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Educação Especial Inclusiva: não feche os olhos, apresente-se

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Por Antonio Joaquim

A construção de um sistema educacional verdadeiramente democrático exige a superação de paradigmas segregadores que, historicamente, afastaram milhares de estudantes do pleno convívio escolar. Nesse contexto, a Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva se consolida como um instrumento fundamental de promoção dos direitos humanos e da igualdade de oportunidades.

Mais do que garantir a presença física dos estudantes nas salas de aula regulares, a inclusão requer uma profunda transformação estrutural, pedagógica e cultural das escolas. Seu objetivo é assegurar acesso, permanência, participação e aprendizagem para todos, respeitando a diversidade humana.

A política de Educação Especial destina-se aos estudantes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista, outros transtornos do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Essas pessoas não devem ser definidas por suas limitações, mas reconhecidas por suas potencialidades. Cabe ao Estado e às instituições de ensino criar as condições necessárias para que elas se desenvolvam plenamente.

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) possui caráter complementar e suplementar, jamais substitutivo ao ensino regular. Realizado, preferencialmente, em salas de recursos multifuncionais no contraturno, ele fortalece a aprendizagem e preserva o convívio social, elemento essencial para a construção de uma cultura inclusiva.

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O maior desafio, contudo, está em transformar os avanços legais em realidade concreta. Isso exige investimentos contínuos na eliminação de barreiras arquitetônicas, na ampliação das tecnologias assistivas e na garantia de recursos adequados para as escolas. Igualmente indispensável é a formação continuada dos professores.

Capacitar educadores para elaborar estratégias individualizadas e desenvolver práticas colaborativas é condição essencial para que a inclusão aconteça de forma efetiva. Somente a combinação entre vontade política, investimento público e qualificação profissional permitirá transformar a inclusão de um princípio legal em um direito plenamente exercido.

Com esse propósito, o Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política de Educação (GAEPE-Brasil) e o GAEPE-MT, com a participação ativa do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT),  por meio da Comissão Permanente de Educação e Cultura (COPEC) e a parceria da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (ATRICON), do Instituto Rui Barbosa e do Instituto Articule, promoverão, em Cuiabá-MT, nos dias 17 e 18 de junho, no auditório do SENAI (Avenida XV de Novembro, bairro Porto), o SEMINÁRIO NACIONAL: EDUCAÇÃO ESPECIAL INCLUSIVA.

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O evento será um espaço de reflexão, diálogo e mobilização em defesa de uma educação mais justa, acessível e humana, em defesa de uma educação verdadeiramente inclusiva.

O convite está feito: não feche os olhos para quem mais precisa. Apresente-se.

Antonio Joaquim é conselheiro, ouvidor-geral e presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT).

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O cuidado ao paciente com asma e a urgência da qualificação farmacêutica

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Por Veridiana Galetti

A asma é muito mais do que um dado estatístico; é uma condição crônica que impacta diretamente a rotina e a qualidade de vida de milhões de pessoas. No mundo, mais de 260 milhões de indivíduos convivem com a doença. No Brasil, esse número chega a cerca de 20 milhões de asmáticos. O dado mais alarmante, contudo, é que milhares de internações ainda ocorrem todos os anos — e grande parte delas poderia ser evitada com acompanhamento adequado e uso correto dos medicamentos.

Mesmo com tratamentos modernos e eficazes disponíveis, o controle da asma ainda está longe do ideal para muitos pacientes. A dificuldade no uso correto dos dispositivos inalatórios (as conhecidas “bombinhas”), a baixa adesão ao tratamento preventivo e a desinformação são fatores determinantes para crises frequentes, atendimentos de urgência e impactos físicos e emocionais significativos.

Nesse cenário, o farmacêutico assume um papel estratégico e essencial. Trata-se, muitas vezes, do profissional de saúde mais acessível à população. Sua atuação vai muito além da dispensação de medicamentos: envolve escuta qualificada, educação em saúde, acompanhamento clínico e o suporte necessário para que o paciente compreenda e siga corretamente seu tratamento.

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No entanto, para que esse cuidado seja efetivo, a qualificação contínua deixa de ser um diferencial e passa a ser uma necessidade urgente. E é justamente para atender a essa demanda que surge uma iniciativa que merece ampla divulgação.

O Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso (CRF-MT), em parceria com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), está oferecendo um curso gratuito voltado para farmacêuticos e acadêmicos, com foco no cuidado farmacêutico à pessoa com asma. A capacitação alia conhecimento técnico à prática clínica, preparando o profissional para atuar com mais segurança, autonomia e impacto real na vida dos pacientes.

Mais do que um curso, essa é uma oportunidade de fortalecimento da atuação farmacêutica. Ao dominar aspectos como técnica inalatória, adesão ao tratamento e acompanhamento do paciente, o farmacêutico se torna protagonista na redução de crises, internações e complicações.

Inscrições abertas: As inscrições já estão disponíveis e podem ser realizadas pelo portal Edufarma no link: edufarma.cff.org.br

Falar sobre o cuidado ao paciente asmático é reconhecer que o conhecimento, aliado à prática humanizada, transforma realidades. Investir nessa capacitação gratuita é investir diretamente na saúde e na qualidade de vida da população.

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O conhecimento está acessível. O próximo passo depende de você.

Veridiana Galetti é farmacêutica, com pós-graduação em Farmácia Clínica e Estética, MBA em Auditoria e Faturamento em Farmácia Hospitalar pela Unyleya e especialização em Farmácia Hospitalar pelo Instituto Sírio-Libanês. Atualmente, é presidente do CRF-MT.

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