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BRASIL E MUNDO

Projeto Poço de Carbono da ONF Brasil atinge marca histórica de remoção de CO₂ na Amazônia

ONF Brasil lança release com dados atualizados do Poço de Carbono, o primeiro projeto ARR de larga escala no Brasil

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O projeto Poço de Carbono da ONF Brasil, localizado na Fazenda São Nicolau, em Cotriguaçu (MT), consolidou-se como a primeira iniciativa de Remoção de Carbono por Reflorestamento com Espécies Nativas (ARR) em larga escala no Brasil. Iniciado em 1999, o projeto já sequestrou mais de 700 mil toneladas de CO₂ equivalente (CO₂eq) e projeta atingir a marca de 1 milhão de toneladas até 2038, tornando-se um marco no combate à crise climática e na liderança de soluções baseadas na natureza.

Carbono e Integridade

O Poço de Carbono é certificado pela Verra/VCS, com a metodologia de Remoção de Carbono (ARR), uma das mais rigorosas do mercado. O projeto se destaca pela escala técnica e pela qualidade ambiental: foram plantadas mais de 2,5 milhões de árvores, representando 50 espécies nativas da Amazônia, em uma área de quase 2 mil hectares.

Em 2025, foram realizadas 417 parcelas permanentes de monitoramento, garantindo a transparência e a verificação contínua do sequestro de carbono. O projeto atua no mercado voluntário, oferecendo créditos de alta qualidade para setores como indústria, tecnologia, aviação e finanças, contribuindo para a neutralidade carbônica de empresas comprometidas com a sustentabilidade.

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Biodiversidade e Ciência

A Fazenda São Nicolau, com uma área total de 10.287 hectares, funciona como um laboratório a céu aberto de restauração ecológica e manejo florestal. Desse total, 1.815 hectares são de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e 5.350 hectares são destinados ao manejo florestal sustentável, demonstrando um modelo replicável de conservação e desenvolvimento.

O projeto é reconhecido por seu diferencial científico: até 2025, foram produzidos 138 trabalhos acadêmicos, dos quais 102 abordam a biodiversidade. O Poço de Carbono também integra o módulo IV do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio), promovendo a conectividade da paisagem e a redução do isolamento de habitats, fatores essenciais para a preservação dos ecossistemas locais.

Impacto Social e Educação

A iniciativa também atua na educação ambiental e na integração com a comunidade local. Em 2025, o Programa de Educação Ambiental atendeu 202 participantes, incluindo alunos da Escola Estadual André Maggi, promovendo a conscientização sobre a importância da floresta e do combate às mudanças climáticas. Além disso, o projeto fortalece parcerias com instituições locais e políticas públicas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região e para a formação de agentes ambientais.

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Reconhecimento Internacional

Em 19 de setembro de 2024, a ONF Brasil venceu o ESG Investing Carbon Awards 2024, um reconhecimento internacional que destaca projetos de excelência em integridade climática e sustentabilidade. Esse prêmio reforça a liderança da organização no cenário global de ações climáticas.

“O Poço de Carbono é a prova de que a integridade e a ciência caminham lado a lado com o impacto. Ser um dos poucos projetos de reflorestamento em larga escala com espécies nativas da Amazônia é um diferencial técnico, mas ter verificações periódicas concluídas e ser reconhecido internacionalmente reforça a credibilidade dos nossos créditos no mercado global”, afirma Alan Bernardes da Silveira, diretor da ONF Brasil.

Resumo de Números

  • Área total: 10.287 ha
  • Reflorestamento: 1.981 ha
  • RPPN: 1.815 ha
  • Manejo Sustentável: 5.350 ha
  • Produtos Científicos: 138
  • Participantes de Educação Ambiental (2025): 202

Sobre a ONF Brasil A ONF Brasil é a filial brasileira do grupo ONF (Office National des Forêts), atuando no país em parceria com a ONF International para promover projetos de conservação, restauração florestal, pesquisa e desenvolvimento sustentável.

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BRASIL E MUNDO

O Brasil ganhou um novo milionário a cada hora em 2025

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O Brasil ganhou, em média, um novo milionário a cada hora durante o ano passado, atingindo a marca de 386 mil pessoas com patrimônio acima de US$ 1 milhão. O dado, revelado pelo Global Wealth Report 2026 do banco UBS, reforça o desafio estrutural do país: o Brasil é hoje o quarto mercado mais desigual entre os 56 analisados, evidenciando que o crescimento da riqueza continua concentrado nas mãos de poucos.

O levantamento, que é referência na análise da riqueza global, utiliza o coeficiente de Gini para medir a distribuição patrimonial — quanto mais próximo de 1, maior a concentração nas mãos de poucos. O Brasil registrou um índice de 0,81, posicionando-se atrás apenas de Emirados Árabes Unidos, Rússia e África do Sul.

O relatório destaca que, embora o número de indivíduos de alta renda tenha avançado, a disparidade social no Brasil permanece um entrave histórico. Enquanto um pequeno grupo integra o seleto clube do milhão — sendo que cerca de 43 mil brasileiros possuem patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões —, a base da pirâmide reflete um cenário oposto: aproximadamente 69% dos adultos brasileiros detêm um patrimônio inferior a US$ 10 mil.

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Além disso, a riqueza média por adulto no Brasil sofreu uma queda de 3,13% desde 2020, quando descontada a inflação, evidenciando que a expansão patrimonial não tem sido uniforme entre as diferentes camadas da população.

O cenário brasileiro acompanha um movimento global de expansão da riqueza, que cresceu 10,8% em 2025, o ritmo mais rápido registrado desde 2017. Segundo o UBS, esse avanço global foi impulsionado por três pilares principais:

  • Valorização dos mercados financeiros: Forte desempenho das bolsas e ativos financeiros.

  • Alta de ativos não financeiros: Especialmente a valorização do setor imobiliário, que frequentemente representa o maior ativo das famílias.

  • Efeito cambial: A desvalorização do dólar frente a diversas moedas converteu ativos locais em valores nominais mais elevados quando expressos em dólares americanos.

O estudo do UBS aponta uma particularidade na composição das riquezas no Brasil: a alta exposição a ativos financeiros. Cerca de 73,3% da riqueza bruta das famílias brasileiras está alocada em aplicações, ações e títulos privados — um patamar superior ao observado em economias desenvolvidas como Japão e Alemanha. Contudo, o país também apresenta um dos maiores pesos de dívidas sobre o patrimônio bruto, que equivalem a 23,4%.

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O relatório reforça que o conceito de milionário do banco suíço não se limita a dinheiro disponível para consumo imediato; ele engloba o patrimônio líquido total, incluindo imóveis, participações societárias e investimentos de longo prazo, o que explica a variação patrimonial sem necessariamente refletir liquidez imediata.

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