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Revolução cultural

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Paulo Lemos

 

Temos minimizado a importância da moral majoritária e da cultura candente, com raízes na antiguidade, o patronato, o racismo, o imperialismo, tudo visto entre os judeus/cristãos, gregos e romanos, base do ocidente, para o bem e para o mal.

E um dos pontos chaves dessa janela de ventilação da consciência, ciência, alma e coração, de todas as dimensões do ser humano, é a ideia de que existem povos ou civilizações mais nobres, eternamente melhores do que os outros.

Os cidadãos do Mundo são divididos por castas étnico-raciais e patriarcalismo. As guerras só terão fim quando essa organização em castas cair, e todos efetivamente forem livres e iguais, sem grilhões, grades e biombos.

Aqui no Brasil é latente essas muralhas. Nosso país nunca foi pacífico. O derramamento de sangue jorra das veias abertas da discriminação e exploração do outro. Somos um povo violentado e violento.

A transformação somente virá com o despertar humanitário das nações, outrossim em relação à mãe Terra

 

Sem falar na existência de miséria, entre nossos irmãos, que revela o egoísmo pululante da hipocrisia e ambição reinantes.

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O Mundo tem recursos para todos. No entanto, o sistema escolhe quem merece ter acesso a eles, sob o crivo dele, como os europeus e os americanos, enfim, o hemisfério norte, hodiernamente engolindo a seco o desenvolvimento da China, ao revés dos que são meramente descartáveis, os sobreviventes do hemisfério sul. São epistemologias absolutamente diferentes.

Por quê? As coisas não podem ser diferentes?

Essa mudança não virá por autoridades e instituições, públicas, privadas ou eclesiásticas. Pois elas retroalimentam tudo isso. Não é interessante resolver o problema.

Eis que elas se abastacem da carniça, cada uma da sua maneira, mais-valia, tributos, dízimos e ofertas, exploração e grana, muita grana.

A transformação somente virá com o despertar humanitário das nações, outrossim em relação à mãe Terra.

O povo unido, imbuído dos mesmos propósitos, via uma revolução de valores e princípios (cultura), só ele, é capaz de converter o Mundo, não para qualquer religião ou agremiação política, mas, simplesmente, para uma vida sustentável e solidária.

 

Paulo Lemos é advogado

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O dever da Religião

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Por Paiva Netto

Declarei ao ilustre jornalista italiano radicado no Brasil Paulo Rappoccio Parisi (1921-2016), na entrevista concedida a ele em 10 de outubro de 1981, que é dever da Religião proclamar a existência do Espírito imortal e efetivar os resultados práticos desse indispensável conhecimento na reforma do planeta.

Eis o pragmatismo que, por força da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, o Brasil oferece à humanidade, pois tais noções amadurecerão a consciência dos povos para a realidade espiritual de que ninguém consegue permanentemente escapar. Não se pode eternamente impedir a manifestação daquilo que nasce com o ser humano,

mesmo quando ateu: o sentido de Religiosidade que se expressa das mais variadas formas. Para além do debatido determinismo histórico, trata-se, acima de tudo, do Determinismo Divino, de que nos falava Alziro Zarur. Antes que fatalmente a Ciência conclua, em laboratório, sobre a perenidade da vida, cumpre à Religião não só abordar com maior objetividade a existência do Espírito após a morte, mas concomitantemente pesquisar o Mundo ainda Invisível.

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Parceria Céu e Terra

Ora, a morte não deve ser motivo de assombro nem ser tratada com desdém ou negligência. Diante da eternidade da vida, é essencial extrair seus preciosos aprendizados, que ajudaram a moldar os destinos da humanidade, contribuindo para sua continuação até aqui. Esse intercâmbio entre Terra e Céu, Céu e Terra, quando estabelecido com as forças do Bem, nos dá confiança na vida. Contar com a cooperação bendita daqueles que nos antecederam na jornada espiritual, sabendo que estão mais vivos do que nunca, incentivando-nos a boas ações, no cumprimento de nossas tarefas prometidas antes de aqui renascer, é parceria infalível.

Há décadas, preconizo que o ser humano não é somente sexo, estômago e intelecto, isto é, um saco de sangue, ossos, músculos e nervos, apenas jungido às limitadoras perspectivas do plano material. Reduzi-lo a isso é promover a cultura do fedor. A morte não é o fim; a vida é perpétua. E o Espírito é suprema realidade.

 

José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor – [email protected] — www.boavontade.com

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