Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Homem que matou mulher e arrastou corpo é condenado a 19 anos

Publicados

em

Wellington Honorato dos Santos, durante sua prisão. Bruna de Oliveira (no detalhe)

Wellington Honorato dos Santos foi sentenciado a 19 anos e dois meses de prisão nesta terça-feira (27) pelo assassinato brutal de Bruna de Oliveira, de 24 anos, ocorrido em junho de 2024. O julgamento, realizado no Fórum de Sinop (a 490 km de Cuiabá), resultou na condenação por homicídio qualificado, após o réu ter assassinado a vítima e, em seguida, arrastado seu corpo por cerca de 400 metros com o auxílio de uma motocicleta, antes de abandoná-lo em uma valeta.

O crime, que chocou a comunidade local, teve como pano de fundo uma discussão por um ventilador em uma residência no bairro Parque das Araras. Wellington Honorato foi preso um dia após o ocorrido, na cidade de Nova Maringá.

O julgamento, que teve início pela manhã, contou com a participação remota do réu, que se encontra detido na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá. A decisão de mantê-lo afastado de Sinop foi tomada por questões de segurança, devido ao seu pertencimento a um grupo criminoso rival ao dominante na cidade, conforme informações do judiciário.

Leia mais:  Agamenon e Antônio Horácio assumem como desembargadores do TJ nesta sexta-feira

A sessão foi presidida pelo juiz Walter Tomaz da Costa, com a atuação do promotor Herbert Dias Ferreira na acusação e do advogado João Francisco de Assis Neto na defesa.

A narrativa da acusação e defesa

Durante os debates, o Ministério Público sustentou a qualificação do homicídio, enfatizando a futilidade do motivo – uma discussão sobre um ventilador – e a crueldade do ato. O promotor destacou a vulnerabilidade de Bruna, mãe de três filhas, e as inconsistências nos depoimentos do réu, que teria tentado limpar a cena do crime e alterado sua versão dos fatos diversas vezes. “A vida de uma pessoa vale menos que R$ 300? Menos que um ventilador?”, questionou o promotor, sublinhando o impacto da tragédia sobre os filhos da vítima. A perícia técnica apresentada pela acusação confirmou a ocultação do cadáver e a natureza dos ferimentos, incluindo a degola.

Por outro lado, a defesa de Wellington Honorato admitiu a autoria do crime, mas buscou desqualificar o motivo fútil e pedir proporcionalidade na pena. O advogado argumentou que o réu estava sob efeito de drogas no momento do crime e agiu por medo de Bruna, que, segundo ele, teria ligações com facções criminosas e o ameaçado. A defesa contestou a versão de que a degola teria sido feita com faca, sugerindo que o ferimento poderia ter sido causado pela queda da moto. O advogado também ressaltou que a vítima tinha histórico de tentar entrar com drogas em presídio e que, embora não justificasse o ato, a condição do réu precisava ser considerada. “Não estou dizendo que ela concorreu, mas havia um motivo”, afirmou a defesa, solicitando um julgamento justo e digno para o réu, apesar da barbárie do crime.

Leia mais:  1ª Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa terá mutirão em Cuiabá e Várzea Grande

Wellington Honorato, durante seu depoimento, emocionou-se e expressou arrependimento, pedindo perdão à família de Bruna e afirmando que “tem que pagar pelo que fez”. Ele negou ser membro de facções criminosas, mas relatou ter se sentido ameaçado pela vítima, que teria mencionado ligações com o PCC.

A sentença proferida pelo júri ainda cabe recurso.

Propaganda

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

1ª Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa terá mutirão em Cuiabá e Várzea Grande

Publicados

em

A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) realizou nesta segunda-feira (27), reunião de alinhamento com as instituições parcerias que participarão da 1ª edição da Semana da Documentação Básica da Pessoa Idosa. O encontro híbrido, pela plataforma Microsoft Teams e na sala de reuniões da Corregedoria, definiu detalhes operacionais para a mobilização, que ocorrerá de 14 e 18 de setembro em Cuiabá e Várzea Grande.

Instituído pelo Provimento TJMT/CGJ nº 18/2026-GAB-CGJ, a iniciativa promoverá a cidadania documental, a inclusão social e a ampliação do acesso a direitos da pessoa idosa em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas acolhidas em instituições de longa permanência, casas-lares, abrigos e demais serviços de acolhimento.

Durante o encontro, conduzido pela juíza auxiliar da Corregedoria, Myrian Pavan Schenkel, foram definidos os últimos ajustes para a execução da ação, como a definição dos locais de atendimento: Ganha Tempo da Av. Ipiranga, em Cuiabá e o Centro de Convivência Vovó Zeid, em Várzea Grande, a logística de atendimento, o fluxo de cadastramento prévio, a divisão de responsabilidades entre os parceiros e a organização dos serviços que serão disponibilizados durante o mutirão.
“Estamos organizando cada etapa da ação para que os atendimentos ocorram de forma integrada. O cadastramento prévio permitirá identificar a necessidade de cada pessoa idosa antes do mutirão, direcionando os serviços e garantindo mais agilidade e efetividade no atendimento”, pontuou a juíza auxiliar.
Entre os serviços previstos estão a emissão de segundas vias de certidões, regularização de CPF, emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e encaminhamento para benefícios assistenciais e previdenciários.
Participaram da reunião a titular do Cartório de Notas e Registro Civil do Coxipó do Ouro e representante da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de Mato Grosso (Arpen-MT), Larissa Aguida Vilela Pereira de Arruda, além de representantes da Comissão de Atenção à Pessoa Idosa do Poder Judiciário de Mato Grosso, da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), das Secretarias Municipais de Assistência Social de Cuiabá e Várzea Grande, Receita Federal.

 

Leia mais:  Agamenon e Antônio Horácio assumem como desembargadores do TJ nesta sexta-feira
Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana