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Saúde, educação e agricultura familiar ganharão reforço no segundo semestre
Algumas obras tiveram início no ano passado e foram retomadas neste primeiro trimestre e serão inauguradas no segundo semestre
Assessoria
São José do Povo
Saúde, educação e agricultura familiar ganharão importante reforço no segundo semestre em São José do Povo, com a inauguração de obras que irão melhorar a infraestrutura de atendimento à população. O prefeito Arivaldo Medeiros de Santana, que foi reeleito, disse que algumas obras tiveram início no ano passado e foram retomadas neste primeiro trimestre.
Está programada para julho a inauguração da primeira Unidade Básica de Saúde – UBS do município, com o objetivo de ampliar a prática da saúde preventiva, com atendimento a gestantes, idosos, vacinação, entre outras atividades. A prefeitura planeja, ainda, a contratação de mais um médico para ampliar a equipe de profissionais que atende a comunidade.
A Educação também está recebendo investimentos. Além da inauguração da escola municipal, em julho do ano passado, viabilizada com recursos federais, está em construção uma creche que vai atender toda a comunidade. As obras tiveram início no final do ano passado e a previsão é que entre em funcionamento no segundo semestre.
A inauguração da uma feira livre também está sendo muito aguardada, para este ano, pela população e pelos pequenos agricultores, que terão a oportunidade de comercializar na área central do município vários produtos, principalmente hortifrutigranjeiros.
O prefeito disse que a infraestrutura urbana está sendo priorizada. O município assinou convênio com a Caixa Econômica Federal para a construção de calçadas nas ruas pavimentadas. A liberação do recurso e o início das obras devem ocorrer nos próximos meses. “Estamos dando continuidade a vários projetos e implementando novas ações para prestar serviços de qualidade e melhorar as condições de vida da população”, assinalou Arivaldo.
O município está também buscando parceria com os governos federal e estadual para viabilizar a pavimentação da área urbana que ainda não conta com asfalto, numa extensão de cerca de 51 mil metros quadrados.
O prefeito destaca, ainda, a construção do Cinturão Verde, uma área que será cedida aos produtores rurais, em comodato, para produção de hortifrutigranjeiros. Além do terreno com a infraestrutura necessária, será disponibilizada assistência técnica, com equipe especializada, para acompanhar a produção. Em contrapartida, os agricultores vão destinar 20% do que for produzido à prefeitura, que irá distribuir em escola, creche e famílias carentes.
Para ampliar o apoio aos produtores, o município aguarda a liberação de recursos federais para aquisição de uma patrulha mecanizada, que será utilizada no desenvolvimento da agricultura familiar.
A assistência social também será contemplada com investimentos. A prefeitura aguarda a liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para iniciar a construção de um Centro de Referência da Assistência Social – CRAS, cuja obra já está licitada.
O gestor salientou que no último mandato uma das prioridades foi a recuperação de estradas rurais, pontes e bueiros, visando a garantir trafegabilidade e melhor infraestrutura para escoamento da produção. Nesta gestão, outras ações serão implementadas, como pavimentação da área urbana, construção de calçadas, saneamento básico, urbanização, entre outros.
Em visita à Associação Mato-grossense dos Municípios nesta sexta-feira (7), o prefeito Arivaldo destacou a importância da instituição para o desenvolvimento dos municípios, principalmente com relação à assessoria e atendimento em várias áreas. “Temos todo o apoio que precisamos e estamos muito satisfeitos com o trabalho da AMM”, afirmou.
Antes de ser prefeito, Arivaldo ocupou outros cargos públicos. Foi vereador no período de 1993 a 1996, na primeira legislatura do município. Ocupou, ainda, o cargo de secretário de saúde da cidade de 1998 a 2000. O gestor é natural da Bahia, mas reside em São José do Povo desde 1975.
Perfil municipal – São José do Povo está localizado na região Sul de Mato Grosso, a cerca de 260 quilômetros de Cuiabá. A base econômica é constituída pela bacia leiteira, gado de corte, e agricultura de subsistência. O município possui 3,5 mil habitantes e foi criado em 1989.
caceres
Após estiagem e calor extremo, chuva renova o Pantanal de Cáceres e devolve o canto das aves
Por João Arruda | Cáceres (MT)
Após um longo período de estiagem severa, com tardes de mormaço que chegaram a beirar os 45 graus Celsius, a tórrida cidade de Cáceres (a 210 km de Cuiabá), foi contemplada, nas primeiras horas da manhã deste sábado (5), com uma chuva mansa e contínua.
A precipitação ajudou a dissipar as nuvens de poeira que, há meses, castigavam o ambiente pantaneiro.
Cáceres é berço e vertente da planície pantaneira. Onde começa a depressão, comprimida entre as duas cordilheiras — Serra das Araras e Serra dos Parecis —, o município está a apenas 115 metros acima do nível do mar. Essa característica dificulta a entrada de ventos e torna a cidade uma das mais quentes do país.
Uma verdadeira “estufa natural” que, nos últimos tempos, nem mesmo os pantaneiros nativos têm suportado, devido às altas temperaturas.
Para quem chega a Cáceres vindo de regiões do Sul ou do Sudeste, ou ainda do litoral brasileiro, a adaptação ao calor sufocante pode ser difícil.
Esse foi um dos casos vivenciados pelo radialista Paulo Rossi. Na década de 1970, ele foi contratado para atuar como locutor da Rádio Difusora de Cáceres, a pioneira do oeste de Mato Grosso. Com muito talento e atuação multidisciplinar, Rossi conquistou centenas de ouvintes. No entanto, ele e a família não suportaram o calor e precisaram deixar Cáceres.
Outro que sofreu com as altas temperaturas foi o mineiro de São João del-Rei, o capitão de corveta Magno Luís Moura, designado para comandar a unidade da Marinha do Brasil em Cáceres.
Acostumado às temperaturas amenas das montanhas de Minas Gerais e às brisas litorâneas, ele sentiu na pele o calor do Pantanal. Certa vez, chegou a declarar à imprensa local:
“Eu achava que o Rio de Janeiro era quente à beça, mas o calor em Cáceres supera. Nem tudo é ruim, pois esta gente pantaneira tem calor e hospitalidade sem par.”
A estação do inverno termina no dia 22 deste mês. Os mato-grossenses costumam chamar essa chuva de “chuva do caju e da manga”, em referência às árvores que povoam os quintais das cidades de Mato Grosso.
Outra manifestação natural provocada pela chegada da chuva é o retorno dos gorjeios das aves. Trinca-ferros, sabiás-laranjeiras, maritacas, bem-te-vis, são-joãozinhos, caga-sebos, sinhôs-concás, chocas-barradas, almas-de-gato, sanhaços-verdes, sanhaços-azuis, fogo-apagou, japuíras, pintassilgos, canários-da-terra e canários-belgas, periquitos, papagaios e araras estão entre as dezenas de espécies que habitam a vasta região oeste de Mato Grosso.
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