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Cáceres inaugura novo CRAS II nesta sexta, com investimento de mais de R$ 1 milhão

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A Prefeitura de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC), inaugura nesta sexta-feira (16), às 15h30, o novo prédio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS II) Antônia Liberato Rostey. A unidade está localizada na Rua Paraná, no bairro Vila Nova, Residencial Brisas do Pantanal.

A obra representa um importante avanço na estruturação da rede municipal de assistência social, oferecendo um espaço adequado, acolhedor e preparado para ampliar e qualificar os serviços destinados às famílias em situação de vulnerabilidade social.

O investimento total foi de R$ 1.037.485,58, sendo R$ 985 mil provenientes de recursos do Governo Federal, por meio de emenda parlamentar do senador Jayme Campos, com repasse do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, e R$ 52.485,58 de contrapartida da Prefeitura de Cáceres.

A prefeita Eliene Liberato Dias destacou que a entrega do novo CRAS II reafirma o compromisso da gestão municipal com a proteção social e a dignidade das famílias cacerenses. “Mais do que inaugurar um prédio, estamos entregando um espaço de acolhimento, cuidado e oportunidades para quem mais precisa. Investir na assistência social é fortalecer famílias, garantir direitos e construir uma cidade mais humana e inclusiva. Essa conquista representa nosso compromisso de cuidar das pessoas”, ressaltou Eliene.

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A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Andressa Mendonça, enfatizou que a nova estrutura proporcionará melhores condições de atendimento à população e de trabalho aos profissionais da área. “O CRAS é uma importante porta de entrada para os serviços da assistência social. Com essa nova estrutura, teremos melhores condições de acolher, orientar e acompanhar as famílias, fortalecendo vínculos comunitários e ampliando o acesso aos direitos socioassistenciais”, destacou Andressa.

O CRAS II integra a rede de proteção social básica do município e desenvolve ações voltadas à prevenção de situações de risco social, ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários e ao acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade.

A inauguração será aberta à população e marca mais uma conquista para a assistência social de Cáceres.

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Fazenda Jacobina guarda relíquias do Brasil Imperial e abrigou o médico da Sabinada

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Por João Arruda | Cáceres (MT)

A Fazenda Jacobina, fundada por portugueses em 1769, no município de Cáceres — a 210 quilômetros a oeste de Cuiabá —, situada na rodovia federal 070, guarda verdadeiras relíquias do Brasil Imperial.

No terreiro à frente do imponente casarão colonial estão máquinas que saíram da Europa, principalmente da Inglaterra, cruzaram o Oceano Atlântico até adentrar pelo Estuário da Prata, entre Uruguai e Argentina, e dali percorreram uma longa jornada até atingir Cáceres, com distância de 3.412 quilômetros de navegação.

Partes desse maquinário, tomadas por ferrugem, ainda exibem inscrições como “Dave Paxma & Gold Engennier Gold Hester England”.

A Jacobina, quando implantada, foi estratégica: serviu para fornecer alimentos aos primeiros núcleos de povoação da então Província de Mato Grosso, que pertencia, à época, à Capitania de São Paulo.

Era dessa fazenda que saíam suprimentos para alimentar as cidades onde se extraía o ouro, como Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Os portugueses mantinham a fazenda sob sigilo para não despertar a cobiça dos vizinhos espanhóis.

A produção saía em canoas e batelões até atingir, pelo Córrego Jacobina, que desagua no Rio Paraguai, abaixo de Cáceres, 70 quilômetros.

Já no século 19, com a independência do Brasil, rebeliões eclodiram em várias partes do país, e em uma delas a Jacobina entra na história dessas insurgências.

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É no estado da Bahia que emerge o médico Francisco Sabino Vieira. Idealista, promove um levante que ficou denominado “A Sabinada”, que durou cinco meses e foi debelado.

O Império não condenou Sabino Vieira à morte, pois, se assim fizesse, ele se tornaria mártir, aumentando a insatisfação da Bahia com o Império.

O Brasil era governado pelo período Regencial — Dom Pedro II tinha apenas a regência. Batalhas travavam-se no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, no Maranhão e no Pará. Sentenciar Sabino Vieira, numa Bahia já pacificada, não seria a decisão mais sensata.

O Império o condenou à prisão no Forte Príncipe da Beira, à margem direita do Rio Guaporé (hoje município de Costa Marques, em Rondônia).

Então, a guarda imperial faz a escolta do médico Sabino Vieira em direção ao Príncipe da Beira. Em lombos de mulas, cortam o oeste da Bahia até varar Goiás e, de lá, meses nas estradas, atingem Mato Grosso pelo leste, seguindo rumo a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá (atual Cuiabá). Seguindo em frente, chegam à Fazenda Jacobina, onde os responsáveis pela escolta apresentam ao pai do Barão de Vila Maria, Padre Joaquim José Gomes da Silva, o decreto do Império. Aí ocorre um fato interessante: a esposa estava acometida de febre e Sabino, médico formado na França, fez o tratamento. Então, a família do Barão de Vila Maria, que era afamada em todo o Mato Grosso pela alta produção de alimentos, decide ordenar a volta das tropas que escoltavam Sabino, com a seguinte ordem: “O doutor Sabino não irá seguir para o Forte Príncipe da Beira; ficará sob nossos auspícios”. E o médico baiano ficou até seus derradeiros dias na fazenda.

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Já no Brasil República, seus restos mortais foram trasladados para o Rio de Janeiro, e ele é considerado herói nacional. Em Cáceres, dá nome a uma das importantes vias públicas do Centro Histórico.

Hoje, a Fazenda Jacobina mantém atividades agropastoris e funciona também como restaurante, de segunda a segunda, com cardápio regional.

A professora Edir Antônia de Almeida, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), ativista dos direitos humanos, toca projetos voltados ao fortalecimento da cultura mato-grossense e apresentará grupos de Cururu e de Siriri.

A fazenda recebe estudantes e professores de todo o país, inclusive da Bahia, e é tocada pelos herdeiros do empreendedor Vitório da Silva Lara: os irmãos Cristiano e Adriano — este apelidado de Imperador —, e sua mãe, Terezinha Lara.

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