mato grosso
Produtos da cultura mato-grossense atraiu público brasileiro durante ExpoSoea
Por Cristina Cavaleiro
Os produtos regionais mato-grossenses, como: paçoca de pilão, rapadura de leite e bebidas típicas do estado, expostos durante da Exposição da Soea (ExpoSoea), um espaço especial dentro da estrutura da Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) em Goiás, atraiu público de vários estados do país.
“Além do conhecimento, inovação, diversidade, criatividade, que propõe a Soea, o encontro destaca a regionalidade de cada estado Brasileiro. Mostrando uma mistura de sabores e sotaques. Desde o começo do evento, o espaço do Crea Mato Grosso recebeu visitantes de vários estados, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul, Maranhão, Bahia entre outras regiões. Cada um que chega no estande leva um pedacinho de Mato Grosso através da degustação de nossos produtos regionais”, detalhou o presidente do Crea-MT, eng. civil Juares Samaniego.
Na oportunidade, Samaniego ressaltou a exposição no estande do Crea-MT do artigo cientifico: Uso da Energia Fotovoltaica em Mato Grosso: Uma Análise de seu Crescimento Contrariando Tendência Mundial , desenvolvido pelo colaborador do Crea-MT, eng. eletricista Diego Vinicius Curvo Santiago, e os estagiários de Engenharia Sanitária e Ambiental, Barbara Santos e Mateus Domingos.
A área foi o ponto de encontro dos participantes do evento e concentra estandes de 26 Creas do país. Junto aos Creas, estão os estandes do Confea, do Crea-GO e da Mútua (realizadores da Soea); do Colégio de Entidades Nacionais (Cden) e ainda dos patrocinadores máster do evento (Brasal, Sicoob e Ipog).
Na ExpoSoea foi possível conhecer e desfrutar um pouco da pluralidade cultural e de iguarias típicas de cada Estado e, principalmente, ter acesso a inovações, projetos e ações desenvolvidos por cada regional. Por meio de estações de startups, e minicursos na ilha Contecc, profissionais e estudantes também tiveram a oportunidade de ampliar o know-how e conhecer novas experiências.
Na ExpoSoea tem muito mais. Tem conhecimento com projetos científicos, palestras, minicursos, debates e tecnologia. Tem cultura com literatura de cordel, expressões regionais. Tem sabores, churrasco gaúcho e chimarrão, cocadinha, biscoitos de coco e mel. Tem baiana tipicamente caracterizada, distribuindo fitinhas do Senhor do Bonfim. É nesse ambiente tecnológico e de confraternização que a ExpoSoea esteve de portas abertas para receber os mais de 3,5 mil profissionais na primeira Soea presencial pós-pandemia.
Mato Grosso
Motoristas vão pagar R$ 13,67 por pedágio em rodovias esburacadas de Mato Grosso
Mesmo com buracos, rachaduras no asfalto e problemas de sinalização, os motoristas que trafegam pelas rodovias MT-020 e MT-326 terão que pagar R$ 13,67 por pedágio a partir desta quarta-feira (14). A cobrança eletrônica, pelo sistema Free Flow, será realizada em seis pórticos instalados ao longo dos 308 quilômetros de concessão entre Canarana e Paranatinga, passando por Campinápolis e Água Boa.
O valor da tarifa chama atenção principalmente pelas condições em que se encontra a rodovia, administrada pela concessionária CS Rodovias. Para carros de passeio e caminhonetes comuns, cada passagem pelos pórticos custará R$ 13,67. Já para veículos pesados, dependendo da quantidade de eixos, o valor poderá chegar a R$ 123,03 por passagem.
Na prática, um motorista de carro de passeio que atravessar os seis pontos de cobrança terá que desembolsar R$ 82,02 apenas na ida. Em uma viagem de ida e volta, o custo poderá chegar a R$ 164,04, sem considerar combustível e outras despesas.
Apesar de a CS Rodovias ter divulgado investimentos superiores a R$ 100 milhões na concessão, as condições descritas ao longo do trecho contrastam com os valores que passarão a ser cobrados dos usuários. O pavimento apresenta rachaduras e buracos, alguns de grandes proporções, que chegam a comprometer os dois sentidos da pista.
A sinalização também é alvo de críticas. Em diferentes pontos da rodovia, placas estão caídas, retorcidas ou encobertas pela vegetação, dificultando a orientação dos motoristas. A sinalização horizontal apresenta desgaste, com faixas praticamente apagadas em determinados trechos, situação que pode comprometer a segurança de quem utiliza a estrada.
Os problemas ganham ainda mais relevância diante da importância das rodovias para o deslocamento de moradores e o transporte da produção agropecuária da região. Além de enfrentar as condições precárias do pavimento, os usuários passarão a arcar com uma cobrança que pode representar um custo significativo para quem precisa percorrer o trecho com frequência.
A implantação do sistema Free Flow elimina as tradicionais praças de pedágio e permite a cobrança por meio de equipamentos eletrônicos que identificam os veículos durante a passagem. A ausência de cancelas, no entanto, não diminui o peso da tarifa para os motoristas que utilizam a rodovia diariamente.
CONCESSÃO
O grupo empresarial ligado à CS Rodovias também possui atuação em Cuiabá por meio da CS Mobi, responsável pela concessão do estacionamento rotativo e pelo projeto de requalificação do Mercado Municipal Miguel Sutil.
Esses contratos estiveram entre os assuntos analisados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de Cuiabá para investigar contratos e obras de infraestrutura na Capital.
A CS Rodovias integra a estrutura empresarial da CS Infra, ligada ao Grupo Simpar, que reúne negócios nos setores de infraestrutura, mobilidade e logística.
Com o início da cobrança, a expectativa é de que a concessionária seja pressionada a demonstrar resultados concretos dos investimentos anunciados, especialmente na recuperação do pavimento, na melhoria da sinalização e na segurança dos motoristas que passarão a pagar para utilizar o trecho.
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