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Projeto sobre vagas de trabalho para mulheres já pode ser votado

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Ao completar dez anos em vigor no país, a Lei Maria da Penha (nº 11.340, de 07 de agosto de 2006) tem boas marcas em Mato Grosso – o primeiro estado brasileiro a implantar varas de violências doméstica e familiar contra a mulher. Mais do que isso, em 2011, a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes – que inspirou a lei sobre o assunto – disse que, no país, Cuiabá era a cidade que mais aplicava a lei. O fato foi confirmado pela revista Consultor Jurídico (08.03.2011).

 

Esse cenário, entretanto, não conteve a escalada de agressões. Cinco anos depois, a presidente do Conselho Estadual de Defesa da Mulher e defensora pública, Rosana Leite, alertou que “a violência contra a mulher tem sido cada vez mais assustadora em Mato Grosso”. Segundo ela, as agressões sempre existiram. E completou: “as mulheres passaram a denunciar mais. Apesar disso, os números podem ser ainda maiores já que muitas outras não registram queixas”.

 

Nesse ambiente de vítimas que tentam superar adversidades como o medo de represálias e de outros tipos de violências física e moral, a Assembleia Legislativa disponibilizou para votação o Projeto de Lei nº 144/2015. Ele reserva 5% das vagas de trabalho para mulheres vítimas de violências doméstica e familiar, residentes em Mato Grosso, nas empresas que prestam serviços ao Poder Público Estadual.

 

A oportunidade criada pelo 2º Secretário da Mesa Diretora, deputado Wagner Ramos (PSD), já recebeu parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, e conta com apoio de parlamentares para sua aprovação em plenário, em primeira votação.  O projeto também determina que os editais de licitação e os contratos deverão conter cláusula disponibilizando as referidas vagas.

 

“A criação dessas oportunidades de emprego vai permitir autonomia e independência financeira importantes para que essas mulheres superem o ambiente de violência familiar”, observou Wagner.

 

O índice das vagas reservadas terá validade por todo o período da prestação de serviços e será aplicado aos cargos oferecidos. Não havendo preenchimento da cota prevista, as vagas disponíveis serão revertidas para os demais candidatos. O projeto também permite a realização de convênios com entidades da sociedade civil.

 

Em meados de julho último, números da Secretaria de Estado de Segurança Pública, divulgados pela mídia, revelaram que os casos de violência contra mulheres aumentaram 29% na Grande Cuiabá, nos três primeiros meses de 2016 em relação ao mesmo período de 2015. De acordo com a estatística, as vítimas teriam idades entre 18 e 59 anos.

 

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Morre a menina baleada por engano por agentes da PRF

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Morreu, na manhã deste sábado (16.09), a menina Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, baleada na coluna e na cabeça durante uma ação equivocada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

Na última quinta-feira (14.09), Heloísa sofreu uma parada cardiorrespiratória, que foi revertida pela equipe de saúde após seis minutos. Ela estava internada no Hospital Adão Pereira Nunes.

A família da criança fazia uma viagem em um carro de passeio, que começou a ser perseguido por uma equipe da PRF. Dentro do veículo estavam Heloísa, os pais dela, a tia e uma irmã. O carro foi perseguido e alvejado por disparos feitos por policiais.

Os policiais envolvidos na abordagem foram afastados da corporação, que iniciou uma investigação interna. O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a prisão preventiva dos três agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) envolvidos.

Também é investigada a atuação de um dos policiais que chegou a visitar a vítima no CTI do hospital. O procurador Eduardo Benones representou pela prisão dos agentes Fabiano Menacho Ferreira — que admitiu ter feito os disparos —, Matheus Domicioli Soares Viegas Pinheiro e Wesley Santos da Silva.

Na peça, Benones afirma que 28 agentes da PRF foram até o hospital logo após o incidente “numa tentativa inequívoca de intimidar” a família e lembra que um deles, à paisana, conseguiu chegar até a emergência pediátrica e falar com o pai da menina.

“A presença de 28 inspetores no hospital, no dia do ocorrido, em contato visual e às vezes verbal, com as vítimas demonstra uso indevido da força corporativa”, escreveu Benones na justificativa.

Segundo a polícia, o carro em que a família estava era roubado. O pai de Heloísa disse que tinha adquirido o veículo recentemente e não sabia da situação irregular.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a PRF terá que acelerar a “revisão da doutrina policial e manuais de procedimentos”.

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