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Transtorno de Personalidade (TDI) afeta mais de 3 milhões de brasileiros; saiba como identificar e tratar

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Você tem um parente ou conhece alguém que “muda de cara”, de conversa; às vezes é triste e mal humorado, outra hora é alegre e até inconsequente; responsável e centrado e dali a pouco exatamente o contrário? Essas alterações podem ser bipolaridade ou Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), uma a doença mental que provoca um distúrbio de personalidade e é muito mais comum que se possa imaginar.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 450 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos psiquiátricos. Aproximadamente um milhão de pessoas cometem suicídio a cada ano. Uma em cada quatro famílias tem pelo menos um membro com doença mental.

Todas as pessoas têm alguém de seu relacionamento próximo – familiar ou amigos – que sofre de algum transtorno psiquiátrico. No Brasil, 1,5% da população sofre de TDI, o que representa mais de 3 milhões de pessoas. Muitos, sequer sabem do problema.

Dados da OMS indicam que o Brasil é o país mais ansioso do mundo e o quinto mais depressivo e a maioria dessas pessoas não recebem qualquer assistência médica. A depressão, por exemplo, afeta 18,6 milhões de brasileiros. E dentre esses transtornos mentais, a TDI e a Bipolaridade são completamente ignoradas, como se fosse normal as pessoas terem alterações de humor e até de identidade.

Claro, todos nós temos dias em que estamos mais felizes e noutros mais tristes, mas é preciso entender e diferir o que é uma mudança de humor normal, decorrente de algum acontecimento, por exemplo, de um transtorno mental.

O transtorno de personalidade bipolar é uma doença crônica onde a pessoa em alterações de humor repentino. Às vezes uma palavra basta desencadear uma crise. A pessoa se torna depressiva, pessimista, perde o interesse pelas atividades corriqueiras tem baixa autoestima, insônia e tende a se isolar. Noutros momentos fica agressiva, eufórica, tem delírios de grandeza, aumento da libido e atividade sexual, irresponsabilidade, falta de avaliação em situações de risco, além de se tornar bastante irritável.

A TDI é mais intensa e duradoura. Não é uma mudança que ocorra num estalo. É como se a pessoa tivesse duas ou mais identidades, cada uma demonstrando diferentes tipos de humores, comportamentos e emoções.

Há casos graves em que a “outra personalidade” chega a se manifestar como se fosse uma possessão (as pessoas tendem a creditar isso a identidades sobrenaturais, espíritos etc)  porque a “outra pessoa”  fala e age de forma completamente diferente.

Então, para entendermos: a pessoa Bipolar tem alterações de humor repentino.
As pessoas com TDI têm outra personalidade. E quem tem TDI nem sempre percebe que possui mais de uma personalidade. E inclusive pode se esquecer completamente do que fez ou falou  durante a manifestação.

A forma de possessão é a mais fácil de identificar. A pessoa fala e agem de uma forma muito diferente, como se fosse outra pessoa. Essa forma pode chegar a ser tão intensa que a pessoa chega a falar outra língua ou manifestar-se mesmo como outra pessoa, que pode ser inclusive cópia de um ente querido (muitas vezes alguém que morreu, talvez de forma dramática) ou de um espírito sobrenatural.

A forma menos dramática e mais comum, às vezes quase imperceptível, é a de não possessão.

Muitas vezes a pessoa que sofre com TDI se sente irreal, desconectada do seu mundo, pode ter pensamentos repentinos, impulsos e emoções diferentes do “normal” ou até mesmo “ouvir vozes”. Algumas manifestações podem ser notadas pelas outras pessoas, como por exemplo, mudanças de atitudes, opiniões e preferências por alimentos, roupas ou interesses (inclusive sexual).

Uma “pessoa” pode ser dócil, organizada, ordeira e tranquila. A outra, exatamente o contrário, facilmente irritável, desorganizada, caótica, grita com as outras pessoas, tende a “jogar tudo para o ar” e fugir de responsabilidades por ações ou obrigações.

Pode, inclusive, ter lacunas na memória de eventos pessoais do passado (p. ex., períodos de tempo durante a infância ou adolescência, morte de um parente); ou lapsos como o de se esquecer de habilidades bem aprendidas, como usar um computador.

As causas da doença pode ser experiências traumáticas, abuso sexual ou psicológico, estresse e mudanças drásticas de vida, abuso de remédios, álcool e drogas.

COMO TRATAR – Seja TDI ou bipolaridade, nenhum desses distúrbios têm cura.

O TDI varia significativamente. Pode ser mínimo, afetando apenas os relacionamentos com filhos, cônjuge e/ou amigos, ou mais intenso, ao ponto de ser incapacitante e afetar toda a vida da pessoa.

Se você tem algum parente com DTI (na maioria das vezes a própria pessoa não sabe ou não aceita o diagnóstico) procure ajuda médica.

Para tratar o psicoterapeuta vai identificar os sintomas:

pessoas com TDI dissociativo ou pós-traumáticos leve reagem bem ao tratamento e se recuperam completamente;

Quem tem TDI combinados com outros transtornos, como transtornos de personalidade, de humor, alimentares e abuso de substâncias melhoram mais lentamente e o tratamento pode ter menos sucesso ou ser mais longo e motivado principalmente por crises;

E os que têm sintomas mais graves (como alguém que sofreu abuso sexual – tende, inclusive, a ficar profundamente ligado emocionalmente ao abusador) precisam de tratamento contínuo para controlar os sintomas, já que não perspectiva de cura.

Repito, se você conhece alguém assim: procure um psicoterapeuta.

O tratamento visa facilitar a cooperação e a colaboração entre as identidades e reduzir os sintomas.

Hollywood gosta muito do TDI. Há diversos filmes sobre o tema: Fragmentado, Psicose, Corpo Fechado, Identidade, As duas faces de um crime, Eu, Eu Mesmo & Irene, Janela Secreta, Clube da luta, Vestida para Matar e tantos outros…

 

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Celular no bolso: taxa de fertilidade humana caiu pela metade nos últimos anos

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Em 2021 a estimativa da população mundial é de 7,8 bilhões de habitantes, de acordo com dados do portal WorldO’meter. Metade desta população vive em centros urbanos, cerca de 3,5 bilhões. De acordo com relatório publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050 a tendência é de que o número de pessoas no mundo chegue a 9,7 bilhões. Já para 2100, a estimativa é de 11 bilhões. Parece um ritmo alucinante, mas não é.

Na verdade a taxa de fertilidade humana vem caindo a níveis preocupantes. Segundo a ONU, o Brasil, por exemplo, está entre os 10 países que registraram menor fertilidade em relação ao nível de reposição.

E isso, sem contar os efeitos da pandemia de covid-19 que derrubou o número de nascimentos. Em 2020 tivemos o menos número de nascimentos desde 1994, segundo dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde: 2.687.651 recém-nascidos no ano passado e 2.849.146 em 2019, queda de 5,66%.

CELULARES – O culpado pela queda na taxa de fertilidade (excetuando a pandemia, claro) é  o celular.

Um estudo do Technion de Haifa e do Centro Medico Carmel, de Israel, pesquisou a relação de queda na contagem de espermatozoides com o uso constante de celulares e constatou que homens que usam o equipamento por mais de uma hora por dia dobram os riscos de diminuição dos espermatozoides, afirma os pesquisadores.

A pesquisa apontou também outros fatores, como o aumento do tabagismo e o consumo de álcool em excesso, mas o principal vilão seria o celular, por ser transportado no bolso da calça, próximo à genitália, enquanto emitem ondas eletromagnéticas que causa uma diminuição da densidade do líquido seminal, redução da capacidade de locomoção dos espermatozoides e até mudança na morfologia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a média da fertilidade humana atualmente está em torno a 18%, o que significa que afeta aproximadamente 1 de cada 8 casais, ou 48,5 milhões de pessoas no mundo. Os estudos indicam que 70% das causas desse aumento da infertilidade são divididos entre fatores femininos (35%) e masculinos (35%); 20% têm a participação de ambos e 10% são de causas desconhecidas, mas agora um novo estudo indica que a qualidade do sêmen humano pode ser o principal fator que vem provocando o crescimento dos níveis de infertilidade.

Esta queda já vinha sendo observada por vários estudos realizados ao redor do mundo, nos últimos anos. Desde a década de 1930 a qualidade do sêmen humano vem caindo drasticamente e as principais suspeitas eram o crescimento do consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e substâncias químicas presentes em pesticidas, solventes e recipientes de plástico. E agora, o celular surge para complicar ainda mais a situação.

Aqui no Brasil um dos mais importantes estudos sobre o assunto foi feito pela bióloga Anne Ropelle, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ela analisou 18.902 espermogramas realizados pelo Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp, realizados desde 1989.

Anne concluiu que concentração seminal caiu de 86,4 milhões de espermatozoides por mililitro (ml) no período de 1989 a 1995 para 48,32 milhões/ml entre 2011-2016. A porcentagem com boa motilidade baixou de 47,6% para 35,9%, e o índice dos que tinham formas normais reduziu-se de 37,1% para 3,7%.

Do outro lado do Atlântico, na Dinamarca, uma outra pesquisadora, a bióloga Elisabeth Carlsen, já havia chegado a conclusão semelhante. Ela analisou 61 estudos sobre qualidade do sêmen realizados por outros pesquisadores de vários países, entre 1938 e 1991 e concluiu que a concentração média de espermatozoides caiu de 113 milhões/ml para 66 milhões/ml. Ambas as pesquisas mostram que, em todo o mundo, a queda foi de cerca de 50% no último século.

SAIBA MAIS

O sêmen humano pode transmitir 27 vírus diferentes, diz um estudo publicado pela revista científica Emerging Infectious Diseases, do todo poderoso CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos. A pesquisa mostra que, além do já conhecido HIV, também o zika vírus, a dengue, a meningite, a rubéola, a gripe, algumas doenças respiratórias e até o ebola, entre vários outros vírus, podem ser transmitidos pelo fluído orgânico leitoso, produzido pelos machos humanos (aliás, não apenas humanos, mas de várias outras espécies de animais) para transportar os espermatozoides até o local de fertilização na fêmea.

Sobre o Covid ainda não há um estudo conclusivo. Um especialista em fertilidade do Reino Unido alerta que a transmissão de covid-19 pelo sêmen não pode ser descartada completamente. O que se sabe é que em casos graves a qualidade do esperma pode ser afetada, diminuindo a taxa de fertilidade.

 

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