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Mato Grosso

Alerta de fogo obriga avião fazer pouso de emergência no Aeroporto Marechal Rondon

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Um voo da empresa Azul, com destino a Viracopos (SP), foi obrigada a regressar ao Aeroporto Marechal Rondon menos de meia hora após a decolagem, acionando equipes de resgate após um alerta de incêndio na cauda da aeronave.

Apesar do susto, a inspeção realizada após o procedimento de aterrissagem, mostrou que não havia qualquer vestígios de combustão ou danos estruturais na seção traseira da aeronave como os sensores alertaram.

Segundo os técnicos o problema deve ter sido uma falha do sistema de detecção de incêndio, uma situação onde o sensor da aeronave envia um dado falso para o cockpit, obrigando o piloto a seguir o manual de segurança à risca, independentemente de haver fogo real ou não.

Em aviação, o procedimento para essa ocorrência é padronizado e não permite interpretações: em caso de indicação de fogo, o retorno ao aeroporto de origem ou o desvio para um alternativo é mandatório.

A mobilização de viaturas do Corpo de Bombeiros na pista de Várzea Grande, observada pelos passageiros durante o pouso, é parte do protocolo padrão para situações de alerta (categoria alert one), que visa garantir prontidão total para qualquer cenário de risco após o toque na pista.

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A Azul não divulgou se a aeronave — que passou por vistoria técnica imediata — apresentou falhas de software, curto-circuito em um sensor específico ou se o alerta foi causado por alguma interferência externa na unidade de monitoramento.

O incidente destaca a sensibilidade dos sistemas de segurança das aeronaves modernas, que são calibrados para serem extremamente conservadores. Embora a indicação possa ter sido técnica, a decisão do comandante em retornar mantém o histórico de segurança da operação, priorizando o risco zero.

Os passageiros foram desembarcados e o fluxo no Marechal Rondon seguiu sem interferências, uma vez que o procedimento de pouso de emergência não comprometeu a infraestrutura de pista do terminal. A companhia segue com a apuração interna para identificar a causa raiz da falha de indicação.

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Mato Grosso

PGR analisa denúncia contra o ex-governador Mauro Mendes

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Ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisam denúncia que aponta supostas irregularidades em contratos firmados entre o governo de Mato Grosso (durante a gestão Mauro Mendes) com o Banco Master.

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo na coluna Malu Gaspar, desta quarta-feira (24.06), a apuração mira o processo de credenciamento do sistema de crédito consignado “Credcesta”, vinculado à referida instituição financeira, para atender servidores estaduais de Mato Grosso em 2023.

A denúncia, que tramita sob sigilo, questiona a legalidade do processo de habilitação do sistema, que permitiu ao Banco Master operar na folha de pagamento do Executivo estadual durante a atual administração.

A peça protocolada junto ao Ministério Público Federal aponta possíveis vícios no edital de credenciamento. A suspeita é de que as exigências técnicas tenham sido desenhadas para favorecer a entrada do Credcesta, levantando dúvidas sobre a isonomia do processo frente a outros concorrentes do mercado. O caso integra um conjunto de apurações nacionais que buscam identificar se o Banco Master utilizou lobby para se inserir em administrações estaduais sob condições vantajosas.

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Embora o contrato pertença ao Estado, a investigação no STJ volta-se diretamente contra Mauro Mendes por ser o governador do Estado e, portanto, o chefe do Poder Executivo responsável pelas assinaturas e pelas diretrizes políticas que autorizaram o credenciamento em questão. O sigilo do processo, solicitado pela PGR, visa proteger as diligências iniciais que buscam confirmar se houve, de fato, a participação ou o conhecimento do gestor nas supostas irregularidades apontadas.

Procurado, o governo de Mato Grosso negou qualquer ilicitude. Em nota, a gestão Mauro Mendes afirmou que todos os procedimentos de credenciamento seguiram a legislação e passaram pelo crivo das instâncias técnicas da administração estadual, sem qualquer favorecimento a instituições financeiras. O Palácio Paiaguás reiterou que o Estado não foi notificado de qualquer inquérito formal e que o contrato com o Credcesta atende aos interesses dos servidores públicos por oferecer taxas competitivas.

Segundo a colunista de O Globo, Mendes é o segundo aliado de Jair Bolsonaro a entrar na mira da Justiça por atos relacionados ao Credcesta à frente de um governo estadual. O outro é Cláudio Castro (PL-RJ), que também renunciou ao cargo em março passado para concorrer ao Senado, mas desistiu após ser alvo de duas operações da Polícia Federal (PF), uma delas no âmbito do caso do Banco Master.

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