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Justiça prorroga investigações contra deputado e vereador
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu ampliar por mais 90 dias o prazo das investigações da Operação Emenda Oculta, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo parlamentares e dirigentes de institutos sociais no estado. A prorrogação foi autorizada pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, após pedido formal do Ministério Público Estadual (MPE).
Segundo o MPE, o caso apresenta alto grau de complexidade e ainda demanda aprofundamento das diligências em andamento. Entre os investigados estão o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo), seu irmão e vereador de Cuiabá, Cezinha Nascimento (Novo), o empresário João Nery Chiroli, além da presidente do Instituto Social Mato-Grossense (Ismat), Samara Regina Lucas Barbosa; do presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace), Alex Jony Silva; e do assessor da Assembleia Legislativa, João Batista de Almeida e Silva.
Movimentações financeiras atípicas motivaram abertura do inquérito
A operação foi deflagrada com base em relatórios de inteligência financeira que identificaram movimentações consideradas suspeitas. Informações do Coaf apontaram saques expressivos em espécie — como retiradas de R$ 250 mil, R$ 350 mil e R$ 120 mil em curtos intervalos — atribuídos a pessoas ligadas à empresa Chiroli Esportes (Sem Limite Esporte e Eventos Ltda.), pertencente a João Chiroli.
Além dos saques volumosos, os relatórios sugerem circulação de dinheiro vivo entre os investigados e possível utilização dos institutos sociais como intermediários no desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares.
Diligências exigem mais tempo, afirma magistrada
Na decisão, a desembargadora destacou que a extensão do prazo é essencial diante do número de investigados, do volume de documentos coletados e da necessidade de cruzamento de dados bancários, fiscais e societários.
Juanita Cruz afirmou que, até o momento, há apenas indícios iniciais e que a investigação busca esclarecer a origem e o destino dos valores, sem qualquer conclusão sobre culpabilidade.
Ela também ressaltou que medidas cautelares recentemente autorizadas — como o afastamento de sigilos bancário e fiscal — ainda dependem do envio de informações por diferentes órgãos, o que justifica a continuidade das apurações.
A operação
As suspeitas apontam que recursos oriundos de emendas parlamentares eram repassados à empresa Chiroli Esportes e, posteriormente, devolvidos parcialmente aos parlamentares responsáveis pelas indicações.
Na deflagração da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em residências, veículos e estabelecimentos ligados aos investigados. Na casa dos irmãos Nascimento, a polícia encontrou aproximadamente R$ 200 mil em espécie, além de aparelhos celulares, notebooks e documentos que, segundo a investigação, podem contribuir para a elucidação do caso.
Os investigados tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados, além de bloqueio judicial de bens e valores.
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