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ESTRADA PERIGOSA

Você acha o Portão do Inferno perigoso? Precisa conhecer a estrada onde andar na contramão é obrigatório; veja vídeo

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Edmundo Pacheco I Portal Mato Grosso

O Portão do Inferno, que fica na beira da Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), Cuiabá a Chapada dos Guimarães, é um local recheado de lendas e mistérios, e também um trecho perigosíssimo, com alto índice de acidentes. O trecho de serra tem várias curvas fechadas e vistas de tirar o fôlego (às vezes literalmente) o que exige do motorista cuidado redobrado. Qualquer deslize, qualquer problema mecânico e tchau.

Que o diga o motorista Daniel Francisco Sales, que despencou do penhasco no início de maio.

Relembre aqui como foi o acidente

Agora imagine uma estrada tão íngreme e perigosa, com tantas curvas fechadas, onde o motorista é obrigado a dirigir pela contramão para evitar cair do penhasco.

Esta estrada existe. É a rodovia da Serra de Acultzingo, em Veracruz, no México, onde por mais que pareça confuso, olhando a sinalização da pista, as trocas de sentido de mão nesta estrada são necessárias (além de obrigatórias) para a segurança do próprio motorista e ocupantes do carro.

A explicação simples para as mudanças de mão é proporcionar ao motorista fazer a curva sempre pelo lado de dentro da estrada nos declives, mas isso pode ser bem confuso para quem não está acostumado, mas foi a solução que encontraram para tentar reduzir o altíssimo número de acidentes e mortes.

Leia mais:  Pneus importados representam perigo nas estradas e já são 69% das vendas no mercado

 

 

Veja o vídeo

Estas trocas de sentido de circulação são encontradas em vários pontos montanhosos do México e o motorista sempre deve obedecê-las. Não são opção.

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ESTRADA PERIGOSA

Pneus importados representam perigo nas estradas e já são 69% das vendas no mercado

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O avanço da participação de pneus importados no mercado brasileiro abriu uma disputa entre indústria, governo e representantes do setor sobre impactos econômicos, regulação e possíveis efeitos indiretos na segurança viária, em meio a divergências sobre a interpretação dos dados do setor.

Segundo números da indústria, os pneus importados passaram a responder por cerca de 69% das vendas no mercado de reposição no primeiro quadrimestre do ano, enquanto a produção nacional ficou com aproximadamente 31%, revertendo um cenário de cinco anos atrás, quando a indústria doméstica liderava o mercado.

No período, o setor registrou 11,9 milhões de pneus comercializados, uma retração de 5,8% em relação ao ano anterior, com queda em todos os segmentos, incluindo pneus de carga (-8,4%), utilizados no transporte rodoviário.

A indústria afirma que o avanço das importações está relacionado à maior competitividade de preços de produtos estrangeiros, com diferenças que podem variar entre 20% e 60%, dependendo do tipo de pneu e da aplicação.

Representantes do setor também alegam que parte dos produtos importados chega ao país com valores abaixo dos custos internacionais de matéria-prima, o que levanta suspeitas de práticas comerciais desleais, como dumping. Essas alegações, no entanto, ainda dependem de investigação formal por autoridades de defesa comercial.

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O mercado brasileiro de pneus é estimado em cerca de 70 milhões de unidades por ano, com forte concentração no segmento de reposição, que atende diretamente a frota em circulação e ao transporte rodoviário, responsável por mais de 60% da movimentação de cargas no país.

O setor afirma empregar cerca de 35 mil trabalhadores diretos e mais de 500 mil indiretos, com 19 fábricas instaladas em sete estados. Segundo a indústria, a redução da produção doméstica afeta toda a cadeia, incluindo fornecedores de borracha natural, aço e insumos químicos.

A borracha natural produzida no Brasil, segundo estimativas do setor, tem cerca de 80% de sua demanda direcionada à fabricação de pneus, o que amplia a sensibilidade da cadeia produtiva à retração industrial.

Regulação, política e disputa de narrativa

O tema ganhou espaço no debate político e regulatório. No Senado, a discussão envolve propostas de ajuste tarifário e revisão de regras de importação e fiscalização ambiental.

A senadora matogrossense Margareth Buzetti tem defendido maior controle sobre o setor e ampliação de regras de fiscalização, além de mudanças tributárias na cadeia de recauchutagem. Em manifestações públicas e iniciativas legislativas, a parlamentar também questiona a concorrência com importados e defende ajustes regulatórios no setor.

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Embora o debate político inclua preocupações com segurança viária, não há consenso técnico público que relacione diretamente a origem do pneu ao aumento de risco nas estradas. Especialistas apontam que fatores como manutenção da frota, condições das rodovias e carga transportada são determinantes mais relevantes para acidentes.

O avanço das importações expõe um impasse entre competitividade de preços, preservação da indústria local e regulação técnica do setor. De um lado, consumidores e transportadores pressionam por redução de custos operacionais; de outro, fabricantes alertam para perda de capacidade produtiva e dependência externa.

O tema segue em análise no governo e no Congresso, em meio a discussões sobre defesa comercial, impacto fiscal e política industrial.

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