economia
Senado aprova aumento do salário mínimo e de isenção do Imposto de Renda
O Senado aprovou nesta quinta-feira (24.08) a Medida Provisória (MP) 1.172/23 que aumenta o salário mínimo de R$ 1.302 para R$ 1.320 e amplia a isenção da tabela do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF). Agora, o texto segue para sanção presidencial.
O reajuste do salário mínimo já estava valendo desde o dia 1º de maio, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a MP. Foi incluída ainda nesse texto a ampliação da isenção do IRPF. Quem ganha até R$ 2.640 ao mês não terá que pagar imposto de renda. Até então, a isenção era para quem recebe até R$ 1.903,98 mensais.
Um destaque do líder da oposição senador Rogério Marinho (PL-RN) queria retirar do texto o artigo que define que a política de valorização real do salário mínimo seja permanente.
O relator da matéria senador Jaques Wagner (PT-BA) rebateu que “todos os anos com ganho real implica um volume maior de dinheiro no bolso do trabalhador e, portanto, movimenta mais o comércio, movimenta mais a economia brasileira, trazendo prosperidade para todas as famílias”.
Após o debate, o senador Marinho retirou o destaque da pauta reconhecendo que não haveria maioria para mudar o texto.
Segundo a MP aprovada, a valorização do salário mínimo será a soma do índice da inflação do ano anterior com o índice do crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região) de dois anos anteriores.
economia
Comércio de Mato Grosso perde espaço na internet e consumidores gastam bilhões em outros estados
Pesquisa do Sebrae/MT aponta que três em cada cinco empresários do estado ainda não possuem site; enquanto isso, mato-grossenses gastaram R$ 3,5 bilhões em compras online de empresas de fora
As vendas de empresas de Mato Grosso pela internet caíram 19% no último ano, passando de R$ 630 milhões para R$ 510 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com base em informações da Receita Federal.
O número chama atenção porque o movimento contrário também cresceu: os consumidores do estado compraram R$ 3,5 bilhões pela internet de empresas de outros estados, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.
Na prática, isso significa que o dinheiro do mato-grossense está saindo do estado. As pessoas compram cada vez mais pela internet, mas compram de empresas de São Paulo, Minas Gerais e de outras regiões porque não encontram os comerciantes locais no ambiente digital.
Uma pesquisa do Sebrae/MT chamada “Maturidade Digital dos Pequenos Negócios em Mato Grosso” ajuda a entender por que isso acontece. O levantamento mostrou que três em cada cinco empresários do estado não possuem um site.
Além disso, 52,20% dos entrevistados afirmaram que não têm sequer o cadastro no Google Meu Negócio, ferramenta gratuita que faz a empresa aparecer no Google Maps e nas buscas locais.
Cenário nacional vai na direção oposta
Enquanto o comércio digital de Mato Grosso encolhe, o cenário nacional mostra um caminho bem diferente. Segundo o MDIC, as vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico cresceram quase 1.200% nos últimos cinco anos.
O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões no ano passado.
Os dados mostram que o problema não é falta de mercado. Os brasileiros estão comprando pela internet com frequência cada vez maior. A questão é que muitos comerciantes, especialmente os de estados do Centro-Oeste, ainda não se posicionaram no digital.
Em Mato Grosso, mais de 96% das empresas abertas em 2024 foram de micro e pequeno porte, segundo a Junta Comercial do estado. São negócios que poderiam se beneficiar da internet para vender mais, mas que na maioria dos casos ainda dependem apenas do movimento de rua.
O que o comerciante pode fazer
Especialistas em marketing digital apontam que o primeiro passo é ter um site, mesmo que simples. Um site com informações básicas como endereço, telefone, produtos e horário de funcionamento já coloca o negócio no radar das buscas do Google.
O segundo passo é investir para que esse site seja encontrado. Existem dois caminhos para isso. O tráfego pago, feito por meio de anúncios no Google e nas redes sociais, traz resultados rápidos e permite que o comerciante apareça para pessoas da sua cidade que estão pesquisando por produtos ou serviços naquele momento.
Já o tráfego orgânico é o resultado de um trabalho contínuo de produção de conteúdo e de otimização do site para os mecanismos de busca, o chamado SEO.
Dentro do SEO, uma das estratégias mais importantes é a conquista de backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu. Funciona como uma indicação: quando portais de notícias, blogs e sites de referência linkam para o endereço de uma empresa, o Google entende que aquele site tem credibilidade e passa a posicioná-lo melhor nos resultados.
No mercado brasileiro, a busca por backlinks brasileiros tem crescido entre pequenos e médios empresários que querem melhorar o posicionamento dos seus sites e perfis nas buscas.
É importante que o empresário saiba escolher bem quem vai fazer esse trabalho. Uma agência de backlinks séria trabalha com portais reais, de boa reputação, e oferece transparência sobre onde os links serão publicados.
Nesse ponto, vale um alerta: é preciso ter cuidado com backlinks baratos oferecidos na internet. Links vindos de sites de baixa qualidade ou de redes de spam podem prejudicar o posicionamento do site em vez de ajudar. O Google identifica esse tipo de prática e pode penalizar a empresa nos resultados de busca.
Redes sociais também aparecem no Google
Outro ponto que muitos comerciantes não sabem é que os perfis do Instagram e do Facebook também podem ser encontrados nas buscas do Google.
Com um trabalho bem feito de otimização e de construção de autoridade digital, é possível fazer com que o perfil da loja nas redes sociais apareça quando alguém pesquisar pelo nome do negócio ou pelo tipo de produto que ele vende.
As redes sociais, aliás, continuam sendo uma das ferramentas mais acessíveis para o pequeno comerciante. Publicar fotos dos produtos, mostrar o dia a dia da loja, responder perguntas e divulgar promoções são ações simples que ajudam a manter o negócio na lembrança dos clientes.
Um problema que tem solução
Os números mostram que o comércio de Mato Grosso está deixando dinheiro na mesa. O consumidor do estado está comprando pela internet, só que está comprando de fora.
Para mudar esse cenário, não é preciso investir fortunas. Um site bem feito, um cadastro no Google Meu Negócio, presença nas redes sociais e um trabalho de posicionamento nas buscas já fazem diferença.
Isso vale também para quem vive do campo, já que o marketing no agronegócio ajuda a atrair compradores, fechar parcerias e fortalecer a marca regional sem depender só de indicação.
O Sebrae/MT oferece programas de apoio à digitalização dos pequenos negócios, como o “Move Mais Vendas” e consultorias de marketing digital. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.
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