POLÍCIA
Operação investiga grupo que criava fotos pornográficas com IA de alunas do IFMT
A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira, a Operação Máxima Proteção, com o objetivo de desmantelar uma associação criminosa especializada na produção, armazenamento e comercialização de conteúdos pornográficos falsos de adolescentes. A ação policial cumpriu três ordens judiciais nas cidades de Juína e Sinop, em Mato Grosso, e em Cacoal, no estado de Rondônia. O grupo utilizava ferramentas de inteligência artificial para realizar montagens realistas a partir de fotos reais das vítimas.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Juína, tiveram início após a identificação de quatro alunos de uma escola particular do município suspeitos de envolvimento no esquema. Com o aprofundamento das apurações, os policiais constataram que adultos também participavam das atividades ilícitas, o que motivou a abertura de um inquérito policial detalhado. Até o momento, os investigadores identificaram cerca de 30 vítimas na região de Juína, a maioria delas adolescentes matriculadas em duas instituições de ensino privadas e no Instituto Federal de Mato Grosso.
De acordo com o inquérito, os investigados agiam de maneira organizada e com divisão de tarefas. Eles utilizavam softwares de manipulação digital para criar imagens e vídeos falsos de teor sexual com alta aparência de realidade, dificultando a percepção da fraude. Os arquivos eram guardados em dispositivos físicos e em contas de armazenamento em nuvem, sendo posteriormente distribuídos e comercializados.
A polícia descobriu que dois adolescentes de 15 anos faziam a exploração financeira do material, cobrando valores que variavam de R$ 30 por imagem a até R$ 120 por vídeo. A análise das transações bancárias confirmou a movimentação financeira ilegal, registrando depósitos frequentes de diversos remetentes compatíveis com os valores cobrados. O alcance do grupo era interestadual, com compradores identificados em estados como Minas Gerais, Pará, Rondônia, Tocantins e Bahia. Para atrair clientes e divulgar o material, os suspeitos criavam perfis falsos com identidades femininas nas redes sociais, utilizando principalmente o Facebook.
No estado vizinho de Rondônia, os policiais civis de Juína, com o suporte da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cacoal e do Núcleo de Inteligência local, cumpriram um mandado de busca e apreensão contra um jovem de 20 anos, suspeito de integrar o esquema. Os envolvidos na organização criminosa poderão responder pelos crimes previstos no Artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente, além de outras infrações penais que possam ser constatadas até a conclusão do caso.
Segundo o delegado Jean Andrade Araújo, a Operação Máxima Proteção demonstra a atuação firme da instituição contra crimes tecnológicos voltados à exploração de menores. A autoridade policial ressaltou que a ação evidencia a necessidade de debater e conscientizar a sociedade sobre os perigos e as implicações jurídicas do uso indevido e criminoso de tecnologias de manipulação digital.
POLÍCIA
Delegado detalha Operação Libertas e revela que 27 comércios pagavam taxa a facção
A Polícia Civil apresentou nesta quarta-feira (29) os detalhes da Operação Libertas, deflagrada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum para desarticular um esquema de extorsão contra comerciantes do município. Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Nova Mutum e Cuiabá.
O delegado Jean Paulo Ferreira, responsável pelas investigações, afirmou que até o momento foram identificados 27 estabelecimentos comerciais que faziam pagamentos mensais ao grupo criminoso, com valores entre R$ 150 e R$ 300. A cobrança era feita sob ameaça, por telefone ou presencialmente.
Segundo o delegado, as vítimas estão espalhadas por diversos bairros da cidade. Ele também revelou que nem todos os pagamentos ocorriam sob coação direta. “Conseguimos identificar também que, por vezes, alguns comerciantes eram vítimas de ameaça, mas também identificamos alguns estabelecimentos que pagam por amizade com membros faccionados. Essas condutas serão devidamente individualizadas no inquérito policial e aqueles que fazem esse pagamento de livre e espontânea vontade serão, sim, investigados também por financiamento de organização criminosa”, explicou.
Jean Paulo reforçou o pedido para que comerciantes que tenham sido vítimas do esquema procurem a Polícia Civil. Ele lembrou que, desde que assumiu a Derf de Nova Mutum no ano passado, buscou alertar representantes do comércio sobre a prática criminosa.
O delegado fez ainda um alerta sobre golpes aplicados por criminosos que se passam por integrantes de facções para extorquir dinheiro. “Ocorre muito estelionato com esse tipo de situação. Às vezes, o estelionatário liga para o estabelecimento fingindo ser membro de facção e pede dinheiro. Por vezes, esse comerciante fica temeroso e acaba pagando para um estelionatário, fazendo um pagamento mensal indevido. Por isso, é importante nos procurar para que a gente dê o encaminhamento adequado e possa prender esses criminosos”, alertou.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas do esquema de extorsão em Nova Mutum.
*Com informações do Só Noticias
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