cultura
23º Festival de Cinema de Cuiabá será lançado nesta quinta
Com o tema “Migração – mobilidade humana e mudanças climáticas”, o 23º Festival de Cinema de Cuiabá – CINEMATO, será lançado nesta quinta-feira (05.01), com as inscrições de filmes de Curta e Longa-Metragem, a partir de meio-dia até 27 de fevereiro. O CINEMATO é o maior movimento do cinema mato-grossense, reconhecido como um dos mais importantes Festivais do audiovisual do Brasil e pretende trazer, em 2026, filmes que são reflexo da migração. Mais do que um deslocamento geográfico, uma narrativa tecida por fios de esperança, desespero, conflito e resiliência. O homenageado desta edição será revelado no lançamento oficial, em uma coletiva de imprensa com personalidades do Cinema de Mato Grosso.
O chamamento público é para produtores brasileiros a inscrever filmes de ficção e não-ficção, como documentário e animação, produzidos a partir de 2025, para serem apreciados pela equipe de curadores de Longa e Curta-Metragem coordenada por um curador geral. Após a apreciação, essa comissão divulgará os Longas-Metragens concorrentes, entre mato-grossenses e nacionais, previsto para o dia 22 de março.
As premiações serão de Melhor Filme de Longa-Metragem Nacional; Melhor Filme de Longa-Metragem Mato-grossense; Melhor Filme de Curta-Metragem Nacional e Melhor Filme de Curta-Metragem Mato-grossense. O Júri oficial poderá instituir outras categorias de premiação. Lembrando que terá Júri popular votado por pessoas presentes nas exibições competitivas do Festival.
Os filmes premiados serão escolhidos pelo júri oficial e o júri popular que ainda deverá escolher o Melhor Filme de Longa-Metragem e Melhor Filme de Curta-Metragem. Aos premiados será concedido o troféu Coxiponé, nome em homenagem aos indígenas da nação Coxiponé, de etnia Bororo, que habitavam as margens do Rio Coxipó, no século XVIII. Terá ainda o 2º Prêmio Dira Paes, que é conferido a uma mulher mato-grossense, com uma importante trajetória em defesa da mulher e do Meio Ambiente.
O Festival será realizado pelo Instituto INCA-Inclusão, Cidadania e Ação, no Teatro da Universidade de Mato Grosso (UFMT), de 23 a 31 de maio de 2026, com patrocínio da Secretaria de Estado, Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), via Governo do Estado de Mato Grosso. Conta com a parceria da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev – UMFT), Primeiro Plano Cinema e Vídeo e Trup; apoio institucional do Cineclube Coxiponés -UFMT, Curso de Cinema e Audiovisual da UFMT, Rede Cineclubista de Mato Grosso (REC-MT) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O TEMA
Esta edição do CINEMATO propõe desconstruir estereótipos, apresentando narrativas que celebram a diversidade, o hibridismo cultural e a coragem do imigrante, ao mesmo tempo que não se furtam a criticar as violações de direitos humanos nas fronteiras.
Por que Cuiabá, no coração do Brasil, deve dialogar sobre isso? Pois a cidade é feita de migrações: dos povos originários, dos colonizadores, dos africanos escravizados, dos italianos, japoneses, chineses, sírio-libaneses, brasileiros de várias regiões, entre outros, que povoaram a região. E hoje, testemunha-se os “refugiados climáticos” internos das queimadas e do assoreamento dos rios no Pantanal e na Amazônia.
Nesta 23ª edição a tela será um território sem fronteiras, onde possa se compreender que a migração não é um problema a ser resolvido, mas uma condição humana a ser acolhida. E que, ao final, seja entendido que o direito de permanecer e o direito de partir são, acima de tudo, o direito a existir com dignidade, pela sobrevivência e futuro.
Ou seja, um debate necessário através das lentes do audiovisual, portanto, mais do que uma exibição de filmes, um convite para questionar, debater e agir ao acolhimento da diversidade como fundamento e não como ameaça.
INSCRIÇÕES
Pelo site www.festivalcinemato.com.br.
cultura
Fotógrafo mato-grossense representa o Pantanal em mostra dos biomas brasileiros na China
José Medeiros integra exposição realizada em Pequim no Ano Cultural Brasil-China 2026 representando o Pantanal.
O fotógrafo e documentarista José Medeiros representa o Pantanal na mostra fotográfica dedicada aos seis biomas brasileiros apresentada em Pequim, na China, como parte da programação do Festival Brasil – Turismo, Arte e Cultura, realizado no âmbito do Ano Cultural Brasil-China 2026. Suas fotografias constituem a apresentação visual do Pantanal dentro de um conjunto que reúne trabalhos de seis fotógrafos, cada um associado a um dos biomas do país.
A exposição apresenta Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal por meio da fotografia e de outras experiências expositivas, com ênfase nas relações entre paisagens, modos de vida, manifestações culturais e territórios. A proposta curatorial parte da conexão entre os biomas brasileiros e utiliza o fenômeno dos chamados “rios voadores” como fio condutor do percurso.
Além de José Medeiros, que apresenta o Pantanal, participam João Marcos Rosa, com a Amazônia; André Pessoa, com a Caatinga; Zig Koch, com a Mata Atlântica; André Dib, com o Cerrado; e Tadeu Vilani, com o Pampa. A seleção reúne fotógrafos com trajetórias vinculadas à documentação de paisagens, biodiversidade, comunidades e transformações territoriais em diferentes regiões brasileiras.
No caso do Pantanal, a escolha de Medeiros está relacionada a uma trajetória de mais de três décadas de documentação da região. Seu trabalho acompanha tanto as paisagens submetidas aos ciclos de cheia e vazante quanto os modos de vida das populações pantaneiras e as transformações ambientais e sociais ocorridas no território.
A participação insere a fotografia produzida em Mato Grosso em uma ação de apresentação internacional da diversidade ambiental e cultural brasileira. A mostra integra uma programação que apresenta ao público chinês os seis biomas do país e associa fotografia, cultura, biodiversidade e experiências imersivas. Segundo a Embratur, o Festival Brasil ocorre em Pequim entre 2 e 6 de setembro de 2026 e integra a agenda do Ano Cultural Brasil-China.
Para José Medeiros, a presença de seu trabalho na exposição também leva ao exterior uma produção documental construída a partir do próprio território. Em sua obra sobre o Pantanal, a paisagem aparece relacionada às pessoas que vivem na planície, às formas de trabalho, aos ciclos das águas, à cultura e às mudanças que atravessam a região ao longo do tempo.
Sobre José Medeiros
Fotógrafo e documentarista mato-grossense, José Medeiros desenvolve há mais de três décadas uma obra dedicada ao Pantanal. Sua produção reúne fotografia, audiovisual e projetos documentais voltados às paisagens, às comunidades e às transformações sociais e ambientais da região. Na exposição realizada em Pequim, seu trabalho integra a representação brasileira do Pantanal entre os seis biomas apresentados ao público chinês.
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