AGRO & NEGÓCIO
Exportações do agro batem recorde histórico e somaram quase R$ 98 bilhões
As exportações do agronegócio de Minas Gerais atingiram um patamar histórico em 2025, impulsionadas principalmente pela valorização das commodities e pela diversificação de mercados. Dados do Boletim Logístico – Ano IX, janeiro de 2026, divulgado nesta segunda-feira (26.01) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostram que o setor somou R$ 97,7 bilhões em vendas externas entre janeiro e novembro, alta de quase 13% em relação ao mesmo período de 2024, quando a receita foi de R$ 92,3 bilhões.
O resultado consolida o maior valor já registrado desde o início da série histórica, em 1997, segundo a estatal. Mesmo com recuo no volume total embarcado, que caiu 6,6%, para 15,3 milhões de toneladas, a combinação entre preços internacionais mais elevados e qualidade dos produtos garantiu o avanço da receita.
O café manteve a liderança absoluta da pauta exportadora e foi o principal responsável pelo desempenho recorde. A receita do produto alcançou R$ 54,9 bilhões, crescimento de 41% em relação ao ano anterior, mesmo com queda de 12,5% no volume exportado. O movimento foi sustentado pela forte valorização do preço médio internacional, que saltou de R$ 22,7 mil para R$ 36,7 mil por tonelada, refletindo a restrição da oferta global e a demanda aquecida.
Na sequência aparece o complexo soja, com R$ 15,1 bilhões em exportações e volume de 7 milhões de toneladas. O segmento, no entanto, enfrentou um ambiente menos favorável, marcado por demanda internacional mais moderada e preços globais em queda ao longo do ano, o que limitou o crescimento da receita. Já o setor sucroalcooleiro somou R$ 10,3 bilhões, impactado por ajustes de mercado e perda de competitividade frente a outros exportadores.
A diversificação da pauta e dos destinos segue como uma das marcas do agro mineiro. Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 643 produtos agropecuários foram exportados para 177 países em 2025, reforçando a resiliência do setor diante das oscilações do comércio internacional.
No segmento de proteínas animais, o desempenho também foi positivo. As exportações de carnes bovina, suína e de frango renderam R$ 9,2 bilhões, alta de 7% na comparação anual, com embarques de 463 mil toneladas. A carne bovina liderou o avanço, beneficiada por preços firmes e pela demanda externa, especialmente em mercados que buscam fornecedores com padrões sanitários mais elevados.
Os dados reforçam o papel do agronegócio como pilar da economia mineira e mostram que, mesmo em um cenário de volatilidade global, o Estado conseguiu ampliar receitas ao capturar valor por meio de preços, qualidade e diversificação — uma estratégia que tende a ganhar ainda mais relevância em 2026.
Fonte: Pensar Agro
AGRO & NEGÓCIO
Mato Grosso lidera balança comercial brasileira com saldo de US$ 27,49 bilhões
Mato Grosso consolidou sua posição de destaque no cenário econômico nacional, encerrando o ano de 2025 na liderança da balança comercial brasileira. O estado alcançou um saldo comercial expressivo de US$ 27,49 bilhões, o que representa uma participação notável de 40,25% no saldo total do país.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e compilados pelo DataHub da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) de Mato Grosso, confirmando o excelente desempenho do estado no comércio exterior.
Ao longo de 2025, as exportações mato-grossenses atingiram a marca de US$ 30,11 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 2,62 bilhões. Com isso, as exportações foram responsáveis por impressionantes 92% da corrente de comércio exterior do estado, com as importações representando os 8% restantes.
Apesar da forte atuação no mercado externo, Mato Grosso manteve uma participação modesta de 0,94% no total das importações realizadas pelo Brasil no período. Entre os principais produtos importados pelo estado, destacam-se os fertilizantes potássicos, com US$ 634,41 milhões, seguidos pelos fertilizantes azotados, que totalizaram US$ 578,74 milhões, e inseticidas, rodenticidas e fungicidas, com US$ 370,42 milhões.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o resultado da balança comercial em 2025 é um reflexo direto da sinergia entre a vocação produtiva do estado e as políticas públicas implementadas. “Esse desempenho é fruto da capacidade de Mato Grosso em produzir aquilo que o mundo demanda, aliada ao esforço conjunto do poder público e da iniciativa privada”, afirmou Miranda.
O secretário ainda ressaltou o papel do governo na criação de um ambiente favorável aos negócios. “O Estado tem atuado para criar um ambiente favorável aos negócios, ampliar a competitividade e apoiar o setor produtivo, o que se traduz em resultados expressivos no comércio exterior e no fortalecimento da economia mato-grossense”, concluiu. A liderança de Mato Grosso na balança comercial sublinha a relevância do agronegócio e a eficácia das estratégias voltadas para a inserção dos produtos estaduais no mercado global.
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