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Startup paranaense cria IA que atua como grupo de diretores de empresa

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Uma startup paranaense desenvolveu uma plataforma de inteligência artificial capaz de executar mais de 60 tarefas administrativas e comerciais de pequenas empresas. Criada pela Sonar Labs, de Curitiba, a ferramenta reúne funções de planejamento, atendimento, marketing, vendas, finanças, suporte, monitoramento de concorrentes e assinatura digital, como se fosse um grupo de diretores da empresa.

Batizado de Sonarview, o sistema foi desenvolvido para concentrar atividades que normalmente dependem de diferentes programas ou profissionais. Segundo a empresa, parte das rotinas pode ser executada automaticamente, sem que o usuário precise acionar a plataforma a cada tarefa.

A ferramenta elabora planos de negócios, acompanha a reputação da empresa e monitora movimentos dos concorrentes. Também pode responder a mensagens, atender clientes pelo WhatsApp, prospectar compradores, marcar reuniões, enviar propostas e organizar o cadastro e o relacionamento com clientes.

Na área de marketing, a plataforma auxilia no planejamento de campanhas e na criação e publicação de conteúdo para redes sociais. O sistema ainda organiza informações financeiras e documentos, presta suporte aos usuários e encaminha contratos para assinatura digital.

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O foco são pequenas empresas que não possuem equipes especializadas para cuidar separadamente de todas essas atividades. A proposta é oferecer ao gestor informações e recursos para a tomada de decisões, além de reduzir o tempo gasto com tarefas operacionais e repetitivas.

Fundador da Sonar Labs, José Manuel Barbosa (foto) afirma que a plataforma não foi criada para substituir o responsável pela empresa.

“A inteligência artificial não substitui um bom gestor. Ela economiza tempo e amplia as habilidades dele, ajudando na definição de estratégias a partir de uma base de conhecimento empresarial, metodologias de gestão e informações sobre os concorrentes”, diz.

Segundo Barbosa, o desenvolvimento da plataforma levou cinco meses, após um período de aproximadamente 40 meses de estudos e preparação. O sistema reúne cerca de 600 mil linhas de código e possui módulos destinados à integração das diferentes áreas da empresa, à realização de testes e à proteção das informações.

“Escrever o software deixou de ser o principal obstáculo. A limitação real é saber o que deve ser desenvolvido, conhecer as regras do negócio e entender a necessidade de quem utilizará a tecnologia”, afirma.

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Com quatro décadas de atuação no setor, Barbosa trabalhou no Banco Nacional, na Olivetti e na Telecom Italia. Também participou de projetos relacionados à expansão do Linux na América Latina e à abertura de capital da Datasul, empresa posteriormente incorporada pela Totvs.

A Sonar Labs começou a colocar os produtos no mercado por etapas. A empresa está na fase de testar a aceitação da plataforma entre potenciais clientes e fazer ajustes antes de ampliar a operação. Dados sobre número de usuários, preços e resultados comerciais ainda não foram divulgados.

Serviço:
Assessoria de comunicação:
Top de Gestão
Jornalista José Nascimento
41 99270-1011
[email protected]

José Manuel Barbosa
[email protected]
41 98474-6665
https://www.linkedin.com/in/jmcbarbosa/

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TECNOLOGIA

Tecnologia e atividade física: como os aplicativos te ajudam

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Conciliar trabalho, deslocamentos, estudos e compromissos pessoais nem sempre deixa espaço mental para planejar a prática de exercícios. Nesse cenário, os aplicativos de atividade física passaram a ocupar um papel funcional: ajudam a organizar treinos, registrar evolução, lembrar metas e reduzir a sensação de improviso que costuma atrapalhar a constância.

Mais do que reunir vídeos ou cronômetros, essas plataformas concentram recursos que simplificam decisões do dia a dia. Quando bem utilizadas, podem apoiar a adesão ao exercício, oferecer parâmetros de acompanhamento e tornar a rotina mais previsível.

Ainda assim, o uso faz mais sentido quando respeita nível de condicionamento, limitações individuais e, nos casos necessários, orientação profissional.

O papel dos aplicativos na organização do treino

Um dos maiores benefícios dos aplicativos está na capacidade de transformar uma intenção genérica em plano concreto. Em vez de depender apenas da motivação do momento, a pessoa passa a contar com agenda, divisão de grupos musculares, tempo estimado e registro do que foi feito. Isso reduz dúvidas frequentes, como por onde começar ou quanto tempo dedicar em cada sessão.

Na prática, a tecnologia atua como ferramenta de estrutura. A Organização Pan-Americana da Saúde, alinhada à OMS, reforça que a atividade física regular traz benefícios importantes para coração, corpo e mente. O desafio, portanto, não costuma estar apenas em conhecer esses benefícios, mas em manter uma rotina possível. É justamente nesse ponto que os aplicativos ganham relevância.

Recursos que aumentam a adesão

Lembretes, metas visuais, histórico de desempenho e notificações de retorno funcionam como estímulos comportamentais simples, porém úteis. Em vez de depender de memória ou disciplina abstrata, a rotina passa a ser apoiada por sinais externos que favorecem repetição e regularidade.

A literatura científica sobre intervenções digitais em atividade física sugere que ferramentas de automonitoramento, definição de objetivos e feedback estão entre os elementos mais associados ao engajamento. Isso não significa que o aplicativo, sozinho, garanta constância. Significa que ele pode diminuir barreiras práticas, sobretudo para quem perde ritmo por falta de planejamento ou acompanhamento do progresso.

Personalização e autonomia na rotina

Nem toda pessoa treina com o mesmo objetivo. Algumas buscam condicionamento, outras priorizam força, mobilidade, gasto calórico ou retorno gradual após um período sedentário.

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Aplicativos bem estruturados ajudam a adaptar a rotina conforme frequência semanal, tempo disponível e estágio de experiência. Essa personalização torna o processo menos genérico e mais compatível com a vida real. Quando há recursos de ajuste por nível, histórico e objetivo, a autonomia tende a crescer com mais segurança.

Para quem busca mais praticidade no dia a dia, entender como montar um treino pelo celular pode facilitar a organização da sequência de exercícios, da progressão das atividades e da distribuição do esforço ao longo da semana. O ganho mais importante não está apenas na conveniência, mas na clareza sobre o que fazer e como acompanhar a própria evolução.

Monitoramento e percepção de evolução

Muitas pessoas abandonam a atividade física porque têm a impressão de que nada mudou. O problema, em vários casos, é a ausência de registro. Quando o aplicativo mostra frequência semanal, tempo ativo, cargas utilizadas, distância percorrida ou repetição de sessões concluídas, a evolução deixa de ser subjetiva.

Esse acompanhamento favorece a percepção de progresso, mesmo em fases de mudanças graduais. Em vez de esperar resultados visíveis imediatos, torna-se possível notar consistência, aumento de volume, melhora de desempenho ou retomada de regularidade. Essa leitura mais objetiva ajuda a sustentar expectativas realistas e reduz frustrações comuns no início da jornada.

Integração com a rotina corrida

Outro ponto relevante é a praticidade. Aplicativos permitem acessar o treino no deslocamento, no intervalo entre compromissos ou poucos minutos antes da sessão. Isso diminui o tempo gasto com decisões operacionais e facilita adaptações quando o dia sai do planejado.

Em rotinas instáveis, essa flexibilidade tem valor concreto. Se não for possível cumprir um treino longo, pode-se reorganizar uma sessão mais curta, revisar exercícios substitutos ou manter ao menos parte da programação. A tecnologia, nesse contexto, não elimina obstáculos, mas reduz a chance de que um imprevisto interrompa toda a semana de atividade física.

Limites dos aplicativos e necessidade de critério

Apesar das vantagens, aplicativos não substituem avaliação individualizada em todas as situações. Pessoas com dor persistente, lesões, doenças cardiovasculares, condições metabólicas, gestação ou restrições ortopédicas precisam de critérios adicionais na prescrição do exercício. Nesses casos, o suporte de profissional de educação física e, quando indicado, de equipe de saúde continua sendo essencial.

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Também é importante observar a qualidade da orientação oferecida. Sequências muito padronizadas, progressões rápidas demais ou estímulos incompatíveis com o nível de condicionamento podem aumentar o risco de sobrecarga.

A praticidade da tecnologia funciona melhor quando acompanhada de bom senso: respeitar técnica, recuperação, sinais do corpo e limites individuais ainda é parte central de qualquer rotina segura.

O que faz um aplicativo ser realmente útil?

Nem toda plataforma facilita a rotina de fato. Um aplicativo funcional costuma reunir alguns elementos objetivos: navegação simples, metas claras, progressão compreensível, registro acessível e instruções que não confundem mais do que ajudam. Quando a experiência é excessivamente complexa, a ferramenta perde seu principal valor, que é simplificar.

Também fazem diferença recursos como demonstração correta dos movimentos, ajustes conforme disponibilidade de tempo e histórico que permita revisar o caminho percorrido. Estudos com adultos brasileiros já apontaram preferência por funcionalidades ligadas a feedback, praticidade e personalização. Isso mostra que utilidade, nesse contexto, não depende de excesso de recursos, mas de recursos relevantes.

Tecnologia como apoio, não como atalho

Aplicativos facilitam a rotina porque organizam etapas que antes ficavam dispersas: planejamento, registro, lembretes e acompanhamento. Com isso, a prática de atividade física tende a ocupar um espaço mais concreto no cotidiano, e não apenas um objetivo abstrato adiado para quando houver tempo.

Quando a tecnologia é usada como apoio inteligente, e não como solução mágica, ela pode fortalecer a consistência. No fim, o melhor aplicativo não é o que promete transformar tudo sozinho, mas o que ajuda a sustentar um hábito possível, seguro e compatível com a realidade.

Referências

ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Atividade física. 2026. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/atividade-fisica.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. 2020. Disponível em: https://iris.who.int/server/api/core/bitstreams/9e776de6-adc7-46c1-936f-6dd2bb4f7373/content.

OSTOLIN, T. L. V. D. P.; DOURADO, V. Z. Preferências de funcionalidades de aplicativos de smartphone para a atividade física em adultos brasileiros com baixa aptidão cardiorrespiratória. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, 2025. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/15378.

VENÂNCIO, J. M. A. Métodos utilizados em plataformas digitais para a recomendação de objetivos personalizados de atividade física: uma revisão sistemática. 2024. Disponível em: https://repositorio.ulisboa.pt/bitstreams/9489900f-ed4d-4ef9-98ed-94a79b58578f/download.

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