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Sesc faz acordo de cooperação educativa com Ministério da Educação da Espanha

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Sesc e Ministério da Educação da Espanha fecham acordo de cooperação educativa no Pantanal | Fotos: Jeferson Prado

O Sesc e o Ministério de Educação e Formação Profissional do Reino da Espanha, por meio da embaixada, formalizaram nesta terça-feira (01.06), no Pantanal mato-grossense, o acordo de cooperação entre Brasil e Espanha. O objetivo da iniciativa é promover o intercâmbio técnico e cultural.

O diretor-geral do Sesc no Brasil, Carlos Artexes Simões, acompanhou a comitiva espanhola formada pelo embaixador da Espanha no Brasil, Fernando García Casas, o conselheiro de Educação da embaixada, Pedro Cortegoso Fernández, e a conselheira de Agricultura da embaixada, Elisa Barahona Nieto.

“Vivemos um momento para o Sesc de muita abertura e percepção de novos parceiros. Essa parceria com as organizações espanholas, que é uma potência e está há muito tempo no Brasil, nos possibilita cumprir nossa missão”, destacou Carlos Artexes.

Segundo ele, ao firmar a cooperação, o Sesc dá um significativo passo para criar oportunidades de desenvolvimento sustentável, intercâmbio cultural e educacional e ampliar as discussões sobre o meio ambiente e mudanças climáticas.

“Essa parceria consolida o Sesc no campo da educação e na questão socioambiental, além de reafirmar o papel da instituição em promover o bem-estar da população nas suas múltiplas dimensões”, reforça o diretor-geral do Sesc.

O embaixador da Espanha destacou que o Sesc tem importante função no desenvolvimento social da comunidade e também na preservação ambiental. “Fiquei muito impressionado com tudo que vi de preservação ambiental e sustentabilidade no desenvolvimento social”, comentou ao conhecer as unidades do Polo Socioambiental Sesc Pantanal.

Para Fernando García Casas, principalmente agora, em época de pandemia, essas mudanças devem trazer maior retomada econômica, mas com maior redistribuição. “O Sesc, nesse âmbito da justiça e desenvolvimento social, é uma das instituições mais prestigiadas do Brasil e queremos estar perto”, pontuou o embaixador. 

Fotos: Jeferson Prado

A parceria vale por quatro anos, com a possibilidade de ser renovada automaticamente e estendida pelo mesmo período, mediante entendimento entre a Embaixada e o Sesc. 

“Esse acordo visa fundamentalmente a questão educacional para o Sesc e para a Embaixada. Estamos trabalhando no apoio para o ensino do espanhol nas escolas do Sesc e no caso do Polo Socioambiental, pensamos em trabalhar o turismo ambiental e pedagógico em conjunto com escolas da Espanha”, detalhou o conselheiro Pedro Cortegoso Fernández.

A parceria, completou ele, no âmbito da pesquisa também é um importante meio de colaboração de cientistas do mundo todo. “Hoje em dia a pesquisa é internacional e o trabalho em conjunto entre os pesquisadores do mundo todo é muito importante, porque os problemas ambientais estão interconectados. O que acontece aqui em Mato Grosso tem a ver com o que acontece em outros lugares do mundo”, concluiu Fernández.

A comitiva da Embaixada na Espanha chegou a Poconé (MT) no dia 30 de maio e foi recepcionada no Hotel Sesc Porto Cercado, unidade do polo, pela superintendente do Sesc Pantanal, Christiane Caetano. Eles estiveram na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), na Escola de Educação Infantil Sesc Pantanal e no Parque Sesc Baía das Pedras, onde será construído o Museu do Pantanal.

Sobre o Sesc Pantanal

O Polo Socioambiental Sesc Pantanal é uma unidade de inovação e experimentação com o objetivo de dinamizar as relações entre conservação da biodiversidade, educação ambiental, turismo responsável e ações sociais. Está ligado diretamente ao Departamento Nacional do Sesc e atua de forma interligada com outros dois polos: o educacional, que fica na cidade do Rio de Janeiro, e o sociocultural, localizado em Paraty, também no estado do RJ. O Sesc Pantanal é uma referência no cuidado de áreas naturais, gerando riquezas e benefícios para as comunidades.

 

 

 

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Fundo JBS pela Amazônia aprova 6 projetos que receberão R$ 50 milhões

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Mato Grosso, 02 de junho de 2021 – Na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, o Fundo JBS pela Amazônia anuncia os primeiros projetos escolhidos para receber investimentos para a promoção de ações de conservação e preservação da floresta, melhoria da qualidade de vida das comunidades locais e desenvolvimento científico e tecnológico da região. Serão seis iniciativas que, em conjunto, receberão R$ 50 milhões do Fundo, constituído pela JBS em setembro de 2020 com o aporte de R$ 250 milhões em cinco anos.

O Fundo tem o objetivo de impulsionar a promoção de ações de conservação e preservação da floresta e o desenvolvimento sustentável da região.  A organização analisou mais de 50 ideias de projetos, entre propostas recebidas pelo site ou prospectadas pela equipe. Dez iniciativas foram convidadas a fazer pré-projetos que foram analisados pelo Comitê Técnico, composto por 11 integrantes indicados por institutos de pesquisa e organizações do terceiro setor. São profissionais de destaque na área ambiental e de desenvolvimento sustentável, com grande experiência sobre a realidade amazônica e que já realizaram trabalhos de fôlego na região.

“Os projetos que receberão os recursos irão desenvolver a bioeconomia da floresta, ajudando a agregar valor aos produtos naturais, e contribuindo também com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico”, afirma Joanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia. “Um dos nossos focos foi apoiar projetos que valorizem quem está na sua base das cadeias da floresta, como os extrativistas, indígenas e outras comunidades tradicionais que gerenciam os negócios comunitários”, diz Andrea Azevedo, diretora de programas e projetos do Fundo.  A maior floresta tropical do planeta concentra a maior biodiversidade do mundo. São mais de 5 milhões de quilômetros quadrados de florestas, que abrangem nove estados brasileiros, num bioma onde vivem mais de 20 milhões de pessoas.

Graças às ações que serão desenvolvidas pelos projetos apoiados, áreas de florestas serão conservadas, restauradas e preservadas direta e indiretamente pelo desenvolvimento de novos negócios sustentáveis. Também pelo aspecto ambiental, as emissões de gases de efeito estufa serão reduzidas com a implantação de novas técnicas agrícolas e de sistemas pecuários intensificados, além do desmatamento evitado. Além disso, serão criadas 30 startups de bioeconomia, e outros 20 empreendimentos comunitários serão alavancados. No total, os projetos devem beneficiar cerca de 16 mil famílias com a geração de empregos, que aumentarão sua renda em até 144%. Já a participação feminina e de jovens nos negócios comunitários deve crescer 30% a partir das iniciativas.

Práticas agrícolas regenerativas e a riqueza da bioeconomia

As seis primeiras iniciativas escolhidas pelo Fundo JBS pela Amazônia trabalharão uma ampla gama de atividades no bioma.  A implantação de sistemas agroflorestais, que transformam locais de cultivo e pecuária em áreas absorvem carbono, irá ocorrer por meio da adoção de práticas agrícolas regenerativas. As cadeias do pirarucu e do açaí serão fortalecidas por investimentos em certificação da produção, agregação de valor no processamento e capacitação em gestão dos negócios comunitários. As startups de bioeconomia receberão investimentos e mentorias. A liberação de crédito para pequenos agricultores será facilitada para que eles possam ter assistência técnica e acesso a financiamentos que farão seus negócios prosperar, aumentando a produção sem desmatar. Também está previsto o desenvolvimento, junto à Embrapa, de pesquisas e tecnologias para aumentar o valor de produtos da floresta, como açaí, cacau, mandioca, castanhas, frutas e pescados.

Conheça mais detalhes dos projetos:

  • RestaurAmazônia: desenvolvido pela ONG Solidaridad, com apoio do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), o projeto terá cinco anos para implantar em 1.500 pequenas propriedades sistemas agroflorestais, que integram pecuária, agricultura e floresta. O objetivo é promover boas práticas agrícolas em uma área de 75 mil hectares, para que as propriedades mantenham sua viabilidade econômica, o sustento dos produtores e ainda ajudem a absorver carbono da atmosfera. O projeto segue um modelo testado e aprovado de desenvolvimento sustentável, e irá escalar toda a reestruturação da cadeia, a partir da nova etapa com o apoio do Fundo. Conheça mais sobre a ONG: https://www.solidaridadsouthamerica.org/brasil/pt

 

  • Programa Economias Comunitárias Inclusivas, nas Comunidades de Bailique e Beira Amazonas, no Amapá: será fortalecida a cadeia do açaí na região e em três anos deve promover ampliação da renda de 240 famílias locais, além da consolidação de um modelo de bioeconomia inclusiva, que pode ser usado para outras cadeias. Estão previstas a construção de fábrica própria para produção de polpa; a ampliação do portfólio de produtos de maior valor agregado; a elaboração de plano para liofilização do fruto, o que diminui custos da cadeia logística; além da construção de escolas e qualificação de jovens e mulheres para atuar na atividade. O projeto será implementado em conjunto por diversas entidades como a cooperativa extrativista Amazonbai (https://www.amazonbai.com.br/), o Instituto Interelos (http://interelos.org.br/), OELA (https://www.oela.org.br/), IEB (http://iieb.org.br), Universidade Estadual do Amapá e o Instituto Terroá (https://www.institutoterroa.org/).

 

  • Projeto Pesca Justa e Sustentável: desenvolvido pela Asproc (Associação dos Produtores Rurais de Carauari), fortalecerá a cadeia do pirarucu, com a compra de uma embarcação para processamento do pescado e estudo de viabilidade para construção de uma indústria de processamento. Também estão previstas capacitação e consultoria técnica para as comunidades, com o objetivo de abrir novos mercados para as associações pesqueiras da região do Médio Juruá (AM). O projeto terá dois anos e deverá beneficiar 450 famílias, residentes em 55 comunidades ribeirinhas, com aumento de produção e renda. Acesse https://www.asproc.org.br/ para mais informações sobre a associação à frente do projeto.

 

  • AMAZ (Aceleradora & Investimentos de Impacto): a primeira aceleradora amazônica de negócios com foco no impacto socioambiental de negócios da floresta. Comandada pelo Idesam (Instituto de Desenvolvimento da Amazônia), a Amaz fomentará a aceleração de 30 startups em cinco anos que serão apoiadas por um fundo com recursos filantrópicos e investimentos privados, além da capacitação e mentoria nos negócios.  Esse projeto estimula o fortalecimento desse ambiente empreendedor da cadeia da biodiversidade importante para a manutenção da floresta. Mais informações sobre a instituição: https://amaz.org.br/ .

 

  • Alavancagem de crédito para as cadeias da floresta: o Instituto Conexões Sustentáveis vai testar uma metodologia de trabalho que vai, em dois anos, ajudar a liberar crédito para pequenos agricultores das cadeias de valor da castanha, açaí, pescados, madeira, óleos e resinas. Serão contratados e treinados 25 ativadores locais para ajudar pequenos produtores a terem acesso a crédito facilitado. Quinze cooperativas também receberão consultoria para se habilitar para financiamentos com condições facilitadas. Mais detalhes sobre o instituto: https://www.conexsus.org/.
  • Parceria Técnica com a Embrapa:  a iniciativa irá desenvolver pesquisas e tecnologias para aumentar o valor dos produtos da floresta, com inovações para alimentos plant-based, matérias-primas e insumos feitos a partir de nanofibras vegetais. Também estão previstos programas para reduzir emissões no campo, como a implantação de integração lavoura, pecuária e floresta, e para o desenvolvimento de tecnologias renováveis. https://www.embrapa.br/

O Fundo JBS pela Amazônia

O Fundo JBS pela Amazônia é uma associação dedicada a fomentar e financiar iniciativas e projetos que visam ao desenvolvimento sustentável do Bioma Amazônico. A instituição é aberta a contribuições e parcerias de associações da iniciativa privada, terceiro setor e grupos multistakeholders. A JBS se compromete a igualar a contribuição feita a cada doação até atingir R$ 500 milhões. A meta é levar os recursos do Fundo a R$ 1 bilhão até 2030. Qualquer instituição ou empresa pode apresentar projetos para solicitar financiamento, desde que tenha CNPJ ativo (ou equivalente para empresas internacionais). As inscrições podem ser feitas pelo site https://fundojbsamazonia.org/.

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