SUA SAÚDE AQUI

Vem chegando o verão… E você sabe os cuidados que deve ter com sua vagina?

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

21 de novembro – Dia de cuidar da saúde da vagina

Muita gente pode torcer o nariz para este assunto. Há um preconceito generalizado, mesmo entre as mulheres, para questões relacionadas à saúde vaginal e isso pode levar a problemas graves, que poderiam ser evitados consultando um ginecologista regularmente (ao menos uma vez por ano, se não tiver qualquer intercorrência) e fazendo a higienização de forma correta.

Vamos entender: na entrada da vulva estão as “Glândulas de Bartholin”, responsáveis pela secreção de um muco lubrificante no ato sexual. Problemas nessas glândulas são o principal motivo de idas ao ginecologista, se queixando de dores e incômodos que vão da relação sexual até ao sentar e caminhar.

Essas glândulas, que você vê pela ilustração ficam na entrada da vagina (uma de cada lado), dependendo de como se faz a higienização, podem ter o duto entupido e isso causa duas complicações: o cisto de Bartholin e o abscesso da glândula de Bartholin.

A vagina é a parte interna, entre a vulva (que você vê na ilustração) e o colo uterino. É um tubinho de uns 8 a 10 centímetros, que tem uma musculatura e é recoberto por uma mucosa. Esse tubinho tem 3 funções: dar saída ao fluxo menstrual, receber o pênis durante a relação sexual e formar o canal do parto.

Durante o verão e aqui em Cuiabá é verão praticamente o ano inteiro, a mulher precisa tomar alguns cuidados especiais com a higienização da vagina, para evitar a proliferação de fungos e bactérias, que podem levar a infecções e outras doenças como vaginose bacteriana, clamídia, herpes genital , gonorréia, doença inflamatória pélvica, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e até mesmo câncer!.

A umidade na região íntima aliada à alta temperatura, o uso prolongado de biquíni molhado, de roupas apertadas – principalmente calças jeans -, produtos perfumados etc, mudam o pH vaginal e isso leva à proliferação de bactérias que podem provocar infecções como, por exemplo, a candidíase vulva-vaginal. Essa doença afeta 75% das mulheres no verão.

O sintomas da candidíase são: corrimento branco em flocos – parece leite coalhado -, coceira intensa na vulva, dor ou ardência durante as relações sexuais ou ao urinar, inchaço, vermelhidão e ardência.

Mas atenção, apesar destes sintomas serem característicos, é necessário correr para um ginecologista porque existem outros problemas genitais, como vaginite, herpes ou gonorreia, por exemplo, que podem causar sintomas semelhantes.

ALTERAÇÕES DE ODOR – além do excesso de umidade, calor etc, há outros fatores que podem levar a problemas. Por exemplo: a vagina tem um cheiro característico. É natural. Mas alguma mulheres se incomodam, acreditam que o odor vaginal é o resultado de uma falta de higiene pessoal e lavam abundantemente a vagina, usando sabonetes íntimos, perfumes etc, o que acaba interferindo no pH vaginal e causando problemas de saúde.

Então, preste atenção: falta de higiene genital pode ser causa de problemas sim!, mas o excesso também.

E se o cheiro natural já te incomoda, imagine a hora que ela começar a feder “peixe podre”?

Esse forte odor é provocado por um desequilíbrio de bactérias ou vaginose bacteriana. E, como já disse, não adianta lavar, passar perfume íntimo etc… esses produtos só vão piorar a situação. Procure um ginecologista.

O QUE FAZER – Além de correr para o ginecologista (mesmo que não peça exames – pelas características um médico experiente diagnostica e trata o problema) você pode restaurar o equilíbrio da flora vaginal com alguns cuidados. Mas veja bem: esses cuidados não substituem a ida ao ginecologista e nem resolvem o problema da infecção (se já tiver com aquele cheiro ruim).

A primeira coisa a fazer deve ser restaurar a acidez e o equilíbrio da flora vaginal natural. Essa flora é composta de um grande número de bactérias microaerofilia, entre elas, os lactobacilos (veja bem: onde você encontra lactobacilos?) que fazem a proteção da vagina.

Quando você lava a vagina com frequência ou usa produtos internos – como sabonete antibacteriano -, aumenta o pH, que vai matar as bactérias boas e facilitar a proliferação das bactérias ruins – e são elas que vão causar aquele odor desagradável de peixe, infecções etc.

Então,  recomendações: não lave em excesso, não use roupas apertadas e/ou sintéticas (use calcinhas de algodão e, quando der, nem use nada) e nada mais de produtos químicos: sabonetinhos, lenços umedecidos, perfumes etc.

Existem alguns medicamentos fáceis de comprar e até um produto natural (dei uma dica acima) que você encontra em supermercados que ajudam a tratar e evitar o cheiro forte. Mas não vou entrar nesse campo aí, não. Você pode pesquisar e,  se quiser tentar, fique à vontade. Minha dica é procure um procure um médico.

SAIBA MAIS
Após a relação sexual, é importante urinar. Micção após o sexo ajuda a eliminar todas as bactérias possíveis que podem estar fora ou dentro do canal vaginal que iria subir na uretra. Porque uma vez presentes, esses micróbios tendem a subir para a bexiga, e pode causar infecções urinárias de repetição. Micção provoca um efeito de limpeza, forçando a expulsão dos micróbios para fora.

Comentários Facebook
Propaganda

SUA SAÚDE AQUI

ESPECIAL FIM DE SEMANA: acidentes domésticos envolvendo crianças cresce durante a pandemia. Duas morreram esta semana em MT

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A morte de duas crianças, esta semana, em Mato Grosso, chamou a atenção para um problema que tem se tornado ainda mais comum durante a pandemia: os acidentes domésticos.

Em Poconé  (100 km de Cuiabá), um menino de 2 anos morreu eletrocutado sexta-feira (21.01). O pai cortava galhos de uma árvore quando acidentalmente atingiu um fio de energia elétrica, que caiu na cerca do galinheiro, perto de onde o menino brincava. O homem ainda tentou  socorrer o filho levando à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas ele já chegou sem vida.

E em Nobres (120 km de Cuiabá) um menino de 1 ano, morreu queimado em uma explosão de uma garrafa com gasolina que estava perto de um fogão a lenha. Segundo informações, ele brincava com o galão de gasolina enquanto a mãe (grávida), fazia comida. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas morreu no hospital.

EVITE RISCOS – Os acidentes domésticos são muito comuns na infância e 90% poderiam ser evitados de uma maneira simples: a prevenção. Estima-se que, para cada criança que morre, outras 900 podem sofrer sequelas de todos os tipos, incluindo invalidez permanente por causa de acidentes ocorridos dentro de casa, na maioria das vezes por negligência dos pais. Essa é a principal causa de mortes entre crianças de 1 a 14 anos.

E em 62,3% dos casos os acidentes envolvendo crianças foi sua própria casa ou a de parentes. Com um índice bem mais reduzido, a escola desponta como o segundo palco dos acidentes infantis: 15,7%, seguida da rua, onde ocorrem 11,1% dos casos.

Os acidentes mais comuns envolvendo crianças são provocados por quedas, armas de fogo, afogamentos, engasgos, queimaduras, envenenamentos, sufocação e falta de segurança no transporte. Convém destacar que entre os acidentes na primeira infância (de 0 a 6 anos) a queda da cama ou do trocador de fraldas, por exemplo, figura entre as primeiras razões de morte acidental.

Outro risco é a ingestão de plantas venenosas (falamos disso esta semana, veja aqui). Muitas pessoas mantém em casas plantas decorativas sem saber que muitas são extremamente venenosas e podem ser fatais.

E a cada faixas etárias, os perigos são diferentes e precisam de atenção redobrada dos familiares. Dados epidemiológicos demonstram que, na fase escolar, a criança desenvolve atividades independentes do seu círculo familiar, na escola, entre os amigos e praticando esportes, o que a expõe a maiores oportunidades de acidentes. Na sequência, a segunda faixa etária mais atingida corresponde à etapa dos 2 aos 4 anos incompletos.

Nesta idade, a criança caminha sozinha, sua curiosidade é inata ao seu desenvolvimento e o ambiente pode ser propício aos acidentes. Entre os 4 e 6 anos incompletos, correspondentes à fase pré-escolar, a criança dispõe-se a realizar tarefas ainda inadequadas ao seu desenvolvimento físico e intelectual, o que pode levar a acidentes.

Outro detalhe: de acordo com pesquisas, os meninos seriam mais propícios aos acidentes, mas, como representam pouco mais da metade dos acidentes infantis, há indícios de que novas tendências culturais estão mudando esta realidade, uma vez que cada vez mais as meninas estão também brincando mais com bolas, bicicletas e skates. Além disso, meninas se queimam muito, com a mania dos pais de deixarem que brinquem na cozinha.

COMO PREVENIR EM CADA IDADE

0 aos 6 meses – Dos 0 aos 6 meses, a criança precisa de proteção o tempo todo e os acidentes tendem a ocorrer mais frequentemente quando ela adquire o hábito de se virar, engatinhar e pegar objetos.

7 aos 12 meses – Nesta faixa etária já começam a engatinhar, ficam de pé e podem começar a caminhar. Eles põem tudo na boca (AQUI, CUIDADO COM AS PLANTAS ORNAMENTAIS!). Deve-se ter cuidado, em especial, com os riscos de afogamento e de queimaduras, evitando-se a cozinha, considerada o local mais perigoso da casa

1 a 3 anos – Crianças de 1 a 2 anos são muito ativas e têm necessidade de investigar, escalando, abrindo portas e gavetas, retirando coisas de armários e brincando com água. Observar de perto as crianças desta idade é essencial para evitar acidentes. Elas necessitam de proteção, supervisão e disciplina firme.

3 a 5 anos – Com esta idade a criança explora a vizinhança, corre, escala, anda com velocípede, aprende a andar de bicicleta, brinca com outras crianças, atravessa a rua e esses movimentos precisam ser feitos sob atenta vigilância. Nesta fase as crianças sobem em árvores, ficam em pé em balanços, brincam com mais violência com os brinquedos, bolas pesadas, fósforos e isqueiros.

6 a 10 anos – Durante esta faixa etária, em que os filhos estão longe de casa, por vezes durante horas, disciplina e orientação são essenciais. A escola e grupos comunitários partilham de responsabilidade por sua segurança.

10 a 14 anos – De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2018, 913 crianças com idade entre 10 e 14 anos morreram e, em 2019, 39.698 foram internadas vítimas de acidentes no Brasil. Nessa faixa etária, as crianças e adolescentes já conquistaram mais autonomia e a vigilância dos pais ou responsáveis é menor. Entretanto, o desejo de viver novas experiências, a ousadia, e a falsa sensação de que são inatingíveis e que nada de ruim podem acontecer com eles acaba os colocando em situações de risco.
Nesta faixa etária os acidentes de trânsito são a principal causa de morte e as quedas são o primeiro motivo de internação. Além disso, acidentes como afogamentos e queimaduras também são muito comuns nessa fase da vida dos jovens.

Com informações do Jornal da USP

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana