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economia

Primeira instituição financeira do interior do Paraná recebe R$ 10 milhões do Fundo Metropolitana

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“Nosso DNA, nossa alma está no interior. Nascemos e crescemos aqui. Nada mais justo que o foco do nosso negócio também esteja centrado, hoje em dia, neste importante pedaço do mercado”. Esta é a visão do CEO e fundador da fintech J17, João Nicastro. A empresa, que tem sede em Londrina, Norte do
Paraná, oferece aos seus clientes produtos financeiros digitais e está no mercado de crédito há mais de 20 anos.

Com uma história inspiradora, João Nicastro viu o sonho de menino pobre se tornar realidade. Seu primeiro negócio foi numa caixa de isopor, aos 10 anos, em que vendia geladinho. “Eu me orgulho disso: sempre quis empreender!

Sonhar é preciso, mas nunca foi fácil. Foi muito trabalho, mas deu certo”, recorda o empresário paranaense, que teve o primeiro emprego como office-boy e chegou a diretor financeiro. Hoje ele comanda a fintech J17, que nasceu em Londrina e quer ter a força da ‘Faria Lima’, mas no interior
do Brasil.

Dentro do modelo regulatório, o J17 é uma Sociedade de Crédito Direto (SCD) e pode operar 100% dos seus produtos e serviços por meios digitais mas, por uma escolha estratégica e vocação, o atendimento dos clientes é personalizado. A Instituição Financeira, outorgada pelo Bacen (número 451), tem
como principais serviços, além dos tradicionais de uma instituição financeira, o crédito consignado, antecipação de saque aniversário do FGTS e linhas de crédito para empresas.

“Estamos aqui para atender os empresários do interior, de todos os portes e tamanhos, pois conhecemos a necessidade de cada um. Ofertamos produtos de investimento e crédito personalizados. Nosso primeiro raio de trabalho é Londrina e região, região metropolitana de Curitiba, Santa Catarina e Rio Grande
do Sul”, pontua José Manuel Catarino Barbosa, diretor de estratégia.

Em sua maioria, instituições como a nossa estão nos grandes centros. “Viemos para mostrar que as empresas do interior podem ser e ter as suas fintechs e o J17 fornece toda a estrutura, sistemas, serviços e inteligência para dar esse atendimento e suporte”, explica Nicastro. Segundo o empresário, a
distância e dificuldade dos empresários do interior para acessar os recursos nos grandes centros ainda trava o crescimento de muitas cidades e o J17 que reduzir este problema.

“Fazemos parte de um grupo consolidado, altamente regulado e investido por três fundos coligados. Somos uma startup jovem, rápida e digital, mas que tem um corpo diretivo maduro nos mercados de capitais, financeiros, bancários, de tecnologia e governança”, analisa João Nicastro. Até parece um projeto
conservador, mas é a responsabilidade de um time muito experiente e que conquistou a confiança do mercado, comenta o empresário.

MODERNO, MAS À MODA ANTIGA
“A modernidade facilitou a nossa vida, mas também deixou os relacionamentos distantes e as pessoas com medo, especialmente quando o assunto é dinheiro e finanças. Nós somos modernos: temos tecnologia, segurança e robôs, mas sempre temos alguém pronto para atender o telefone”, exemplifica o CEO João Nicastro, dizendo que o cliente é quem escolhe o melhor canal para as conversas. Aliás, ainda hoje, João gosta de visitar e ouvir as principais empresas clientes do J17, com ele próprio diz: “somos modernos, mas à moda antiga”.

RODADA DE INVESTIMENTOS

Recentemente o J17 Bank, empresa que faz parte do grupo da J17 SCD S.A., recebeu uma segunda rodada de investimentos do Fundo Metropolitana. O aporte, de cerca R$ 10 milhões, visa focar em tecnologia e segurança para a massificação de produtos de crédito.

Isso vai gerar uma melhor experiência de negócios para os parceiros, promotores, correspondentes e clientes, além de posicionar a empresa na busca de uma meta arrojada: ocupar um espaço relevante entre as 5 maiores instituições brasileiras que distribuem produtos de crédito massificados através de parceiros. “Teremos a plataforma tecnológica mais moderna do Brasil e mais conectada com o consumidor”, explica João Nicastro.

A primeira rodada de investimentos ocorreu em 2021 e foi liderada pelo Fundo Metropolitana, preparando o J17 para ingressar no mercado, provendo toda a
infraestrutura de serviços financeiros para contas digitais, transações do SPB, SPI, meios de pagamentos e cartões.

HISTÓRIA INSPIRADORA

João Nicastro e J17 são uma história única. Garoto nascido de uma família simples de Arapongas, Norte do Paraná, o empresário conta que tomou gosto
pelos negócios ainda muito pequeno, observando seu irmão e colegas. “Depois da aula eles saiam pelas ruas para vender geladinho e eu também queria ter o
meu dinheirinho. Acabei fazendo um empréstimo para comprar uma caixa de isopor, os materiais e iniciei meu próprio negócio”, relembra com emoção. Aos
14 anos Nicastro entrou numa empresa como office-boy, de onde saiu como diretor financeiro, para abrir mais uma empresa, que originou o J17 e a cultura
do grupo.

“Nosso orgulho é ser uma instituição financeira do interior, das pequenas e grandes cidades. Conhecemos os costumes da nossa gente, que valoriza uma
prosa e a confiança. Sabemos o que esse cliente precisa e queremos ajudá-lo a crescer. Somos sofisticados quando o assunto é segurança, tecnologia e
serviços, mas não abrimos mão da nossa essência simples”, finaliza o CEO e fundador João Nicastro, reforçando o fato de que ele esteve “do outro lado da
mesa”por muitos anos e sabe com propriedade, as dores e necessidades do empresário do interior.

Ah, e sobre o futuro? “Como estamos num mercado muito regulado, vamos seguir, como sempre fiz na vida, aprendendo e com um passo atrás do outro, até a gente se tornar por exemplo, um banco múltiplo”. Um belo passo para quem começou vendendo geladinho.

 

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economia

Comércio de Mato Grosso perde espaço na internet e consumidores gastam bilhões em outros estados

Pesquisa do Sebrae/MT aponta que três em cada cinco empresários do estado ainda não possuem site; enquanto isso, mato-grossenses gastaram R$ 3,5 bilhões em compras online de empresas de fora

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Foto: Freepik

As vendas de empresas de Mato Grosso pela internet caíram 19% no último ano, passando de R$ 630 milhões para R$ 510 milhões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com base em informações da Receita Federal.

O número chama atenção porque o movimento contrário também cresceu: os consumidores do estado compraram R$ 3,5 bilhões pela internet de empresas de outros estados, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior.

Na prática, isso significa que o dinheiro do mato-grossense está saindo do estado. As pessoas compram cada vez mais pela internet, mas compram de empresas de São Paulo, Minas Gerais e de outras regiões porque não encontram os comerciantes locais no ambiente digital.

Uma pesquisa do Sebrae/MT chamada “Maturidade Digital dos Pequenos Negócios em Mato Grosso” ajuda a entender por que isso acontece. O levantamento mostrou que três em cada cinco empresários do estado não possuem um site.

Além disso, 52,20% dos entrevistados afirmaram que não têm sequer o cadastro no Google Meu Negócio, ferramenta gratuita que faz a empresa aparecer no Google Maps e nas buscas locais.

Cenário nacional vai na direção oposta

Enquanto o comércio digital de Mato Grosso encolhe, o cenário nacional mostra um caminho bem diferente. Segundo o MDIC, as vendas de micro e pequenas empresas brasileiras pelo comércio eletrônico cresceram quase 1.200% nos últimos cinco anos.

O valor saltou de R$ 5 bilhões em 2019 para R$ 67 bilhões em 2024. No total, o comércio eletrônico brasileiro movimentou R$ 225 bilhões no ano passado.

Os dados mostram que o problema não é falta de mercado. Os brasileiros estão comprando pela internet com frequência cada vez maior. A questão é que muitos comerciantes, especialmente os de estados do Centro-Oeste, ainda não se posicionaram no digital.

Em Mato Grosso, mais de 96% das empresas abertas em 2024 foram de micro e pequeno porte, segundo a Junta Comercial do estado. São negócios que poderiam se beneficiar da internet para vender mais, mas que na maioria dos casos ainda dependem apenas do movimento de rua.

O que o comerciante pode fazer

Especialistas em marketing digital apontam que o primeiro passo é ter um site, mesmo que simples. Um site com informações básicas como endereço, telefone, produtos e horário de funcionamento já coloca o negócio no radar das buscas do Google.

O segundo passo é investir para que esse site seja encontrado. Existem dois caminhos para isso. O tráfego pago, feito por meio de anúncios no Google e nas redes sociais, traz resultados rápidos e permite que o comerciante apareça para pessoas da sua cidade que estão pesquisando por produtos ou serviços naquele momento.

Já o tráfego orgânico é o resultado de um trabalho contínuo de produção de conteúdo e de otimização do site para os mecanismos de busca, o chamado SEO.

Dentro do SEO, uma das estratégias mais importantes é a conquista de backlinks, que são links de outros sites apontando para o seu. Funciona como uma indicação: quando portais de notícias, blogs e sites de referência linkam para o endereço de uma empresa, o Google entende que aquele site tem credibilidade e passa a posicioná-lo melhor nos resultados.

No mercado brasileiro, a busca por backlinks brasileiros tem crescido entre pequenos e médios empresários que querem melhorar o posicionamento dos seus sites e perfis nas buscas.

É importante que o empresário saiba escolher bem quem vai fazer esse trabalho. Uma agência de backlinks séria trabalha com portais reais, de boa reputação, e oferece transparência sobre onde os links serão publicados.

Nesse ponto, vale um alerta: é preciso ter cuidado com backlinks baratos oferecidos na internet. Links vindos de sites de baixa qualidade ou de redes de spam podem prejudicar o posicionamento do site em vez de ajudar. O Google identifica esse tipo de prática e pode penalizar a empresa nos resultados de busca.

Redes sociais também aparecem no Google

Outro ponto que muitos comerciantes não sabem é que os perfis do Instagram e do Facebook também podem ser encontrados nas buscas do Google.

Com um trabalho bem feito de otimização e de construção de autoridade digital, é possível fazer com que o perfil da loja nas redes sociais apareça quando alguém pesquisar pelo nome do negócio ou pelo tipo de produto que ele vende.

As redes sociais, aliás, continuam sendo uma das ferramentas mais acessíveis para o pequeno comerciante. Publicar fotos dos produtos, mostrar o dia a dia da loja, responder perguntas e divulgar promoções são ações simples que ajudam a manter o negócio na lembrança dos clientes.

Um problema que tem solução

Os números mostram que o comércio de Mato Grosso está deixando dinheiro na mesa. O consumidor do estado está comprando pela internet, só que está comprando de fora.

Para mudar esse cenário, não é preciso investir fortunas. Um site bem feito, um cadastro no Google Meu Negócio, presença nas redes sociais e um trabalho de posicionamento nas buscas já fazem diferença.

Isso vale também para quem vive do campo, já que o marketing no agronegócio ajuda a atrair compradores, fechar parcerias e fortalecer a marca regional sem depender só de indicação.

O Sebrae/MT oferece programas de apoio à digitalização dos pequenos negócios, como o “Move Mais Vendas” e consultorias de marketing digital. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800.

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