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Depois dos terremotos gêmeos, Venezuela tem novo abalo sismico

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Um novo terremoto foi registrado na costa norte da Venezuela, dois dias após os terremotos gêmeos que devastaram parte do país. O tremor, de magnitude 4,9, foi sentido em Caracas e em cidades vizinhas, reacendendo o temor da população em meio às operações de resgate que seguem nas áreas mais atingidas.

O novo abalo ocorreu após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na noite de quarta-feira (24), considerados os mais fortes a atingir a Venezuela em mais de um século. Embora tenha sido significativamente menos intenso, especialistas alertam que réplicas podem agravar os danos em edifícios já comprometidos pelos primeiros tremores.

O governo venezuelano atualizou nesta sexta-feira (26.09) o balanço da tragédia para 920 mortos e 3.360 feridos. Segundo as autoridades, ao menos 172 pessoas continuam presas sob os escombros, enquanto milhares de equipes de emergência e voluntários mantêm as buscas por sobreviventes. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.

As cidades de Caracas e La Guaira concentram parte da destruição provocada pelos terremotos. Prédios residenciais, estabelecimentos comerciais e estruturas públicas desabaram ou sofreram danos severos, obrigando milhares de moradores a deixar suas casas. O aeroporto internacional da capital chegou a interromper as operações após os primeiros tremores.

Leia mais:  Terremotos devastam a Venezuela. Até agora foram registrados 164 mortes, mas estimativas apontam para até 100 mil vítimas

As autoridades venezuelanas informaram que centenas de edificações foram destruídas ou condenadas e anunciaram o reforço das ações de segurança e assistência nas áreas classificadas como zona de desastre. Equipes internacionais especializadas em busca e salvamento começaram a chegar ao país nesta sexta-feira para reforçar os trabalhos de resgate.

Os terremotos ocorreram com intervalo inferior a um minuto e tiveram epicentro na região de El Guayabo, a cerca de 170 quilômetros de Caracas. Além da elevada magnitude, a pequena profundidade dos abalos fez com que a energia sísmica atingisse com maior intensidade áreas densamente povoadas, ampliando o potencial de destruição.

Enquanto as buscas prosseguem, moradores permanecem em alerta diante da possibilidade de novos tremores. Desde quarta-feira, centenas de réplicas já foram registradas na região, mantendo o clima de insegurança entre a população e dificultando o trabalho das equipes de resgate.

TERREMOTOS GEMEOS

Segundo físicos, geólogos e especialistas em sismologia, os dois terremotos consecutivos que atingiram a região — separados por apenas 39 segundos — configuram o que se conhece como “terremotos gêmeos”.

Esse fenômeno é  incomum. A sequência mais típica é a ocorrência de um terremoto principal, seguido por uma série de réplicas de menor intensidade. Mas o que ocorreu na Venezuela foi diferente.

Leia mais:  EUA atacam alvos militares do Irã e tensão ameaça cessar-fogo

Em termos simples, os “terremotos gêmeos” ocorrem quando há dois terremotos principais, e o segundo não pode ser considerado apenas uma réplica do primeiro — seja porque ambos têm intensidade semelhante ou porque seus epicentros estão muito próximos entre si. E foi exatamente isso que aconteceu na Venezuela.

O primeiro terremoto, ocorrido na região da costa às 18h04, teve magnitude 7,2 e epicentro próximo à cidade de San Felipe, no estado de Yaracuy, cerca de 280 km a oeste de Caracas.

O segundo terremoto ocorreu 39 segundos depois, a apenas 45 quilômetros de distância, com epicentro próximo ao município de Yumare. Esse tremor foi ainda mais forte, atingindo magnitude 7,5.

O fator do tempo que separa os dois abalos também é relevante, embora haja menos consenso científico sobre esse ponto. Alguns pesquisadores afirmam que, para caracterizar os “gêmeos”, o segundo terremoto deve ocorrer em um intervalo curto — de segundos, minutos, horas ou dias. Outros, porém, consideram que ele pode acontecer até anos depois, sendo o mais importante a ligação física entre os dois eventos.

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EUA atacam alvos militares do Irã e tensão ameaça cessar-fogo

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Os Estados Unidos realizaram nesta sexta-feira (26.06) ataques contra instalações militares do Irã em resposta ao ataque de um drone contra um navio cargueiro que navegava pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial de petróleo. A ofensiva aumenta o risco de colapso do cessar-fogo firmado entre os dois países na semana passada.

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação teve como alvo depósitos de mísseis e drones, além de radares costeiros utilizados pelas forças iranianas. Washington classificou a ação como uma resposta ao ataque contra a embarcação comercial e afirmou que o objetivo foi proteger a navegação internacional na região.

O presidente Donald Trump acusou o Irã de violar o acordo de cessar-fogo ao permitir o ataque contra o cargueiro que cruzava o Estreito de Ormuz. De acordo com a Casa Branca, o navio foi atingido por um drone, enquanto outros três aparelhos foram interceptados pelas forças norte-americanas antes de alcançar o alvo.

Após a ofensiva americana, o vice-presidente JD Vance afirmou que os Estados Unidos continuarão cumprindo os termos do acordo, mas advertiu que qualquer novo ataque terá resposta militar. “A violência terá como resposta a violência”, escreveu em uma rede social.

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Horas depois, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter atacado posições militares dos Estados Unidos na região em retaliação aos bombardeios. Em comunicado divulgado pela imprensa estatal iraniana, o grupo afirmou que Washington descumpriu os termos do memorando que estabeleceu a trégua e advertiu que novas ofensivas serão respondidas com maior intensidade.

Relatos da imprensa iraniana indicam que explosões foram registradas nas proximidades do porto de Sirik, na província de Hormozgão, região estratégica localizada às margens do Estreito de Ormuz e que abriga instalações militares.

A nova escalada militar ocorre em um momento de fragilidade das negociações entre Washington e Teerã. O acordo firmado na semana passada previa uma redução gradual das hostilidades e o compromisso de garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo. A retomada dos confrontos reacende preocupações sobre impactos no comércio internacional e nos preços da energia.

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