Saúde
Saúde Mental: empresas entram na reta final de adaptação à NR 1
Para a psicóloga especialista em Saúde Mental no Trabalho e NR 1, Alaíde Bruno, o empregador não deve deixar para a última hora. “Não vale a pena esperar a chegada de maio para começar. Quando a empresa se antecipa, ela consegue cuidar melhor da saúde mental no trabalho e criar benefícios reais para os funcionários e para a própria organização”, afirma a profissional.
Segundo Alaíde, o avanço da NR 1 ajuda a colocar a saúde mental no trabalho no centro da gestão, e não apenas em ações isoladas de bem-estar. “Campanhas internas, palestras e iniciativas de acolhimento podem ser positivas, mas elas precisam conversar com a realidade do trabalho. O ponto central é olhar para como as atividades são organizadas, como as metas são definidas, como a liderança atua, qual é o nível de suporte oferecido e como a comunicação acontece no dia a dia”, explica.
A nova redação da NR 1 determina que o gerenciamento de riscos ocupacionais abranja os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho, com identificação de perigos, avaliação de riscos, definição de medidas de prevenção, acompanhamento e registro do processo. O MTE também orienta que essa implementação seja articulada com a NR 17, Norma Regulamentadora de Ergonomia, a partir da avaliação das condições reais de trabalho.
Na avaliação da especialista, empresas que começam esse movimento agora ganham tempo para mapear fragilidades, organizar planos de ação e envolver áreas estratégicas como Recursos Humanos, Segurança e Saúde no Trabalho, Jurídico e Comunicação Interna. “A adequação pode ser vista como uma oportunidade de amadurecimento organizacional. Quando o cuidado com a saúde mental é tratado com método, a empresa fortalece sua cultura, apoia melhor suas lideranças e constrói um ambiente mais saudável, produtivo e sustentável”, diz.
Alaíde ressalta que a prevenção bem conduzida beneficia as pessoas e o negócio ao mesmo tempo. “O trabalhador percebe quando existe coerência entre discurso e prática. E a empresa também sente esse efeito em clima organizacional, confiança, engajamento, qualidade das relações de trabalho e produtividade”, conclui.
Saúde
Giovani Mendes chama atenção para sequelas neurológicas de acidentes
O Brasil registrou, em 2025, 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais, que resultaram em 6.044 mortes e 83.483 feridos
A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia está promovendo a campanha Maio Amarelo, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção de acidentes de trânsito. Em 2026, o lema da campanha é: ‘Neurocirurgia pode salvar, mas prevenir acidentes é melhor’.
“A iniciativa busca alertar sobre os riscos de lesões na cabeça e na coluna, frequentemente causadas por acidentes de trânsito, reforçando a adoção de comportamentos seguros que podem salvar vidas”, explica o neurocirurgião Dr. Giovani Mendes.
O médico destaca que os acidentes de trânsito continuam entre as principais causas de lesões cerebrais e da coluna no Brasil, muitas delas com impacto irreversível na vida dos pacientes. “Por isso, nós, da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, chamamos a atenção para a gravidade desses traumas, reforçando a importância de medidas preventivas diante de um cenário cada vez mais preocupante no Brasil.”
A campanha chama atenção para o fato de que o cérebro e a coluna são estruturas extremamente sensíveis e que um impacto mais intenso pode causar desde concussões até lesões irreversíveis. Em casos de trauma medular, por exemplo, o paciente pode evoluir para paraplegia ou tetraplegia.
“O que vemos nos hospitais são histórias que poderiam ter sido evitadas. Muitas vezes, são pacientes jovens, economicamente ativos, que passam a conviver com sequelas graves após um acidente”, alerta o neurocirurgião.
Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que, em 2025, foram registrados 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais, com 6.044 mortes e 83.483 feridos.
Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 449 milhões, em 2024, com internações de vítimas de acidentes de trânsito no Brasil.
Dr. Giovani aponta que pequenas atitudes fazem toda a diferença no trânsito, como o uso do cinto de segurança; não usar celular enquanto dirige; respeitar os limites de velocidade; e usar capacete e outros meios de proteção ao pilotar motocicletas.
Maio Amarelo
O Maio Amarelo foi criado pela Organização das Nações Unidas, em 2011, com o objetivo de promover a reflexão em todo o mundo sobre ações que possam tornar o trânsito mais seguro. O amarelo simboliza atenção e também a sinalização de advertência no trânsito.
-
caceres7 dias atrásEmoção marca despedida do suboficial Clímaco da Agência Fluvial de Cáceres
-
tce mt4 dias atrásTribunal de Contas entrega mais 453 certificados e se aproxima de 800 alunos formados no MBA em Gestão de Cidades
-
Mato Grosso4 dias atrásPivetta cobra e construtoras firmam pacto para concluir trecho do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande
-
sorriso4 dias atrásSérgio Ricardo destaca Sorriso como referência para o Plano Mato Grosso 2050 e defende gestão voltada às pessoas
-
Educação4 dias atrásUnemat abre 1.098 vagas para ingresso em cursos
-
TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT5 dias atrásJúri de investigador da Polícia Civil acusado de matar policial militar começa hoje
-
POLÍTICA NACIONAL4 dias atrásEmenda Constitucional 120 completa quatro anos reafirmando valorização de agentes de saúde
-
cultura4 dias atrásCoro Experimental MT apresenta “Um Ney para Cada Um” no Cine Teatro Cuiabá



