessão especial para celebrar os 60 anos da Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), conglomerado que reúne emissoras de televisão, rádio e portais digitais em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os senadores presentes apontaram o pioneirismo do grupo e destacaram a expansão da RMC, que neste ano iniciou suas atividades em Goiás e Tocantins.

A RMC foi fundada por Ueze Elias Zahran em meados da década de 1960, quando só existia o estado de Mato Grosso — que no final da década de 1970 seria desmembrado para a criação de Mato Grosso do Sul. A rede começou suas atividades em Campo Grande, que hoje é a capital de Mato Grosso do Sul.

A homenagem foi solicitada pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) por meio do RQS 447/2026. Ele declarou que a RMC teve um papel fundamental na construção da identidade e na integração dos dois estados.

— Há 60 anos, o sonho de um homem visionário fez do então estado do Mato Grosso um dos primeiros do país a conhecer a televisão. Ueze Elias Zahran, ao lado dos seus irmãos, fundou a Rede Matogrossense de Comunicação e iniciou uma história que mudaria para sempre a comunicação, o desenvolvimento e a integração de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul — afirmou Wellington.

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Pedro João Zahran Turqueto, CEO da Copa Energia e neto de Ueze Zahran, destacou as dificuldades enfrentadas pela família em um contexto em que apenas grandes capitais tinham acesso à televisão. Segundo ele, a história do grupo foi construída com resiliência e responsabilidade social.

— Há 60 anos, quando meu avô Ueze Zahran e seus irmãos decidiram iniciar essa jornada, o estado de Mato Grosso pertencia ao Brasil profundo, distante das grandes capitais, com poucas opções de entretenimento e, sobretudo, carente de uma voz própria que conectasse sua gente ao mundo. A família Zahran enfrentou de frente os maiores barões de mídia para levar a televisão ao estado — sublinhou Turqueto.

O senador Nelsinho Trad (PSD), que representa Mato Grosso do Sul, participou da solenidade de forma remota. Ele destacou a relevância do grupo para a comunicação do Centro-Oeste brasileiro. Ele disse que os veículos de comunicação da RMC acompanharam a história e o desenvolvimento dos dois estados e levaram informação de qualidade, com credibilidade, a milhões de brasileiros.

— Vocês [da RMC] não apenas registram a história; vocês ajudam a construí-la, a preservá-la e, além disso tudo, a eternizá-la — ressaltou Nelsinho.

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Para o senador Wilder Morais (PL-GO), a RMC contribuiu para valorizar a cultura regional e fortalecer o sentimento de pertencimento da população de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ele também salientou o pioneirismo do grupo e celebrou a sua chegada a Goiás neste ano.

— Não tenho dúvida de que a RMC em Goiás irá valorizar o nosso empreendedor e o nosso trabalhador, irá valorizar o nosso agro e a nossa indústria, irá valorizar nossa gastronomia, o nosso pequi, as nossas pamonhas, o nosso turismo, as nossas belezas naturais — disse Wilder.

Representante do Ministério das Comunicações, Wilson Welisch frisou a importância dos serviços prestados pelo grupo diante das constantes transformações tecnológicas, com uma atuação que, segundo ele, preservou os valores da comunicação responsável e da valorização da produção regional.

— Esse legado evidencia a importância da radiodifusão como um serviço de interesse público, essencial para fortalecer a democracia, para integrar um país de dimensões continentais e aproximar pessoas, comunidades e instituições — declarou Welisch.

Também participaram da solenidade: Caio Turqueto, presidente do Grupo Zahran; Nicomedes Silva Filho, diretor-geral da RMC; Marcia Peluffo Zahran, filha de Ueze Elias Zahran; e o deputado federal Coronel Assis (PL-MT).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova despesas extras de R$ 12,3 bilhões no Orçamento de 2026

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (7) oito medidas provisórias, com créditos ao Orçamento de 2026 no valor de R$ 12,3 bilhões.

Um total de R$ 10,3 bilhões está sendo utilizado para minimizar os efeitos da guerra no Oriente Médio nos preços dos combustíveis e gás de cozinha, e outros R$ 2 bilhões foram destinados para auxiliar os atingidos por desastres climáticos neste ano.

Relator da MP 1342/26, aprovada hoje, que direciona R$ 1,3 bilhão para municípios de Minas Gerais atingidos por fortes chuvas, o deputado Igor Timo (União-MG) ressaltou a importância do repasse.

“Entre fevereiro e março, a nossa Zona da Mata enfrentou o período mais chuvoso da sua história, com um acumulado de 584 milímetros, quatro vezes acima da média acumulada”, afirmou. “E o resultado foi trágico. Famílias desabrigadas, serviços públicos essenciais interrompidos e comprometidos, o comércio local severamente castigado”, acrescentou.

Outras MPs aprovadas
As outras medidas provisórias aprovadas são:

  • MP 1344/26: abre crédito extraordinário de R$ 10 bilhões para subsidiar parte do preço do diesel, impactado pela guerra no Oriente Médio.
  • MP 1346/26: libera crédito extraordinário de R$ 20,4 milhões para atender municípios paranaenses atingidos por tornados em novembro de 2025. Os municípios beneficiados são Guarapuava, Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. Os recursos estão sendo utilizados em propriedades rurais de famílias do Programa Nacional de Reforma Agrária.
  • MP 1347/26: abre crédito extraordinário de R$ 285 milhões para atender diversos municípios afetados por desastres climáticos em todo o país. De acordo com o governo, nos primeiros dois meses do ano tragédias desse tipo afetaram 2 milhões de pessoas, deixando mais de 71 mil desalojados ou desabrigados em 733 municípios de diferentes regiões do país.
  • MP 1351/26: prevê subvenção econômica de R$ 330 milhões para empresas importadoras de Gás Liquefeito de Petróleo, o gás de cozinha. A medida integrou o pacote do governo para a contenção dos impactos nos preços do petróleo e de seus derivados causados pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
  • MP 1361/26: abre crédito extraordinário de R$ 75,3 milhões para atender mais de 10 mil famílias atingidas por desastres climáticos na Zona da Mata mineira. Segundo o governo, a estimativa inicial era atender 5 mil famílias com R$ 7.300, mas isso se mostrou insuficiente.
  • MP 1364/26: libera crédito extraordinário de R$ 49,2 milhões para atender famílias atingidas por fortes chuvas e inundações ocorridas no mês de maio em Pernambuco e na Paraíba. Os recursos estão sendo destinados à aquisição de cerca de 6 mil toneladas de alimentos com potencial de beneficiar ao menos 3 mil famílias de agricultores familiares.
  • MP 1367/26: abre crédito extraordinário de R$ 337,5 milhões para prevenção e controle de incêndios florestais em áreas prioritárias. Segundo o Executivo, o cenário climático para o ano foi alterado pelo El Niño. O fenômeno ocorre com o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que pode trazer tanto inundações quanto secas extremas.
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As medidas provisórias serão analisadas agora pelos plenários da Câmara e do Senado.

Votação adiada
Os parlamentares da CMO deixaram para esta quarta-feira a análise de um projeto (PLN 17/26) que pretende abrir um crédito novo no Orçamento de R$ 13,3 bilhões.

O texto original veio com apenas R$ 1,3 milhão para uma contribuição voluntária do país à Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.

O governo, no entanto, modificou a proposta para incluir recursos para financiamentos agrícolas e para o programa Desenrola Adimplentes. Confira as mudanças:

  • subvenção econômica aos produtores independentes de cana-de-açúcar da Região Nordeste que sofreram prejuízos econômicos decorrentes da tributação adicional sobre exportações brasileiras impostas pelos Estados Unidos ou de eventos climáticos extremos;
  • financiamento, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de projetos de desenvolvimento tecnológico de produtores rurais, sob a forma de empréstimos de longo prazo; e
  • financiamento a beneficiários do Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro de Tomadores de Crédito Adimplentes (Desenrola Adimplentes); e a beneficiários adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa Nacional de Incentivo Financeiro à Adimplência no Fies (Fies Empreendedor).
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O deputado Domingos Sávio (PL-MG) e outros parlamentares pediram mais tempo para analisar a proposta.

“Preocupa-nos que os recursos cancelados sejam do Ministério das Cidades. Em uma análise preliminar da nossa assessoria, eles podem atingir o programa Minha Casa, Minha Vida, que é muito importante para garantir alternativas de moradia no país”, disse.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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