POLÍTICA NACIONAL
Girão elogia atuação do ministro André Mendonça no caso do Banco Master
Em pronunciamento feito por videoconferência nesta segunda-feira (22), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) elogiou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça nas investigações sobre o Banco Master. Mendonça é o relator do caso.
Girão lembrou que, na semana passada, a Segunda Turma do STF decidiu manter as prisões do pai e do primo de Daniel Vorcaro, que era o proprietário do Master — as prisões haviam sido determinadas por Mendonça.
O senador ressaltou que o pai e o primo de Vorcaro são acusados de participar de um grupo que ameaçava e intimidava pessoas.
— Prevaleceu o bom senso para que eles permanecessem presos. Nós estamos falando da maior fraude do sistema financeiro do planeta — declarou o senador.
Girão citou trechos do discurso de Mendonça — durante o julgamento feito pela Segunda Turma — no qual o ministro diz que no grupo de Vorcaro “há contornos de máfia, há contornos de crime organizado mafioso, [com] fuzis, metralhadoras, armas raspada e [infiltração] no sistema policial”.
— O ministro André Mendonça tem o meu mais profundo respeito — disse o senador, acrescentando que, “agora, milhões de brasileiros estão em oração por ele”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Projeto libera fundos de pensão de limite de juros em empréstimos
O Projeto de Lei 237/26 afasta o limite de juros para empréstimos dos fundos de pensão aos seus participantes. O texto em análise na Câmara dos Deputados impede a aplicação da Lei da Usura, que prevê taxa máxima de 12% ao ano.
Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT-PR), autor da proposta, a ideia é proteger as futuras aposentadorias. Ele afirma ainda que entidades fechadas de previdência complementar não buscam lucro, mas precisam rentabilizar os seus recursos.
Tadeu Veneri ressalta que, atualmente, a Justiça tem limitado os juros cobrados pelos fundos de pensão a 12% ao ano. Para ele, isso ameaça o equilíbrio dos planos de benefícios e pode resultar em contribuições extras dos participantes.
Alteração em lei
A proposta altera a Lei 14.905/24, que trata da aplicação de juros e correção monetária nos contratos, para incluir os fundos de pensão na lista de exceções à Lei da Usura. Hoje, bancos e outras instituições financeiras integram a relação.
“A submissão às restrições da Lei da Usura desvirtua a função institucional dessas entidades, inviabiliza a rentabilização dos ativos e reduz a capacidade de cumprir as metas atuariais”, diz Tadeu Veneri.
Próximos passos
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o texto terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Da Reportagem/RM
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados
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