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Mato Grosso

Alerta de fogo obriga avião fazer pouso de emergência no Aeroporto Marechal Rondon

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Um voo da empresa Azul, com destino a Viracopos (SP), foi obrigada a regressar ao Aeroporto Marechal Rondon menos de meia hora após a decolagem, acionando equipes de resgate após um alerta de incêndio na cauda da aeronave.

Apesar do susto, a inspeção realizada após o procedimento de aterrissagem, mostrou que não havia qualquer vestígios de combustão ou danos estruturais na seção traseira da aeronave como os sensores alertaram.

Segundo os técnicos o problema deve ter sido uma falha do sistema de detecção de incêndio, uma situação onde o sensor da aeronave envia um dado falso para o cockpit, obrigando o piloto a seguir o manual de segurança à risca, independentemente de haver fogo real ou não.

Em aviação, o procedimento para essa ocorrência é padronizado e não permite interpretações: em caso de indicação de fogo, o retorno ao aeroporto de origem ou o desvio para um alternativo é mandatório.

A mobilização de viaturas do Corpo de Bombeiros na pista de Várzea Grande, observada pelos passageiros durante o pouso, é parte do protocolo padrão para situações de alerta (categoria alert one), que visa garantir prontidão total para qualquer cenário de risco após o toque na pista.

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A Azul não divulgou se a aeronave — que passou por vistoria técnica imediata — apresentou falhas de software, curto-circuito em um sensor específico ou se o alerta foi causado por alguma interferência externa na unidade de monitoramento.

O incidente destaca a sensibilidade dos sistemas de segurança das aeronaves modernas, que são calibrados para serem extremamente conservadores. Embora a indicação possa ter sido técnica, a decisão do comandante em retornar mantém o histórico de segurança da operação, priorizando o risco zero.

Os passageiros foram desembarcados e o fluxo no Marechal Rondon seguiu sem interferências, uma vez que o procedimento de pouso de emergência não comprometeu a infraestrutura de pista do terminal. A companhia segue com a apuração interna para identificar a causa raiz da falha de indicação.

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Mato Grosso

Bombeiros combatem 12 incêndios em diferentes regiões de Mato Grosso

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atua nesta sexta-feira (28) no combate a 12 ocorrências de incêndio distribuídas por 11 municípios do Estado. As equipes estão mobilizadas em Juína, Cáceres, Guiratinga, Chapada dos Guimarães, Alto Araguaia, Nossa Senhora do Livramento, Cocalinho, Novo Mundo, Paranatinga, Marcelândia e Várzea Grande.

Cáceres concentra dois focos de incêndio. Nas demais cidades, os bombeiros trabalham em uma ocorrência por município.

As ações incluem o combate direto às chamas, o monitoramento das áreas afetadas e a proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente. Conforme a necessidade, as equipes contam com o suporte do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar.

Focos de calor

Dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram 125 focos de calor registrados em Mato Grosso nas últimas 24 horas. A verificação foi realizada às 17h, com informações do satélite de referência Aqua Tarde.

Do total, 89 focos foram identificados no bioma Cerrado, 33 na Amazônia e três no Pantanal.

Também foram registrados 32 focos de calor em Terras Indígenas. A Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré, concentrou dez ocorrências, enquanto a Nambikwara, em Comodoro, teve sete. Outros quatro focos foram identificados na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças.

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As Terras Indígenas Parabubure, em Campinápolis; Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; e Ubawawe, em Novo São Joaquim, registraram dois focos cada. Também houve uma ocorrência nas terras Enawenê-Nawê, em Juína; Marechal Rondon, em Paranatinga; Roosevelt, em Rondolândia; Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; e Sararé, em Pontes e Lacerda.

O Corpo de Bombeiros alerta que a identificação isolada de um foco de calor não significa, necessariamente, a existência de um incêndio florestal. O registro indica apenas uma área com temperatura elevada detectada por satélite, que pode ou não estar relacionada ao fogo. Normalmente, um incêndio é confirmado quando há concentração de vários focos em uma mesma área.

No caso das Terras Indígenas, o combate aos incêndios é de responsabilidade dos órgãos federais, já que o Estado não possui autorização para atuar nesses locais.

Fiscalização

Além das ações de combate, o CBMMT monitora o uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho. O trabalho é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o auxílio de imagens de satélite e outras ferramentas tecnológicas, os bombeiros buscam identificar antecipadamente áreas com risco de incêndio ou locais onde o fogo tenha sido iniciado de forma ilegal. A operação também contribui para a responsabilização dos responsáveis pelas infrações.

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Incêndios extintos

Desde o início do período de proibição do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros já atuou na extinção de incêndios em Água Boa, Aripuanã, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari d’Oeste, Matupá, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a prática é proibida durante todo o ano.

Além de configurar crime ambiental, o uso irregular do fogo pode causar danos à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança da população. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros, e 190, da Polícia Militar.

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