cultura
Artesanato indígena de Mato Grosso vira destaque nacional na Bienal de São Paulo
O artesanato indígena de Mato Grosso se tornou um dos destaques da 22ª edição do Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, realizado no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, de 13 a 17 de maio. Em apenas um dia de evento, bancos esculpidos em madeira produzidos pelo artesão indígena Peti Waura movimentaram R$ 68 mil em vendas e encomendas durante uma rodada voltada a arquitetos, decoradores e lojistas de várias regiões do país.

A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de sete municípios
Mato Grosso participa da feira em dois espaços distintos dentro do evento, um no estande institucional dos Estados brasileiros, com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), e outro do Sebrae/MT, que acompanha os artesãos durante toda a programação. A delegação mato-grossense reúne 11 artesãos individuais, associações e núcleos produtivos de municípios como Cuiabá, Tangará da Serra, Nova Mutum, São José do Rio Claro, Santo Antônio de Leverger, Gaúcha do Norte e Paranatinga.
Além das esculturas indígenas, o Estado levou ao evento peças em cerâmica, sementes, madeira, reciclagem e outras tipologias que representam diferentes regiões e culturas mato-grossenses. Segundo a coordenadora de Artesanato da Sedec, Lourdes Josafa Sampaio, a participação no salão é estratégica para ampliar mercado, fortalecer comunidades e mostrar o potencial econômico do artesanato produzido no Estado.
Ela explica que a presença de Mato Grosso em um dos maiores eventos do segmento no país também demonstra como o artesanato tem se transformado em oportunidade de negócios para comunidades indígenas e pequenos produtores do interior.
“O artesanato indígena tem uma aceitação enorme. Ontem, um dos nossos artesãos vendeu sozinho R$ 68 mil em bancos diretamente da aldeia dele para arquitetos e lojistas. Isso mostra a força do artesanato mato-grossense e como essas comunidades conseguem transformar cultura em renda e empreendedorismo”, afirmou.
Lourdes também destacou que o apoio do Governo do Estado é fundamental para garantir que os artesãos consigam participar de feiras nacionais, já que os custos logísticos dificultariam a presença sem suporte institucional.
Segundo ela, o Governo Federal disponibiliza os espaços expositivos, mas cabe aos Estados oferecer estrutura, transporte e apoio operacional para que os artesãos consigam levar seus produtos até os grandes centros consumidores.
“Sem o apoio do Governo do Estado muitos deles jamais conseguiriam estar aqui. São comunidades indígenas e artesãos de municípios distantes, que precisam dessa estrutura para apresentar seus produtos e fazer negócios em um evento nacional como esse”, ressaltou.
Morador da Aldeia Álamo, em Paranatinga, Peti Waura trabalha há mais de 20 anos com esculturas em madeira. Cada banco produzido leva cerca de uma semana para ficar pronto e pode custar entre R$ 800 e R$ 5 mil. O artesão conta que começou a esculpir ainda na infância e hoje já ensina o filho a continuar o trabalho artesanal da família.
A participação na feira em São Paulo, segundo ele, representa não apenas oportunidade de venda, mas também reconhecimento do trabalho produzido dentro da aldeia.
“Desde criança eu trabalho esculpindo madeira. Hoje fico muito feliz vendo minhas peças sendo valorizadas aqui. Tem muitos clientes, arquitetos e decoradores comprando meu trabalho”, relatou.
A ceramista Valéria Menezes participa pela primeira vez da feira em São Paulo e também comemora os resultados obtidos durante o evento. Há 19 anos trabalhando com cerâmica, ela afirma que a presença em feiras nacionais é essencial para ampliar a visibilidade do trabalho artesanal mato-grossense.
Para a artesã, o apoio institucional faz diferença justamente porque permite que os produtos cheguem a novos públicos e mercados consumidores.
“Esse incentivo é muito importante porque não tem como o cliente conhecer nosso trabalho sem mostrar. Estar aqui está sendo muito importante para mim. Estou vendendo bem e sendo muito elogiada”, disse.
O Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras reúne mais de 700 artesãos de 26 Estados e do Distrito Federal. A expectativa da organização é superar os R$ 4,7 milhões em negócios registrados na edição anterior.
cultura
XVIII Mostra de Dança de Mato Grosso encerra edição com grande participação do público
A dança vai muito além do palco — ela é conhecimento, troca e evolução. E foi com esse propósito que a XVIII Mostra de Dança de Mato Grosso realizou mais uma edição de sucesso, reunindo artistas, estudantes e profissionais em uma programação diversificada e formativa.
Neste ano, o evento se destacou pela qualidade das atividades propostas, que incluíram palestras, oficinas e espetáculos, promovendo além das apresentações, mas também o desenvolvimento técnico e artístico dos participantes.
A programação contemplou ações formativas com foco no aprimoramento profissional, como a palestra “Elaboração de Projetos Culturais na Prática”, realizada no dia 14 de maio, e “Biomecânica na Dança”, ministrada por Harry Gavlar (SP), no dia 15 de maio.
As oficinas exclusivas, voltadas para bailarinos e diretores participantes da Noite de Divertissement, proporcionaram momentos intensos de aprendizado com profissionais de destaque. Harry Gavlar, bailarino do Theatro Municipal de São Paulo, fisioterapeuta e especialista no método Gyrotonic®, conduziu aulas de ballet clássico e contemporâneo nos dias 15 e 16 de maio. Já Emily Brito (MT), bailarina internacional, coreógrafa e professora, ministrou oficinas de dança oriental árabe, ampliando a diversidade de linguagens presentes no evento.
As apresentações artísticas acontecem no Cine Teatro Cuiabá, reunindo público e artistas em noites memoráveis. No dia 16 de maio, a Noite Especial – Divertissementleva ao palco grupos e escolas convidadas de Cuiabá e Municípios de mato Grosso.
Já no dia 17 de maio, o emocionante espetáculo “The Fairy Doll” volta em cena contando com a participação de bailarinos convidados de São Paulo: Stephanie Caldarella, Micael Hurtado e Gustavo Ribeiro.
Com caráter social, a XVIII Mostra de Dança de Mato Grosso também reafirmou seu compromisso com a comunidade, promovendo o acesso à cultura aliado à solidariedade. A entrada no teatro foi realizada mediante a doação de um pacote de fraldas infantis.
A iniciativa mobiliza o público e participantes, transformando a arte em um instrumento de impacto social concreto. As doações arrecadadas serão destinadas a famílias e instituições que necessitam de apoio, ampliando o alcance do evento para além do palco.
Dessa forma, a Mostra não apenas celebra a dança, mas também fortalece valores como empatia, responsabilidade social e cidadania, evidenciando o papel transformador da cultura na sociedade.
Ao longo de toda a programação, a Mostra reafirma seu papel como espaço de formação, intercâmbio e valorização da dança em Mato Grosso. Mais do que apresentações, o evento proporcionou conexões, aprendizado e inspiração, fortalecendo a cena cultural local.
A XVIII Mostra de Dança de Mato Grosso se encerra com o sentimento de missão cumprida e com a certeza de que a dança segue transformando vidas — dentro e fora do palco.
Realização:
Companhia das Artes e Associados – CIDARTA
Parceria Institucional:
Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT)
Apoio Cultural:
Goiabeiras Shopping
Sebrae Goiabeiras
Cine Teatro Cuiabá
Instituto Canópus
Informações para a imprensa:
Telefone: (65) 99943-7748/ 99923-4545
Instagram: @cidartaoficial
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