cultura
Exposição em homenagem à Osvaldina dos Santos segue em cartaz na Galeria Lava Pés
Segue em cartaz na Galeria Lava Pés, em Cuiabá, a exposição coletiva em homenagem à artista e professora Osvaldina dos Santos, falecida em 2010 e amplamente reconhecida por sua significativa contribuição à cultura e às artes no Estado de Mato Grosso. A visitação é gratuita e pode ser realizada de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Com pinturas inspiradas no legado, na sensibilidade e na trajetória da homenageada, a exposição é composta por obras de Albina dos Santos, Adão Domiciano, Ari Carvalho, Bia Pinheiro, Cam Pére, Carlos Bosquê, Carlos Pina, Cleiton Matos, Clóvis Moura, Day Trindade, Elieth Gripp, Ellém Pelliciari, Gervane de Paula, Marcela Lopes, Nana, Linalva Alves, Marlene Kirchesch, Rimaro, Roberto Jorge, Rosylene Pinto, Rita Ximenes, Sofia Pinheiro, Télio Fernandes, Thelma Foster, Valdecy Feliciano, Vicente Paulo e Victor Hugo dos Santos.
Os trabalhos dos 27 artistas promovem um diálogo entre a produção contemporânea e a memória artística de Osvaldina, demonstrando sua importância como referência para novas gerações.
Com curadoria de Ari Carvalho, Bia Pinheiro e Albina dos Santos, filha da artista, a exposição propõe uma abordagem sensível que articula memória, história e criação artística atual. A participação de Albina na curadoria contribui para o fortalecimento do vínculo entre a obra de Osvaldina e sua permanência no cenário cultural mato-grossense.
A visitação é gratuita durante todo o período expositivo e inclui ações de mediação cultural, produção de catálogo e atividades educativas voltadas ao público. Além de valorizar a trajetória da artista homenageada, a iniciativa incentiva a produção artística contemporânea e fortalece o circuito das artes visuais em Mato Grosso.
Sobre a artista
Osvaldina dos Santos teve uma trajetória relevante nas artes visuais. Em Cuiabá, iniciou sua produção artística em 1978, ao frequentar o Ateliê da Fundação Cultural, espaço em que também atuou como orientadora na década de 1980, contribuindo para a formação de novos artistas.
Sua trajetória inclui a participação em importantes exposições, como o Jovem Arte Mato-Grossense, o Salão Nacional de Artes Plásticas, o Salão de Artes Plásticas de Mato Grosso do Sul, a Bienal de Maringá, entre outras.
Galeria Lava Pés
A Galeria de Artes Lava Pés é um equipamento cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Sece-MT), localizado no piso térreo da sede da Pasta Estadual, na Rua José Monteiro de Figueiredo (Lava Pés), 510, Duque de Caxias, em Cuiabá.
O espaço possui 350 metros quadrados de área e está equipado para receber exposições nos mais variados suportes, de telas a esculturas e videoinstalações, entre outros. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
cultura
Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira
A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.
Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.
A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.
Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.
Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.
Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.
A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.
A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.
Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.
Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.
Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”
“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.
E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”
SERVIÇO
Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros
Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato
Período: 7 a 21 de junho de 2026
Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
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