vila bela da santissima trindade
Vila Bela encerra hoje a Festança do Divino Espírito Santo
Por João Arruda | Cáceres
Após uma semana de festejos do Divino Espírito Santo e de louvor a São Benedito, os moradores de Vila Bela da Santíssima Trindade ( à 510 quilômetros à Oeste de Cuiabá), encerra nesta manhã, segunda feira (17), às festividades religiosas celebradas há quase três séculos naquele município.
Quem visita a primeira vez Capital do Mato Grosso, no período de (1752 a 1820), se sente como se estivesse num dos países africanos, oriundos da colonização portuguesa. É, que cerca de 90% dos moradores daquela cidade situada no extremo Oeste mato grossense, na divisa com o território boliviano, é formada por descendentes de escravos trazidos para estado ainda na época da colônia ao império.
A chamada Festança do Divino, envolve praticante todos os moradores e turistas que aproveitando às férias de inverno para participar e conhecer as inúmeras cachoeiras que situam se no entorno da cidade após o Rio Guaporé.
Quando foi fundada em 1752, Vila Bela da Santíssima Trindade, era apenas um núcleo de povoação para garantir posses das terras portuguesas. Porém à descoberta de jazidas de ouro nas Serras de Santa Elina ; Serra da Borda e na de São Vicente, fez a cidade fervilhar de gente, entre escravos e brancos. Hoje parte da área urbana permanece como lá no início de sua ocupação. Porém, A criação de outros municípios como Pontes e Lacerda; Nova Lacerda; Conquista do Oeste; São Domingos e Comodoro, fez reduzir seu território e de quebra às principais minas de ouro foram partilhadas com os municípios emancipados em seu derredor.
A economia da Vila Bela, segue com a pecuária, sendo um dos municípios mato grossenses , entre os cinco que detém o maior rebanho bovino do estado.
Outra semelhança com a ancestralidade africana, são os trajes, às indumentárias coloridas com destaques para o vermelho encarnado que traz uma referência ao sangue derramado dos ancestrais e o branco que simboliza os “marinheiros de Guiné “, a paz e à liberdade nas terras da Rainha guerreira Tereza de Benguela, que insurgiu se rebelou contra o jugo escravagista criando o quilombo do Piolho e do Quariterê, onde tombou, porém deixando seu legado aos seus compatriotas e à humanidade.
Outra identidade com a África, a música tanto que sons de atabaques , violão, ganzá, pandeiros e gaitas, irrompem as madrugadas inaugurando às alvoradas festivas na cidade do campo verde serenado. Prá culinária, são tradicionais a costela de boi assado com mandioca ferventada (cozida), que é regada com o afrodisíaco Canjinjin, bebida com receita decorrente de Guiné, na África.
A matriarca Nemézia Ribeiro, junto a nova diretoria que reinará até julho de 2024.
A cidade arrastou uma multidão de turistas, nesses últimos dias de festas.
Na cidade de Cáceres, vizinha a Vila Bela da Santíssima Trindade, que tem uma maciça colônia vilabelense, ficou esvaziada nos pontos de aglomeração como à Confraria do Kelāo e do Zico. (João Arruda é jornalista em Cáceres, Vicente Ortiz colaborou com imagens enviadas direto de Vila Bela da Santíssima Trindade)
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Cidadania e acolhimento marcam passagem da Justiça Sem Fronteiras
Moradora da comunidade Santa Mônica, Gizelia Hurtado buscou orientação junto à Caixa Econômica Federal para garantir o benefício Pé-de-Meia para a filha de 17 anos, que está concluindo o Ensino Médio. “Graças a Deus deu tudo certo. Fui muito bem atendida. Se tivesse que ir para a cidade seria muito difícil, porque tem o custo do transporte e muitas vezes a gente vai e não consegue resolver. Aqui consegui resolver tudo perto de casa. Isso ajuda muito”, relatou.
“Eu acredito que essa expedição é uma bênção para a nossa região. Muitas pessoas nasceram e cresceram aqui e nunca tiveram acesso a tantos serviços reunidos em um só lugar. Ficamos felizes em ver nossos familiares, amigos e moradores sendo beneficiados. Muitas dessas pessoas dificilmente conseguiriam buscar esses atendimentos em outras cidades. A expedição traz oportunidades que fazem diferença na vida de quem mora aqui”, destacou.
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