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AGRO & NEGÓCIO

Abag promove a 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio

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A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a B3 realizarão, na sexta-feira (10.07) em São Paulo, a 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio. O evento, que integra a agenda do setor desde 2002, reúne produtores, executivos e tomadores de decisão para debater os rumos da produção nacional e as ferramentas de mercado.

A participação da B3 na organização reforça a importância da bolsa de valores para o produtor rural. Além de balizar os preços das commodities por meio dos contratos futuros de milho, boi gordo, soja e café, a instituição atua na estruturação de fontes alternativas de financiamento.

Entre os instrumentos em discussão, destacam-se a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Cédulas de Produto Rural (CPRs) e a expansão dos Fiagros, que permitem ao setor captar recursos diretamente no mercado de capitais, reduzindo a dependência exclusiva do crédito bancário e das subvenções governamentais.

A grade de programação deste ano está dividida em painéis que conectam a política externa aos desafios de campo. Um dos focos centrais é o papel do Brasil na geopolítica da segurança alimentar, com debates sobre as exigências ambientais dos mercados compradores e a manutenção da competitividade brasileira frente aos concorrentes globais. Na pauta técnica, o congresso abordará a implementação de tecnologias de precisão e a transição para novas matrizes energéticas nas fazendas.

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A edição de 2026 introduz o “Future Flash do Agro Brasileiro”, formato de apresentações diretas sobre tendências de curto prazo que devem afetar a logística e a produtividade. Entre os nomes confirmados para os painéis estão dirigentes de entidades como a Embrapa, a Sociedade Rural Brasileira (SRB), a Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), o Sistema OCB e a Faesp/Senar, além de analistas da B3.

O Congresso será realizado em formato híbrido: presencial e on-line com tradução simultânea para o inglês em ambas as modalidades, visando a audiência internacional.

Serviço

Evento: 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA)

Data: 10 de agosto de 2026

Horário: 9h às 18h

Local: Sheraton São Paulo WTC Hotel (Av. das Nações Unidas, 12.559, São Paulo – SP)

Informações e inscrições clique aqui

Fonte: Pensar Agro

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AGRO & NEGÓCIO

Safra de cana no Centro-Sul atinge 9,17 milhões de hectares

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A área de cana-de-açúcar disponível para colheita no Centro-Sul do Brasil atingiu 9,17 milhões de hectares na safra 2026/27. O número representa uma expansão de 3,1% em comparação aos 8,9 milhões de hectares do ciclo anterior, consolidando um movimento de crescimento monitorado por imagens de satélite e geotecnologia. O dado é acompanhado por uma reconfiguração na lista dos principais polos produtores, influenciada diretamente pelo cronograma de renovação dos canaviais.

A mudança no ranking dos municípios que mais ofertam cana para colheita é reflexo direto do manejo das lavouras. Áreas que passam por reforma ficam temporariamente indisponíveis para o corte e retornam ao sistema após ganharem novo potencial produtivo. Esse ciclo de rotatividade explica a ascensão de Nova Alvorada do Sul (MS) à primeira colocação nacional e a entrada de Nova Andradina (MS) no grupo dos 12 maiores produtores da região, deslocando Guaíra (SP).

Apesar dessas variações locais, a concentração da atividade agrícola permanece estável. O bloco dos 12 municípios com maior extensão de cana disponível responde por cerca de 10,4% de toda a área mapeada no Centro-Sul, um patamar praticamente idêntico ao observado na temporada passada.

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Geografia da produção

A estrutura produtiva mantém uma forte centralização em quatro estados, que juntos somam 91% da área total:

  • São Paulo: 57,1% (5,24 milhões de hectares).

  • Goiás: 12,4%.

  • Minas Gerais: 12,2%.

  • Mato Grosso do Sul: 9,3%.

Embora São Paulo sustente a dominância no setor, Mato Grosso do Sul foi o estado com o maior incremento proporcional na área cultivada entre os dois ciclos, com alta de 0,3%. O desempenho reflete a força de polos como Rio Brilhante, Costa Rica e Ivinhema.

O monitoramento contínuo das áreas, segundo analistas do agronegócio, é essencial para compreender não apenas o volume disponível, mas as tendências de longo prazo na oferta de matéria-prima para o setor de biocombustíveis. A precisão na identificação de áreas em reforma versus áreas prontas para colheita permite antecipar oscilações de produtividade que impactam diretamente a cadeia de etanol e açúcar no país.

Fonte: Pensar Agro

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